Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/
Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Amor de Perdição:

Mais uma vez fui ver a peça de teatro, Amor de Perdição. A primeira para me inteirar do valor da peça. Gostei. A segunda foi para me inteirar melhor do valor artístico de todos os actores. Gostei ainda mais.
 Ao me declarar fascinado, podem julgar um amor bairrista, julgo que não, pelo facto de ver público de fora de Freamunde a ficar deslumbrado, digo deslumbrado, pelos aplausos que presenteiam as actrizes e actores no final da peça, de pé, não se cansam de aplaudir. Fui a terceira vez. Munido de uma máquina de filmar, com a finalidade de filmar, para expor os vídeos no meu blogue.
Foi no dia cinco de Fevereiro, dia de Santa Águeda, às vinte e uma e trinta horas. Ao contrário da primeira vez, esteve um dia de sol e o começo de uma noite não muito fria, o público primou pela ausência, apesar de todos os sócios serem convidados pela direcção da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, a assistir ao espectáculo que era de graça para o público.
É desolador para actrizes e actores verem tão pouco público. Apesar da disponibilidade que têm de ensaiar, chegar ao dia do espectáculo, ver a ausência de público deve de ser confrangedor. 
Depois vem os profetas dizerem que Freamunde está a definhar. Se não sabemos dar valor ao que é nosso como vamos exigir que este punhado de homens e mulheres estejam sempre disponíveis para fazer de Freamunde uma terra de cultura. Há coisas que custa a compreender.
Meti-me numa tarefa à qual desconhecia, vejo muitos vídeos mas não sei o trabalho que requerem, desde as filmagens, tem de se ter bastante experiência e uma certa queda, o tempo faz o artista desde que a tenha. Não fui prevenido com um tripé e aí paguei esse esquecimento, tanto fisicamente, – os braços já não aguentavam mais - como no valor da filmagem, a casa, Associação de Socorros Mútuos, também não ajuda.
Muito ruído das cadeiras com o movimento dos seus ocupantes, actrizes, actores e público bastante constipado, derivado ao vírus da gripe que assolou Freamunde, - não faltou tosse - contribuiu para haver mais ruído.
 Entre o fazer algo menos perfeito e não fazer nada, entendo que é melhor a primeira hipótese, assim deixa-se algo filmado e escrito para os nossos vindouros. Por mim tudo farei para que isso aconteça. 
Em Freamunde temos valores que não são falados ou conhecidos pelo motivo de não haver um Arquivo Geral para esse efeito e assim se perdem coisas valiosas. Um exemplo: onde há um arquivo do Grupo Teatral Freamundense? Do S. C. Freamunde? Das festas Sebastianas? Da Banda de Música? Se não é de há uns anos para cá, desde a era dos blogues, não se recuperaria nada.
Há pessoas e Associações, tais como Junta de Freguesia, que devia primar para que os acontecimentos ou notícias sejam preservadas. De pequenas histórias se faz as grandes terras.
Vamos a isso e ao teatro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Todos ao Teatro:

