Rádio Freamunde

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domingo, 19 de março de 2017

Não é todos os anos que se faz oitenta e quatro anos:

Nem a maioria dos clubes de futebol português têm esse dom. É preciso muito esforço, muito trabalho e dedicação. Em Freamunde não faltam esses carismas. Por isso hoje é meu dever e julgo de todos os Freamundenses de homenagear todos aqueles que contribuíram para esta realidade. Desde os seus fundadores passando por dirigentes, treinadores, jogadores, funcionários e sócios. É que sem estas pessoas o Sport Clube de Freamunde não era uma realidade.


Nasceu (foi fundado) no dia dezanove de Março de mil novecentos e trinta e três não sei se já se celebrava o dia do Pai. Sei que nesse mesmo dia era celebrado no centro de Freamunde, o dia de S. José, uma pequena festa que juntava próximo da Associação dos Socorros Mútuos Freamundenses – que faz hoje cento e vinte e seis anos – lavradores com o seu gado bovino para uma inspecção sanitária e para concurso do melhor animal. Portanto neste dia não faltavam eventos em Freamunde como é seu apanágio.

Mas é do nascimento do Sport Clube de Freamunde que aqui me traz. Quando se nasce nasce-se nu. Foi assim com o Sport Clube de Freamunde. Aos poucos e poucos começou a angariar, fruto dos seus fundadores, instalações, jogadores, equipamentos que eram rudimentares, como bolas, chuteiras, camisolas, calções e meias e carregados dentro de sacos de sarapilheira lá se ia para os prélios fora de casa. A maioria das vezes a pé ou numa boleia de automóvel que naquele tempo era um artigo raro. Mas com muito sacrifício tudo era resolvido.

Os dias, os meses e os anos foram passando e o Sport Clube de Freamunde chegou à bonita idade de oitenta e quatro anos. Neste momento atravessa uma grave crise financeira e de resultados o que me leva a temer o pior. Mas seja o que vier cá estaremos para todos os anos celebrarmos mais um. Por isso foi com alegria que hoje ouvi estralejar as oitenta e quatro bombas de foguete.

Como disse espero para o ano ouvir as oitenta e cinco bombas de foguete que é sinal que tanto o Sport Clube de Freamunde como eu somos vivos.


Parabéns Sport Clube de Freamunde.    

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Última Hora:

António Guterres ganhou a sexta votação para a eleição de Secretário-Geral das Nações Unidas. O Bastonário dos Farmacêuticos já pediu a todas farmácias para a partir desta hora abrirem - uma vez que hoje é feriado - para ser administrada a venda de comprimidos kompensan aos anti-Guterres (Durão Barroso, Mário David e Pafiosos). O bastonário também pediu para os comprimidos serem racionados para chegar a todos esses carentes.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Há 55 anos:

Freamunde acordou com a morte do Nuno. Era um Domingo e de Sábado para Domingo rebentou em Luanda uma revolta que veio dar início à luta armada que durante treze anos levou a maioria dos jovens portugueses até àquela província ultramarina, como era chamada na altura. O Nuno era filho desta terra. Antes tinha servido o exército português numa outra província que se situava na Índia e que dávamos o nome de Goa, Damão e Diu.
Depois de regressar da Índia foi trabalhar para a Fábrica de Móveis de Albino de Matos Pereira & Barros onde antes de ir para a tropa já ali trabalhava como serralheiro mecânico. Como naquela altura os ordenados eram baixos resolveu concorrer a um concurso da Polícia de Segurança Pública. Frequentou um curso de formação profissional. Ficou aprovado.
Como se sabe quando há entrada de novos recrutas, regra geral, vão para os lugares mais longínquos para os seus colegas mais velhos virem para mais perto das suas terras.
Foi o que aconteceu ao Nuno. Foi para Angola. Ainda não estava lá há muito tempo quando se dá a revolta à Cadeia de S. Paulo e algumas Esquadras da P. S. P. na cidade de Luanda. O Nuno teve o azar de nessa noite, quatro para cinco de Fevereiro, estar de serviço.
Naquele tempo os meios quer humanos quer materiais eram poucos e rudimentares. Havia rumores conspirativos mas Salazar não lhe dava grande valor. E, assim o que era conspirativo tornou-se realidade.
Os trabalhadores revoltaram-se. Exigiam a abolição do trabalho forçado e o fim do pagamento de impostos, fazendo greve nas plantações algodoeiras, num movimento liderado por António Mariano. Os protestos não se limitavam à greve. Durante dois dias, foram queimadas sementes, algumas pontes sobre os rios apareceram destruídas e as missões católicas, as lojas e casas de colonos sofreram ataques. As tropas portuguesas reagiram, colocando em acção as companhias de caçadores especiais e aviões que lançaram bombas incendiárias.O massacre ficou conhecido como o massacre de Cassanje.
Houve um banho de sangue e a morte de oito mil agricultores que trabalhavam para a Companhia de Algodão de Angola e para a Cotonang, uma fazenda algodoeira de capitais mistos de portugueses e belgas. Estes acontecimentos deram-se em Janeiro. E, foi por isso e pela sua independência que se deu o ataque à Cadeia de S. Paulo em Luanda.
O Nuno, segundo soube mais tarde, estava de serviço na Sétima Esquadra. Tomei conhecimento porque na Companhia que incorporei em Angola fazia parte um Sargento que foi colega do Nuno na P. S. P. e na dita Sétima Esquadra.
Assim o dia cinco de Fevereiro, dia de S. Águeda na Freguesia de Sousela no concelho de Lousada, foi um dia trágico em Freamunde. 
O Nuno era boa pessoa, bastante estimado aqui em Freamunde, assim como a sua família. 
Mais tarde em Agosto desse ano deu-se o funeral. Até àquele dia nunca tinha visto tanta gente num funeral. Era o exército, a Polícia de Segurança pública e os milhares de civis que incorporaram o funeral.
Era novato, tinha doze anos, mas nunca estes dias, o da morte assim como o do funeral, me saíram da lembrança. 
É por esse motivo que o trago à lembrança dos Freamundenses.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Lembrar o 31 de Janeiro de 1891:

Neste dia o movimento, conhecido mais tarde, por Revolta Popular, teve o seu epicentro na guarnição militar do Porto. Era comandada por Sargentos e pelo Alferes Malheiro nome que ainda hoje é conhecida uma rua do Porto e mais tarde pelo Capitão Leitão. Não teve êxito mas ainda é lembrada a revolta do 31 de Janeiro.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bombeiros Voluntários de Freamunde:


ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
Freamunde fins do século XIX e início do século XX
Os cidadãos de Freamunde viveram de perto os principais acontecimentos da viragem do sec. XIX para o séc XX. Depois das lutas populares - cabralistas e miguelistas - de meados do sec. XIX, também assistiu às disputas monárquicas e repubicanas, tendo entre o seu povo figuras que tiveram assento na administração concelhia, antes (Dr. Alberto Cruz, 1910, Leão de Moura 1882) e depois do Estado Novo (Serafim Pacheco Vieira 1926 e António José de Brito, entre outros).
Mas Freamunde também haveria de ser a "freguesia mais retintamente reaccionária, apesar de haver na mesma alguns repubicanos exaltados". Dois nomes apontados como suspeitos de terem participado na rebelião de 19 de Setembro de 1911 estão também ligados à ulterior fundação da ABVF: António José de Brito e Armando Nunes de Oliveira.
No dealbar do séc. XX, Freamunde já colhe os frutos do seu desenvolvimento. Em 1911 o Concelho de Paços de Ferreira tem no seu todo 3 198 fogos e uma população de 13 844 habitantes, sendo que 449 fogos são de Freamunde, para uma população de 1962 habitantes. Em 1920 o Concelho tem 3 135 fogos e uma população de 13 787 habitantes. A povoação de Freamunde tem 463 fogos e 2029 habitantes. Em 1930 a população tinha atingido os 15 823 habitantes no Concelho e Freamunde chegara aos 2349.
A paisagem humana de Freamunde nas primeiras décadas do séc. XX, embora denunciando uma certa centralidade comercial e urbana, não perdera as características de ruralidade, mas estava à porta o processo de industrialização.
São várias as instituições em funcionamento. Daí resulta uma actvidade social constante, são peças de teatro, espectáculos de música, de cinema, etc . Verifica-se que a sua população participa nas várias actividades.

