sábado, 12 de agosto de 2017

S. C. Freamunde:

Apresentação do equipamento do S. C. Freamunde época 2017/18.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Rogoff, o esquerdista que quer perdoar as dívidas:

(Nicolau Santos, in Expresso Diário, 07/08/2017)
nicolau
Está visto que os esquerdistas querem todos a mesma coisa: que a dívida do país seja perdoada. Agora, até arranjaram um reforço de peso, um tal Kenneth Rogoff, um economista norte-americano, que deve ter na mesinha de cabeceira a foto da Catarina Martins.
Pois não é que o tal Rogoff deu uma entrevista ao Expresso, publicado na edição de papel este sábado, dizendo que, na resposta à crise iniciada em 2008, “o erro maior foi a Europa e o FMI (…) terem recusado o perdão ou a mutualização das dívidas da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha”? É preciso topete! Então aos credores, aos que nos ajudaram, aos que meteram cá dinheiro, não lhes devíamos ter pago?! Onde é que já se viu empréstimos a fundo perdido? Isso é o que a Catarina Martins quer e o Francisco Louçã e a Mariana Mortágua e mesmo aquele Pedro Nuno Santos, do PS. E agora temos este Rogoff a dar-lhes cobertura. É comuna, de certeza.
Aliás, não é só comuna: também alinha com o Sócrates, o que é ainda mais grave! Sim, noutra das respostas diz que o segundo grande erro no combate à crise foi “não se ter aumentado significativamente a despesa em infraestruturas”. Ora foi isso mesmo que o Sócrates fez! Ele foi o Parque Escolar, o luxo asiático nas escolas, as eólicas, aquelas rendas excessivas, os investimentos de proximidade, eu sei lá! Foi um fartar vilanagem! E depois demos com os burrinhos na água e tivemos de ir a correr pedir ajuda internacional. E depois de nos emprestarem o dinheiro, o americano queria que não o pagássemos?! Este Rogoff também deve ter ido visitar o Sócrates à cadeia, ai deve deve, só que como os jornalistas não o conheciam não lhe perguntaram o que tinha ido lá fazer.
E mais. Diz que “os constrangimentos aos défices orçamentais, impostos pelo Tratado de Maastricht, não fazem sentido em condições de recessão profunda”, pelo que “deve permitir-se aos países terem défices maiores em períodos de recessão a troco de se comprometerem com orçamentos equilibrados ou mesmo com excedentes quando as suas economias estiverem a crescer acima da tendência”. O homem é um subversivo! Um revolucionário! Quer colocar tudo em causa! Quer implodir a ordem estabelecida! É preciso regras, porque sem regras a União Europeia não funciona! Há que impor disciplina aos países gastadores do sul, se não usam o dinheiro todo em vinho e mulheres, como bem disse o Dijsselbloem! Desconfio que este Rogoff é que é o diabo cuja vinda era anunciada por Passos Coelho! Leu o pensamento da Mariana Mortágua e encarnou o espírito da Marisa Matias! Não sei mesmo se não consulta periodicamente o Jerónimo de Sousa, que é pessoa para lhe segredar exatamente o que ele disse!
Ainda por cima diz que o maior risco que existe atualmente para a economia mundial é “uma administração Trump errática”. Aí está! O homem é contra o Trump! Deve ter apoiado a Hillary… Qual Hillary! Deve é ter apoiado o Bernie Sanders e mais aquelas ideias malucas e revolucionárias que ele tinha. E só apoiou a Hillary, se apoiou, porque é contra o Trump. Um esquerdista, é o que é. Se não vivesse nos Estados Unidos era guerrilheiro, de certeza, com boina à Che Guevara, com estrelinha e tudo!
Ora deixa cá confirmar no Facebook quem é este Rogoff. Formou-se em Yale. Hum… O Mário Centeno não tirou lá a pós-graduação? Depois, o tal Kenneth Rogoff fez pós-graduação no MIT. Ai está! Ali é tudo muito liberal… Professor de Economia em Harvard? Isso é mais surpreendente. Harvard não costuma dar cobertura a revolucionários. O quê? Também foi economista-chefe do Fundo Monetário Internacional? Deve ter sido no tempo do Dominique Strauss-Kahn, em que o FMI era uma animação. Ah, foi antes? Está bem. Mas podia ter sido no tempo do Dominique. E também foi campeão de xadrez sub-21 nos Estados Unidos e grande mestre internacional? Lá está. Esses tipos do xadrez são todos de esquerda. O Capablanca, o Petrosian, o Spassky, o Karpov, o Kasparov… Mesmo o Fisher não sei se não era de esquerda. Em qualquer caso, era um génio mas não era bom da cabeça.
Estou esclarecido. Este Kenneth Rogoff não me engana. Se fosse português votava no Bloco de Esquerda, de certeza. Onde já se viu um economista sério e competente defender o perdão das dívidas soberanas?
Do Blogue (Estátua de Sal)