No dia 4 de Dezembro fui ver Amor de Perdição, Glosa Dramática em três partes, do romance de Camilo Castelo Branco, adaptação de Romeu Correia e encenação de Vitorino Ribeiro, que o Grupo de Teatro da Associação Cultural Recreativa Pedaços de Nós, pôs em cena a 1 de Outubro do ano corrente. 
Há muito que não ia ver uma peça de teatro. Fiquei deslumbrado com o que vi. Não estava preparado para o avanço que os grupos de teatro têm revelado. De vez em quando via uma peça na televisão mas não me apercebia da técnica que foi introduzida quer nos cenários, luminotecnia, música e guarda-roupa. Assim pude ver a rapidez com que se muda o cenário, a beleza da luz e do guarda-roupa, são aspectos que só pessoalmente dá para crer. Não há tempos mortos como antigamente. Os meus parabéns para o autor dos cenários assim como na luminotecnia, música e guarda-roupa. 
No que diz respeito às actrizes e actores vê-se que ali há trabalho (ensaios) e dá a entender que se trata de profissionais. Então o papel de Simão, Mariana, João da Cruz e Teresa são deslumbrantes. Pus por essa ordem porque Simão e Mariana estão mais tempo em palco e dialogam mais. 
O Papel de Teresa é bem desempenhado mas não tão interventivo. O de Mariana e Simão é um espanto. Companhias de teatro profissional venham a Freamunde ver estes actores. 
Deixei o papel de João da Cruz para mais tarde. Vou explanar mais o seu papel. Conheço e privo com o actor e foi uma surpresa agradável o seu desempenho. Não lhe conhecia esta veia artística. 
Aliás, há tempos quando o vi a fazer parte do grupo de percussão da Associação Recreativa Pedaços de Nós, pensei para mim, aqui está um exemplo de que nunca é tarde para aprendermos algo. 
Ao vê-lo representar o papel de João da Cruz fiquei mais convicto disso mesmo e por mim digo vai em frente que isso é obra. Vale a pena ir assistir ao Amor de Perdição.
Dos restantes já se conhecia o seu valor. Também quero deixar uma palavra de encorajamento à minha irmã, Virgínia Fernanda, pela sua actuação. Não lhe conhecia estes dotes. Para a frente é que é o caminho.
Vou me dispor a ir ver novamente o Amor de Perdição e aconselho a população de Freamunde a ir assistir para verem o que estas pessoas são capazes de fazer. É um tempo ganho. Acreditem.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vamos ao Teatro:



Introdução:

Esta página já esteve publicada mas por motivos alheios ao seu autor houve um qualquer erro. O que me levou a produzir outra. Quero dar conhecimento desta peça a quem acompanha este blogue.
Dizem que de são e de louco todos temos um pouco. Eu digo que de real e de actor uns tem mais que outros. 

Estes vídeos que estou exibindo sobre “Freamunde de Ontem e de Hoje”, é de uma representação a que os actores já nos habituaram.
Vem isto a propósito dos actores de teatro que o Grupo Teatral Freamundense e o grupo de teatro Pedaços de Nós têm criado.
Sinto um pouco de inveja mas reconheço que não podem ser todos actores,  às vezes, em certas ocasiões somos obrigados a sê-lo.

Dá prazer ver como actuam! Todos amadores, ensaiando conforme podem mas nos dias de espectáculo fazendo-o com uma dedicação, expondo o seu melhor, que dão a entender que se trata de profissionais.
Aliás se fossemos a uma cidade qualquer e numa casa de teatro resolvêssemos ir assistir a uma peça, não víssemos o cartaz, os actores estavam a representar com um capuz para não se ver a cara e no fim ao receber os aplausos do público, deparássemos com os actores do GTF ou do Pedaços de Nós. O que diríamos?

De certeza que ficávamos todos embevecidos com tal actuação! É o que acontece. Mas às vezes gostamos mais do pão do vizinho e não damos o real valor ao que é nosso.
É ver que numa casa com poucas condições como é a Associação dos Socorros Mútuos, o público está quase em cima do palco, não há lugar para os músicos, enfim um sem número de coisas. A maioria dos grandes feitos aconteceram em palcos imprevistos e de fracas condições e nem por isso deixaram de se fazer ou acontecer.

Isto leva-me a comparar o velhinho Carvalhal, não tinha nenhumas condições e ali realizaram-se grandes jogos e de fino futebol, ao contrário, o Complexo Desportivo tem condições e o futebol bem jogado desapareceu, não se vê ali.
Não me refiro só a esta época. Por isso digo. As condições ajudam muito mas não são tudo, há fatos novos que em certas pessoas ficam mal e há fatos velhos que caem bem seja em quem for. É como costumo dizer, tem-se que ter queda.Talvez dêem mais que qualquer outro mas não somos todos da mesma massa. Mas que há bons actores e é um regalo vê-los, lá isso é.

Como disse os vídeos exibidos são da peça Freamunde de Ontem e de  Hoje. Vejo ali interpretações que qualquer actor ou actriz profissional não o desempenhava melhor. Percebo pouco de teatro mas sei reconhecer uma boa interpretação e nesta peça há um punhado delas.
Bem-haja porque elevam o teatro que se faz em Freamunde e assim demonstra-se os dotes artísticos que aqui produzimos. Não vou dizer quais as personagens que para mim estão melhores representadas. Umas melhores que outras, mas como em tudo, os de menos importância têm um real valor. Um grande motor, não resiste sem um pequeno parafuso, tudo tem estar interligado. É o que acontece com a maioria dos papéis ali representados.