No início do séc. XX a força motriz do Rio Ferreira é que permitiu a instalação da pouca indústria existente (moagem, serração, azeite, além destas teve expressão a indústria de lacticínios - manteiga), de modo que na generalidade o Concelho era caracterizado em 1881 como um centro de produção fabril rural.
É na segunda década do séc. XX que se desenvolvem importantes pólos industriais na freguesia de Freamunde e que, de certo modo, impulsionam a indústria do mobiliário, que é hoje a principal fonte de riqueza do Concelho de Paços de Ferreira.
Comercialmente as feiras do Cô (que se realizavam a 5 e 21) e as de Freamunde (a 13 e 27), embora vinculadas à actividade agrícola, eram os principais mercados do Concelho. Mas não era apenas nos momentos da feira, e nesses locais, os lugares de compra e venda. Embora existissem estabelecimentos espalhados pelas freguesias, era no Cô e em Freamunde onde se concentravam e aos quais ocorriam pessoas dos Concelhos de Sto. Tirso, Paredes, Lousada, Felgueiras, Guimarães, Fafe, Valongo, Maia, Gondomar, etc .
Freamunde e Penamaior, durante todo o séc. XIX, concentravam o maior e mais diversificado número de estabelecimentos comerciais do Concelho. Quase até aos nossos dias, o centro urbano da então Vila de Freamunde carcterizava-se pela presença viva da "Praça", um local de comércio bem definido.
As décadas de 20 e 30 do séc. XX marcaram positivamente aquela que é hoje uma cidade e, em termos demográficos, a maior freguesia do Concelho de Paços de Ferreira. Neste período nasceram diversas instituições que ainda hoje são simbolos da Freguesia. O Clube Recreativo Freamundense, a Associação dos Bombeiros Voluntários, o Sport Clube de Freamunde e a própria freguesia consegue e elevação à categoria de Vila.
A importância atingida pela povoação de Freamunde e o seu movimento industrial e comercial da época justificou a elevação a Vila num decreto promovido pelo Governo de Oliveira Salazar, promulgado por Óscar Carmona e publicado a 13 de Junho de 1933 no Diário da República.
(CONTINUA)
JOÃO VASCONCELOS - "BOMBEIORS VOLUNTÁRIOS DE FREAMUNDE - 75 ANOS"

domingo, 7 de dezembro de 2014

Freamunde está a engalanar-se:

Para a festa da Nossa Senhora da Conceição. É todos os anos e de há muitos até hoje que com mais ou menos dificuldades Freamunde não se esquece desta Santa. Desde sempre organizada por rapazes e raparigas solteiros/as. Não sei o motivo. Freamunde fica agradecido pelo trabalho e a forma como a Senhora da Conceição é venerada.
Há anos era nesta festa que os candidatos a músicos davam a sua entrada na Banda Musical de Freamunde. Hoje é a qualquer momento e já podem fazer parte da banda o sexo feminino. Água mole em pedra dura tanto dá que até fura. O concerto que é dado no espaço da Capela de S. Francisco leva ali alguns apaixonados para ouvir o reportório. Dizem até que é a partir deste concerto que se arranjam contratos para o ano que está a entrar.
Depois vem a hora da procissão. De ano para ano melhor. Na organização, na ornamentação e até o itinerário este ano vai sofrer alteração. Este ano é expressamente proibido circular automóveis pelo centro de Freamunde. Concordo. Há muitos anos ainda se admitia. Havia falta de acessibilidades. Hoje não. Não falta acessos para os automóveis circular sem incomodar os foliões. Assim evita chatices entre condutores e peões.
Finda a procissão a Banda de Música continua com o concerto para interpretar uma ou outra peça e a rapsódia a findar. Dá-se então o início ao espectáculo pirotécnico. Os foliões gostam. Os que se encontram nas barracas de comes e bebes abandonam-na por uns instantes para verem os foguetes a estralejar. Alguns já os vêem a dobrar. É que o vinho que lhes é servido é de boa qualidade. Dizem os apreciadores. Também não admira. Depois de uns bons rojões o vinho é mais apetecível.
E quem fica agradecido a tão bom pitéu é a Comissão das Sebastianas pelo avolumar do dinheiro angariado. É que dá muito trabalho o montar ali a sua tasca mas o apuro é bastante. Depois não tem concorrência.
Desde que a tasca do senhor Ramiro fechou a Comissão das Sebastianas em boa hora ali montou a sua tenda. É que se tem de arranjar dinheiro porque as Sebastianas assim o exigem e só falta meio ano para o seu início.
Ferreirinhos prontos a serem queimados
Neste entretanto acabam os foguetes e vai-se dar início aos Ferreirinhos. Aqui não dá para estar pelas proximidades. Os Ferreirinhos não permitem. As suas bombas e bichas de rabiar são de meter respeito.
Depois vê-se as pessoas a deslocarem-se para as suas casas para dar início à janta sem antes comprarem as célebres farturas para servirem de sobremesa. Nota-se na cara dos Freamundenses uma certa alegria pela maneira como Freamunde venera a Nossa Senhora da Conceição. E… alguns dizem: oxalá que para o ano seja comemorada da mesma maneira.           

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Natal:

Esta quadra traz à lembrança tempos idos para as pessoas da minha idade. Faz lembrar como se ansiava por este dia. Era tempo que tudo faltava. Quem podia sonhar com presentes como se vêem hoje. Era uma boneca em plástico para as meninas e uma bola de borracha para os meninos. Não para todos. Havia os como eu, que se acomodavam com uma sandes de marmelada, coisa rara naquele tempo, uns pinhões e uns chocolates a imitar os cigarros, chamados fortes, que vinham enrolados tal e qual como os daquela marca. Já me sentia feliz.
Os meus pais não podiam me ofertar melhor prenda. A carteira! A carteira não. Naquele tempo não havia dinheiro para lá colocar e quando muito, era numa algibeira, que as mulheres usavam por baixo do avental. Quando havia uma nota era guardada entre o sutiã e as mamas, para não ser roubada por um qualquer Vilarinho, famoso salteador natural de Sanfins.
Tempos que vale a pena lembrar mas não vivê-los. Como disse hoje tudo é diferente. Antes um mês enfeita-se tudo para publicitar essa efeméride. São os arcos com as luzes multicores nas aldeias, vilas e cidades. As árvores de natal todas enfeitadas dão um colorido às salas de jantar. Os presépios onde se coloca o menino Jesus, sua mãe e José, seu pai adoptivo, o burro e a vaca, à espera que ali seja colocada uma prenda. As iluminações que se colocam nas varandas das moradias e nas montras das casas de comércio. Os arranjos que se elaboram por pessoas pertencentes a organizações para dar uma ornamentação digna dessa quadra.
Foi o que aconteceu com um grupo de pessoas que teve a feliz ideia de através de garrafas de água de plástico que foram recicladas para embelezar a árvore de natal que está exposta na sede da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós em Freamunde. Quem tiver curiosidade pode passar na rua do Comércio em Freamunde e admirar o belo trabalho. É que de coisas simples pode-se transformar em coisas belas.
A Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós presenteiam Freamunde com coisas únicas. É um trabalho árduo. Longos dias e horas de trabalho. Mas quando é feito com boa vontade e carinho não há paga para tal trabalho. Só nos resta agradecer à Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós porque ali não existe individualismo mas sim o colectivo. E… Freamunde como é seu timbre agradece.
Por isso hoje olho para o Natal do meio século, do século passado, e vejo a diferença. É abismal.  