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Se não é malvadez o que será?

Há cerca de um ano e pico batalhei com a Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde sobre o estado dos canteiros nas entradas e saídas de Freamunde principalmente o que se encontra na rua de Abrute, mais conhecida pela "Curva dos Três", em frente à Exposição Móveis Asa.

O meu rogo foi atendido e ali foram colocados Brita branca, três Palmeiras e vinte plantas de pequeno porte que não sei o nome. Escusado será dizer que este benefício trouxe mais valia a este canteiro.

Só que há quem não conviva com o progresso. Não gostam de conviver com quem anda de " camisa lavada".

Assim até hoje foram furtadas treze plantas de pequeno porte. Não sei a intenção do furto. Se por malvadez ou proveito próprio. De qualquer maneira era e é um bem público que merecia e merece ser estimado.

Estes roubos têm sido efectuados nos fins de semana o que leva a crer que os mentores deles sejam uns energumenos que não sabem lidar com o arranjo e embelezamento das Aldeias, Vilas ou cidades.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Dar ou não o benefício da dúvida a Marcelo Rebelo de Sousa?

A propósito do texto “Quem disse que o selfieman mudou o seu discurso?, um amigo do facebook emitiu um comentário, que seria pena perder-se na volatilidade daquela rede social, justificando-se a partilha com um universo mais alargado de leitores. Daí ter solicitado, erecolhido a autorização, para o replicar no blogue, sobretudo, por emitir uma opinião diferente, embora não necessariamente contraditória, com a inserida naquele post.
A nossa relativa divergência diz respeito a Marcelo Rebelo de Sousa, que ele apoia com complacência - mas com argumentação bem fundamentada para tal -, enquanto, desde o início não lhe dou o benefício da dúvida.
Fica, pois, á vossa consideração o excelente texto de Francisco Magalhães:

"Uma coisa é aquilo que Marques Mendes, e Cristina Figueiredo, vêm, ou gostariam que fossem, as intenções de Marcelo, escondidas por detrás das entrelinhas das declarações que tem vindo a fazer nos últimos tempos. Outra são, a realidade, e as verdadeiras motivações de Marcelo, que, na minha modesta opinião, nunca passaram por apoiar o governo do PS, ou a oposição de direita, onde pontifica o PSD, por sinal, o seu partido de sempre.
O que ele, verdadeiramente, pretende, é ficar para a História como “O” Presidente, em vez de, e apenas, mais “UM” Presidente. Ele quer ser, um dia, recordado como O Presidente do rigor…, interveniente, e eficaz. O Presidente interessado e isento. O Presidente moderado, e moderador. O Presidente equidistante e imparcial. O Presidente omnipresente, e próximo. O Presidente, cujo mandato tirou Portugal do “lixo”, e se saldou por um período de recuperação económica sustentada. O Presidente que impôs moderação e responsabilidade, aos partidos, e ao governo em funções, uma governação patriótica e exemplar. O Presidente que se preocupava, e que queria, e sabia, ouvir as pessoas…, uma espécie de Rainha de Inglaterra, amada pelo povo, e respeitada por todos. No fundo, a antítese, do que foi, e foram, os mandatos de Cavaco, que lhe deu o mote, e fez tudo por facilitar-lhe a tarefa…!
Na minha perspetiva, tem sido, até agora, um bom Presidente! Se um dia, o deixar de ser, deixará de ter o meu apoio. Mas, se o atual governo, ou a atual fórmula governativa, com que simpatizo politicamente, deixarem de ser eficazes, não o condenarei se passar a apostar noutra que envolva o seu partido natural, ainda que não possa, com toda a certeza, continuar a merecer o meu apoio. 
Porque razão se havia de lhe exigir, no caso de incumprimento, ou de manifesta incompetência governativa, que continuasse a dar cobertura ao atual executivo, ou a sustentar a atual fórmula de entendimentos que o suporta no parlamento…! Aí sim, poder-se-ia falar de um manifesto “apoio”, contrário à logica e ao papel de supervisor “equidistante” e “imparcial”, que o Presidente da Republica deve esforçar-se por manter…?!
E porque razão, não há-de, igualmente, ter o direito de poder “sonhar”, e “trabalhar”, para a reeleição, num segundo, ou terceiro mandatos…?! Não vejo onde está o “caso”, ou que esta sua intenção, seja merecedora de quaisquer objeções. É a ordem natural das coisas, e o que sempre tem sucedido nos mandatos anteriores.
Quanto à possibilidade de Pedro Duarte poder vir a substituir PC à frente dos destinos do PSD, e de poder vir a colher o apoio de Marcelo, caso venha a ser escolhido, e eleito, não me parece que o Presidente sacrifique os projetos que idealizou para si próprio, e para o futuro do país, em nome de uma hipotética proximidade, ou até de uma eventual amizade. Particularmente tratando-se de um militante, que, ainda que merecedor da sua confiança, se autopropõe candidato á liderança, e que, notoriamente se chega á frente com o propósito de ganhar dividendos políticos, e votos, dentro do partido, à custa do seu “encosto” a Marcelo. Parece-me pouco provável, mas não impossível caso Marcelo se decida a intervir no seu partido, e esteja disposto a correr os riscos do seu envolvimento.
Estará, desde logo, e mais cedo do que o esperado, a candidatar-se a ceder, e a ver-se privado do bem mais precioso de que dispõe hoje…, a liberdade. Liberdade para escolher, decidir, e agir. Depois dará conta de estar enredado numa complexa teia de contradições entre dois projetos políticos, incompatíveis…, o do empobrecimento protagonizado pelo PSD, e o seu próprio, mais humanista, e próximo do defendido pelo governo do PS de António Costa. 
Caso a experiência acabe por se saldar por um fracasso, os seus projetos, e ambições pessoais, acabarão no caixote do lixo. Ele acabará refém do partido, obrigado a assumir compromissos e cumplicidades, para salvar o partido, e a si próprio. Por tudo isto, não vislumbro porque razões se disporia a expor-se desnecessariamente, quando a sua convivência, e a “entente”, com António Costa, se tem revelado tão populares, e tão promissoras.
O “fait-divers” de Pedro Duarte tem no entanto a sublime virtude de confirmar as evidências, e alimentar o “ruído” sobre a existência de uma, cada vez maior consciencialização, dentro do PSD, de que Passos Coelho é, há já muito tempo, um “líder” a prazo, e que, por mais que gesticule, por mais esgares e sorrisos que ensaie, por mais alto que grite, já não convence, nem assusta ninguém, muito particularmente os comensais dos “comícios ajantarados”, em que se desdobra em mentiras e promessas que não tem intenção de cumprir, e que, cada vez mais se assemelham, àquelas sessões, organizadas por algumas empresas, para divulgar, e impingir, os seus “milagrosos” produtos, que, apesar de tudo, tem, em relação aos vendidos por Passos Coelho, a grande vantagem de não serem contrafeitos.
Não acredito, portanto que, a menos que lhe deem motivo para isso, Marcelo se prepare para, á má fé, fazer detonar a tal “Bomba”…!
Não quero, no entanto, transmitir a ideia de que dou uma no cravo e outra na ditadura. Mas é a “tal coisa”, a política não é uma ciência exacta..., estamos ainda, e sempre, no campo das hipóteses. Além disso, sou, e procuro ser, mesmo quando falo de política, um optimista, e recordo sempre uma dica que me deu, um dia, um colega da escola…, “nunca tremas, sem primeiro ver abanar…”! 
Verdade seja dita que, também não me considero um ingénuo, e recordo muitas vezes aquela outra expressão popular…, “cuidados e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém”. 
Daí, concordar consigo, e achar que vale sempre a pena estar atento, sobretudo aos sinais, para não sermos, um dia, surpreendidos. Mas acredito que o ultimo mandato presidencial, é, normalmente, o mais crítico, e o mais revelador da personalidade, e das intenções de quem o exerce…! Cavaco foi mau…, foi mesmo muito mau. Sobretudo no seu ultimo mandato. Esperemos que quem se lhe seguiu, não venha a fazer dele “bom”….?! (*)
(*) “Depois de mim virá, que de mim bom fará…”!)"
Quinta-feira, 30de Agosto de 2017
Do blogue (Ventos Semeados)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Cumplicidade para … lamentar:

Porque é este o ano em que mais se politizam os incêndios? Eis a questão colocada por Daniel Oliveira no «Expresso» desta tarde e que resume em si o vazio de notícias mais palpitantes, capazes de alimentarem a atenção das amolecidas moleirinhas dos leitores e dos espectadores, pouco atentos a tudo o que não sejam os banhos de mar e os sabores gastronómicos digeridos com outra satisfação na disponibilidade do dolce farniente estival.
Nestas alturas nada melhor do que uma mãe lacrimosa a insinuar culpas governativas depois de se encostar ao ombro calculista do selfie man para atrair a atenção dos distraídos veraneantes. Descontamos-lhe a cena sabendo-a enlutada com a morte do filho, mas faz alguma impressão o percebermos como a voz se livra do embargo quando se trata de reclamar indemnizações. Choram-se as perdas de vidas, mas não se brinque com o dinheirinho, que ambicionam receber como compensação para as suas dores!
Posso ser injusto, mas a cena soou a falso melodrama num palco escolhido com intenções, que vão muito para além dos seus anunciados propósitos. Marcelo, como de costume, continua igual a si mesmo: cheira-lhe a votos potenciais para a renovação do mandato e ali está ele na primeira fila a arrebanhá-los!
Não se entende, igualmente, a pressa de todos os partidos à esquerda ou à direita do governo para legislarem à pressa, com a Assembleia da República em férias, sobre as indemnizações às vítimas. O PSD prosseguiu na sua lógica populista e, desta feita, o PCP e o Bloco decidiram dar-lhe cobertura. E, no entanto, eu que, como contribuinte, terei de dar para esse peditório, pergunto: se o incêndio houver resultado de causas naturais terei de ser penalizado por ele ter acontecido? Se teve mão criminosa não cabe a quem o perpetrou, ou a quem o encomendou, esse ressarcimento?
Por outro lado se só 2% da área florestal pertence ao Estado, correspondendo os demais 98% à gestão privada, terei de ser eu a pagar a incúria, a negligência, o simples abandono dos seus donos, que possibilitaram a dimensão trágica do evento?
É lamentável que os partidos parlamentares tenham tido mais uma cumplicidade … para lamentar. Porque, nesta altura, há pessoas a afogarem-se nas praias - até agora quase tantas quantas as que morreram em Pedrógão Grande. Quer isto dizer que os partidos, que decidiram lançar esta iniciativa legislativa à pressa, com objetivos exclusivamente eleitorais, também vão promover que paguemos pelas suas mortes?
E que dizer dos que morrem quase diariamente nas estradas por causa dos acidentes de viação e que são anualmente muitas centenas? Também irá caber ao Estado ressarcir essas perdas de vidas?
O que se está a passar á conta da utilização do sucedido em Pedrógão demonstra o vale tudo dos partidos que, não tendo responsabilidades governativas, tudo fazem para as dificultar com sucessivos e inescrupulosos obstáculos.
Que venham os futebóis a ver se com tal F os telejornais passam a dedicar-se a outros assuntos que não este. Sinceramente todo o aproveitamento em seu torno já enoja!
Quarta-feira 2 de Agosto de 2017
Do blogue (Ventos Semeados)