Sempre ao Teatro.

    domingo, 7 de novembro de 2010

    O Baú das nossas recordações:


    Todos nós pela vida fora vamos angariando imensas histórias que mais tarde vamos recordando. Seja o extracto social a que pertençamos um dia mais tarde numa roda de amigos com o aflorar das conversas traz-nos à memória esses tempos da juventude.  
    Por debaixo ou dentro de nós existe uma ou várias recordações que guardamos como muito nossas. Uma mágoa de amor, uma desavença familiar, uma traição ou um amor incompreendido. Por vezes precisamos de um confidente para desabafarmos essas alegrias ou mágoas.
    Quando atingimos uma certa idade no calendário da vida mais essas recordações nos vêm à memória e aqui sejamos Doutores, simples Operários ou Cardeais, vivemos atormentados e faz-nos bem revelar esses nossos mistérios. Não seria por isto que Cristo inventou a confissão? De certeza que sim. Naquele tempo não havia os lugares de reunião para desabafarem uns com os outros. 
    Estas divagações acontecem depois de ver estes vídeos da Ceia dos Cardeais e ver os desabafos destes ilustres "Cardeais". Cada um com a sua história e tormento mas a não querer levar para a tumba essas suas peripécias da vida. Por vezes sabe bem desabafar. Pena não haver confidentes. Hoje em dia a vida é mais um Big Brother em que as pessoas gostam de saber a vida dos outros para dela ironizarem.

    sábado, 9 de outubro de 2010

    Gente da nossa terra (1):

    Para variar e como gosto e sinto orgulho de tudo que produzimos na nossa terra, embora sejamos uma terra simples, aqui vou relatar essas nossas preciosidades, na maneira como sinto essas mesmas coisas, o que quer dizer o que para mim é azul pode não ser para muita gente. Envio uns trechos e uns vídeos e como disse é produzido só por personagens da nossa terra. Com a ajuda de um amigo, não disponho de material adequado, por isso precisei da ajuda, elaborei o vídeo com as personagens desde o mais simples ao mais ilustre, do livro intitulado Pedaços de Nós, com versos do meu amigo Rodela e a ilustração de Vitorino Ribeiro.
    Acrescento mais uns versos de Fernando Santos (Edurisa Filho) que foi o pai do Grupo Teatral Freamundense, grupo este com vários 1ºs prémios a nível nacional e música de Francisco Pinto (Chico Flauta) ambos falecidos.

    Freamunde é nossa terra
    mais nenhuma outra encerra
    tanta beleza.
    P'ra cá da Serra da d'Agrela
    não há outra igual a ela,
    não há com certeza.
    Fez do trabalho um brasão
    e tem o mago condão
    de toda a gente encantar,
    quem Freamunde conhece
    nunca mais dela se esquece
    nem mais a pode deixar.

    REFRÃO

    Olhai ó gente
    a marcha de Freamunde
    que mais nenhuma confunde
    cheia de cor e de graça,
    cá vai contente
    fazendo da noite dia,
    inundando d'alegria
    as ruas por onde passa,
    anda com ela
    mete o braço no meu braço
    acerta comigo o passo
    e deixa a alma cantar.
    Se a vida é bela
    mais bela se torna ainda
    quando a alegria infinda
    vai Freamunde a passar.

    Nascida entre Douro e Minho
    Freamunde meu cantinho
    é jóia fulgente
    encastoada a preceito
    no estribo do nosso peito
    vive eternamente
    tens tal valor terra amada
    apesar de desprezada
    em tudo és sempre a primeira
    defende o nome de bem
    não deves nada a ninguém
    e segue sempre altaneira.