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Trânsito condicionado em Freamunde no dia 08/12/14:

Na festa da N. S. da Conceição que se realiza segunda-feira, em Freamunde, o trânsito vai sofrer alteração. Assim no espaço por onde passa a procissão ele fica condicionado. É da mais elementar necessidade porque nesse dia é uma confusão para quem circula de automóvel e quem passeia a pé. Não tem sido usual este tipo de situação pelo que a Câmara e a Junta de Freguesia de Freamunde faz este aviso público. Espera-se que haja harmonia e bom senso com o determinado porque todos ganham. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Foi no domingo passado:

Que o S. C. Freamunde se deslocou à ilha da Madeira para defrontar o União Local no jogo da décima jornada da Segunda Liga do futebol profissional português. Fê-lo num momento crítico. Antes uns dias tinha sucumbido no seu terreno com o Sporting da Covilhã por uma bola zero. Já não faltava quem profetizasse que a partir de agora é que se ia ver com quantos paus se faz uma canoa. O que é certo, é que foi sol de pouca dura. E… verdade seja dita. Nada teve a ver com o jogo contra o Sporting da Covilhã.
Na Madeira, no Estádio da Ribeira Brava, que esplêndido estádio, já o conhecia de passagem mas através das fotografias que surripiei ao Onofre Silva, que me desculpe. Para elevar o nome e a imagem do S. C. Freamunde e, mesmo, quando as obras são de louvar tudo faço para as reproduzir. É o que acontece com aquele magnifico estádio. 
Como vezes sem conta elogio aquela ilha, não o seu presidente, porque tudo faz para favorecer os seus amigalhaços e o povo humilde que se lixe. Não falo por falar. Falo com conhecimentos de causa pois ali tenho três anos da minha vida. Sei o quanto é hospitaleira aquela gente. Mas voltando ao jogo.
Não houve margens para dúvidas sobre a vitória do S. C. Freamunde. Estava a sintonizar a Antena um para saber dos incidentes do jogo, aquela estação dava notícias sobre o ele, não ouço a Rádio Clube de Paços de Ferreira pois acho que não é isenta no que toca aos clubes do concelho e, ouvi do comentador da Antena um dizer, estavam decorridos uns trinta minutos de jogo: - "não admira o S. C. Freamunde ser o líder da classificação. Ali estava demonstrado o porquê". Fiquei contente.
Se antes uns dias muitos profetizassem que a partir do jogo com o União da Madeira é que se ia ver do que era capaz, afinal, ouve-se de alguém isenta a valorizar o S. C. Freamunde. Todos temos conhecimento que somos uma equipa modesta e o nosso principal objectivo é a manutenção. Tem-no dito o presidente do S. C. Freamunde, o seu treinador e uma maioria da massa associativa.
Aliás, estamos a ser como a formiga. Amealhar o quanto antes pontos para viver o fim do campeonato tranquilo e não acontecer como em anos anteriores. 
Também devemos estar preparados para o que vem no mês de Janeiro. Uma grande parte dos jogadores vai ser preferida por outros clubes com aspirações diferentes das do S. C. Freamunde. 
Mas até lá os jogadores do Freamunde que vão fazendo “surpresas” que os Freamundenses não se importam.        

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Quem pode pedir uma consulta médica ao domicílio?

Se fores pobre não o podes fazer derivado ao alto preço (para não dizer pornográfico) que os médicos ou clínicas praticam. É isso mesmo. Mas passo a explicar.
No sábado, dia vinte e sete do mês corrente, na parte da noite, mas não de altas horas, a minha sogra precisou de uma consulta ao domicílio dado o seu estado e idade. Um meu cunhado dirigiu-se à clinica Radelfe, pediu um médico para fazer a tal consulta ao domicílio. Uma médica foi consultar a minha sogra conduzida pela viatura do meu cunhado. A consulta demorou minutos. Ao fazer o pagamento foi dito que eram cem euros.
Não sei com que cor ficou a face do meu cunhado. Mas se fosse a minha ficava vermelha e ripostava dado o elevado preço da consulta. Não foi uma consulta de especialidade mas de clínica geral.
Se por acaso fosse eu o interveniente no pagamento e se este fosse realizado em casa da minha sogra a médica fazia o regresso para a clínica Radelfe a expensas suas porque o preço praticado dava para tudo.
Estou a escrever este texto à revelia do meu cunhado e irmãos mas com o consentimento da minha esposa. Porque entendo que este preço é deveras altíssimo e não está ao alcance de qualquer família. Mas… é isto que temos de suportar. Depois podemos dizer: estão a ir-nos ao bolso.

sábado, 20 de setembro de 2014

Quem marca um golo ao S. C. Freamunde?

Espero não ser ave de agoiro. É que já lá vão trezentos e sessenta minutos sem sofrer golos. Espero que o próximo jogo contra o Sporting B isso não aconteça. E assim lá vai de vento, em popa, a equipa do S. C. Freamunde. Equipa que em dez jogos, contando os da Taça da Liga e da Segunda Liga, só perdeu dois jogos e para o campeonato sofreu dois golos e marcou onze. Sendo que é a equipa com menos golos sofridos.
Os Freamundenses andam eufóricos, mas o único objectivo é a manutenção, e por isso é curial o quanto mais depressa melhor fazer os pontos necessários para a manutenção. E, é sabido, como as coisas tem decorrido não é de estranhar que no mercado de Janeiro a maioria dos jogadores do S. C. Freamunde vão rumar a outras equipas. É o que faz ser um clube de dimensões reduzidas. Mas um clube que serve de trampolim a jogadores e treinadores. Aliás, se queres ser grande vem para Freamunde. Terra em que em todas colectividades eleva com fama os seus participantes. Por isso não é de estranhar que em todas dá cartas.
Antigamente os forasteiros que vinham representar qualquer colectividade e bebia água do fontenário do Agrêlo ficava a ser um Freamundense de alma, e coração. Hoje é difícil. Os tempos tornaram os homens mais materialistas e assim é difícil Freamunde manter essa tradição.
Por isso todos os anos o viver numa aflição para manter todas as colectividades. E… o meu anseio é ver o S. C. Freamunde com pontos suficientes para ter um campeonato tranquilo. E se no próximo jogo não sofrermos um golo começamos a meter medo aos “tubarões” União da Madeira, Olhanense e Chaves.
Mas sou de opinião que vale a pena caminhar como o sapo concha. Devagar, devagarinho, se vai caminhando sem atropelos nas “pedras da calçada”.
Força rapazes!               

sábado, 6 de setembro de 2014

Jantar de confraternização:

Decorreu ontem na Adega Regional com o intuito de reunir quem há um ano colaborou com a campanha de Armanda Fernández para a Junta de Freguesia de Freamunde. O repasto decorreu bem e, para informação dos mais “incautos”, cada conviva pagou doze euros. É que nestes acontecimentos há quem pense que há “almoços grátis”. Não! Quem quer ser lobo tem de lhe vestir a pele. Ou por outras palavras: quem não tem dinheiro não tem vícios. E por falar em dinheiro. Sabe-se que a Junta de Freguesia de Freamunde é uma “tesa”, como muito bem diz o nosso povo e, não tem dinheiro para fazer cantar um cego. A Presidente da Junta e os seus membros vivem do seu trabalho o que quer dizer que não dá para andar a pagar almoços ou jantares.