    Em Freamunde a cultura é diária. São os ensaios e as actuações do Grupo Teatral Feamundense (GTF) do Grupo de Teatro Pedaços de Nós, neste momento está em cena,  Amor de Perdição, e recebeu da Gazeta de Paços de Ferreira a seguinte crítica:

    “O Grupo de Teatro da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós levou à cena a obra camiliana "Amor de Perdição", numa encenação de Vitorino Ribeiro. Tarefa que se adivinhava difícil, de risco. Fui ver. Adorei. Não sou eu o "crítico" mais capaz, com conhecimentos de causas suficientes, para uma análise justa e sincera do espectáculo que nos brindaram. Porém, seria uma injustiça de todo o tamanho se não o levássemos ao conhecimento dos amantes da arte cénica, se não exaltássemos a acção que todo o grupo exemplifica; o sacrifício, a devoção e o amor que dedicam ao teatro.
    Foram vencidos com sucesso vários obstáculos por um punhado de "amadores" imbuídos num trabalho de conjunto deveras louvável. Afinal de contas, um elenco venturoso, graças principalmente à felicidade com que se processou a escolha para os papéis, homogéneos, de responsabilidade acrescida, de personagens que já não são do nosso tempo.
    Reconhecendo o labor de todos, não posso, na minha modesta capacidade crítica, de ignorar o desempenho das jovens Filipa, no papel de Teresa, e Aida, no papel de Mariana. As expressões orais corresponderam às expressões corporais. Que vozes dóceis, melodiosas, bem modeladas! Uma ternurinha!
    Parabéns a todos os que conseguiram erguer um espectáculo de rara beleza: cenas bem conseguidas; cenários bem concebidos; rico guarda-roupa; fundo musical adequado ao ambiente, o mesmo sucedendo com a luminotecnia (excelente o jogo de luzes). No final, muito justamente, prolongadas e entusiásticas ovações, de pé, aos intérpretes, encenador, directora da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, e demais colaboradores. Ao Teatro. Todos”.
    Do Grupo de Castanholas, Big Band, Grupo de Repercussão e Ensemble Vocal. Tem corrido o País a dar espectáculos gratuitos para Associações de Pais e comparadas. Quem os convida só paga as despesas de deslocação chegando ao ponto de eles (actores) irem munidos com um farnel.
    Isto é fruto do associativismo e de pessoas que depois do seu trabalho diário ainda se dispõem a ensaiar e actuarem nos fins-de-semana. Tudo isto se deve a uma pessoa que não revelo o nome porque se o fizesse ela aborrecia-se comigo.
    Freamunde pode ter mil e um defeitos mas de uma coisa nos podemos orgulhar: a nossa cultura. É com gente como esta aqui retratada que muitos sentem inveja de nós. Uns mais ilustres que outros mas todos deram o seu contributo para que hoje sejam recordados com nostalgia. Alguns ainda se encontram entre nós e aqui vai um muito obrigado. Aos falecidos uma eterna saudade.
    Também se não houvesse gente como o Rodela para nos deliciar com os seus versos e Vitorino Ribeiro com a ilustração não podíamos recordar tão ilustres personagens.
    Todo o conteúdo deste vídeo é de gente da nossa terra, incluindo a Banda Musical de Freamunde e o Ensamble Vocal, que tocam e cantam Classics de Louis Clark / James H. Burgen e o hino de Freamunde de Leopoldo Saraiva / António João de Brito e arranjo de Manuel Abreu Neto e o vídeo de Poesia Ilustrada e musicada.

    HINO DE FREAMUNDE

    VIVA, VIVA, VIVA FREAMUNDE
    Nobre terra sem brasão
    Tua glória o trabalho
    Essa grande tradição – VIVA FREAMUNDE
    Povo forte e decidido
    E jamais será vencido – VIVA FREAMUNDE
    Terra muito industrial
    Do concelho és a primeira
    E não tens outra rival – VIVA FREAMUNDE
    Não exagero não falo
    Se disser que o teu progresso
    Só depende do trabalho.

    CORO

    Freamunde terra de encantos
    De beleza sem igual
    Tens tantos encantos, tantos
    Que orgulham Portugal
    Teu povo trabalhador
    Dá exemplos e tem moral
    É de todos o mais forte
    Deste nosso Portugal.