Assim, no meio deste convívio, falou-se um pouco de tudo até que chegou a vez de a Presidente da Junta perguntar como decorreu o ano de presidência e quem tiver assuntos a pôr que o faça.
Contudo, antes, deu uma panorâmica das dificuldades porque tem passado. Quando tomou posse e lhe foi passado o testemunho não havia um único utensílio para pôr em prática na limpeza de Freamunde. Assim, teve-se de tomar iniciativas para a Junta de Freguesia dar soluções aos inúmeros problemas porque Freamunde passa. No meio disto tudo pediu aos convivas que se tivessem problemas que os pusesse.

É evidente que problemas há muitos e havia ali pessoas que na campanha porta a porta puseram a sua cara pela candidata Armanda Fernández. Foi o caso do Amaro “Medonho”. Que hoje é confrontado pelas pessoas do seu lugar e o que consiste mais é na recolha do lixo. Que dizem que estão a pagar um serviço, que antes era diário, agora é bissemanal ou trissemanal, mas o dinheiro que se paga é o mesmo. Que havia de haver uma onda de protestos e não se pagar nada por esse serviço à Câmara Municipal.
Aqui pensei: Freamunde não vai estar adormecido, como esteve e, não vai dar descanso à Câmara Municipal. Mas logo o meu pensamento foi desfeito. Afinal o mal vinha de trás. É que a Câmara Municipal deve à SUMA onze milhões de euros e assim a SUMA resolveu cortar com alguns serviços. Mas o mais extraordinário é que esta deliberação só foi tomada na véspera da tomada de posse de Humberto Brito.
Que se resolveu dar conservação às estradas com maus acessos mas primeiro teve-se que criar algumas infra-estruturas tais como: a aquisição de uma carrinha, de funcionários requisitados ao Fundo de Emprego e várias alfaias e utensílios. Que o asfaltamento na estrada que dá para o Cemitério Novo e no arranjo em frente à Escola Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos foi a maior necessidade.
Na que dá para o Cemitério Novo teve que se cortar as árvores dos passeios pois as mesmas danificavam os mesmos e atrapalhavam a passagem dos carrinhos de bebés mas sem antes pedir a opinião dos moradores. Quando a democracia existe é esta que está em primeiro lugar.
Que certamente o asfaltamento não vai ficar nas melhores condições devido à falta de experiência dos trabalhadores da Câmara e às condições rudimentares que as máquinas têm. Mas sempre é melhor assim que andar a endividarem-se aos empreiteiros. Mais a mais põem-se ao dispor dos arranjos da Câmara trabalhadores da mesma. É que havia e há quem chame malandros a esses trabalhadores e assim é um meio de os ocupar e caso resulte de um meio de emprego a outros candidatos caso venham a ser precisos.
No meio disto tudo foi argumentado à Presidente da Junta porque não a circulação de um Edital a dar a cada rua (lugar) conhecimento do que se passa em Freamunde. Não são suficientes as reuniões de freguesia. Vai ali pouca população assistir e, assim com o Edital por rua, as pessoas ficavam a saber o motivo por que as coisas são assim.
Não tratem dos assuntos com paninhos quentes porque os vossos adversários não dormem. Também ficou da Junta de Freguesia publicar um boletim, julgo que mensal. Mas se não for mensal que seja trimestral o que importa é pôr informação cá fora. Porque já bastaram quatro anos sem ela.
Assim chegou-se ao fim do repasto com a barriga cheia, à nossa custa, se assim não fosse não punha ali os pés, e com as nossas ideias e curiosidades satisfeitas.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Ei-lo que parte:

Foi uma alegria, por parte dos avós paternos do Diogo, quando no dia vinte e sete de Junho nos deslocamos a La Ricamarie, cidade Francesa, próximo de S. Étienne, com a finalidade de trazer o Diogo para passar as férias escolares junto de nós. A alegria foi dupla pois o Diogo há um ano que não vinha a Portugal. Mais a mais vinha passar as festas Sebastianas, coisa que ele adora e não lhe sai do pensamento, por isso a alegria que sentiu quando o avião iniciou a viagem.

Chegado cá, habitou-se logo às brincadeiras que as crianças portuguesas praticam e, juntamente com o meu outro neto Duarte, seu primo, era unha com carne. Dava gosto vê-los brincar. As coisas decorriam normalmente, mas sabíamos que o findar das férias, de dia para dia ia minguando. É como se diz: depois da bonança vem a tempestade e vice-versa.
Os pais do Diogo não vieram a Portugal passar as férias mas todos os dias através do telefone ou do Facebook entravam em contacto com ele ou o Diogo com eles. Sentia-se as saudades de parte a parte.
Os dias decorriam normalmente. Os avós maternos vieram passar as férias a Portugal com o intuito de o levar de carro de volta a S. Étienne porque os seus pais tinham mudado a residência para aquela cidade que foi um dos motivos porque não vieram passar as férias a Portugal.
O Diogo na vinda de férias veio de uma casa e agora no regresso vai para outra. Assim como a mudança de escola primária. É o transtorno que os emigrantes sofrem. O Diogo é uma criança que faz a trinta de Dezembro nove anos. Com esta idade já sabe o transtorno que a vida nos reserva.
Mas é uma criança que se adapta facilmente a certas situações. E tem de ser assim para mais tarde se tornar num homem. A despedia, hoje, tornou-se difícil. E… não era para menos. Por isso aquela lágrima teimosa que rolou pela minha face e da minha esposa quando vimos o Diogo e o Duarte abraçados e a chorar. É como disse no parágrafo acima que as despedidas são difíceis. Mais a mais quando a separação é longa.
Ainda há poucas horas que partiu, neste momento ainda vai em viagem, já se sente a casa vazia e triste. O Diogo e o Duarte com as suas traquinices enchiam-na de alegria e de que maneira.
Estamos eu, a minha esposa, a Sónia, sua tia e o Duarte, desde já a contar os meses, dias e as horas que faltam para mais uma vinda para passar as férias escolares de dois mil e quinze. Oxalá que esse dia chegue depressa porque a poucas horas da sua partida as saudades são imensas.                 

domingo, 27 de julho de 2014

Quarto aniversário:

Quando a vinte e sete de Julho de dois mil e dez resolvi dar vida ao Coisas que Podem Acontecer nunca futurei que a vida dele fosse tão extensa. É que mil quatrocentos e sessenta dias são muitos dias para dar alimento. Umas vezes até surgem notícias, outras, tenho que inventar. Mas Freamunde é terra de cultura e há sempre algo a salientar. Assim aproveitei e aproveito as suas várias instituições para fazer eco delas e levar o Coisas que Podem Acontecer ao conhecimento do público para ver se perpetuam na história de Freamunde. Sim! 
Uma terra sem história é terra sem significado. E… Freamunde tem muito significado no panorama regional e nacional. Por isso vou ver se consigo alimentar mais um ano, ou outro, o Coisas que Podem Acontecer. Sei que me vai ser difícil.
Não queria que acontecesse a ele o que tem acontecido a vários blogues Freamundenses: deixaram de respirar. E, sabe-se bem que Freamunde precisa deles para publicitar as várias notícias e eventos que durante o ano põe em cena.
Mais uma vez digo que vou fazer todos os possíveis para que isso não aconteça. Talvez muita gente ficasse contente mas julgo que a maioria sentia tristeza. E termino com uns versos que o meu amigo Rodela fez no primeiro aniversário do Coisa que Podem Acontecer.
E aconteceu de verdade / o meu amigo Manel / pôs ao dispor da cidade / este instrumento a granel. Todos cá podem entrar / a porta está sempre aberta / se tens notícias p´ra dar / entras sempre à hora certa. Cá ninguém cala ninguém / desde que cumpras e bem / as regras da educação. Que é praxe da nossa gente / e assim isto vai p’rá frente / e honramos este brasão.