segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Procissão em honra a Nossa Senhora da Conceição em Freamunde:




Faça chuva ou sol às dezasseis horas ela lá rompe da Capela de S. Francisco por algumas artérias de Freamunde. Assim aconteceu hoje. Uma chuva miudinha a chamada – arreliadora – com um nevoeiro a ofuscar a visibilidade do público presente.
Via-se que as pessoas estavam tristes pelo tempo que S. Pedro proporcionou à festa da Nossa Senhora da Conceição.
Mas como reza a tradição dia treze, dia de S. Luzia, vai estar sol.
Por isso os Freamundenses não podem ter sol na eira e sol no nabal ao mesmo tempo.
Como disse e como manda a tradição sexta-feira, dia treze, temos sol para os feirantes e compradores realizarem as suas vendas e suas compras.

sábado, 7 de dezembro de 2019

Num comentário no facebook sobre: Se chegar às 12 derrotas, chicotada nele. Do blogue Aspirina B:


Nada do que acontece nas instituições está desligado das lutas internas entre os homens que as constituem: ao mais alto nível, no Estado, a luta pelo poder está instituída por leis e eleições.

Contudo, aos níveis intermédios, as lutas pelo poder e sobretudo pelos poderes que podem determinar a luta pelo poder de Estado, essas, passam-se na obscuridade dos corredores e gabinetes fechados, interditos a não convidados e praticados na sombra dos deveres e práticas comuns.

A guerra promovida passo a passo a Ivo Rosa, o inesperado e repentino “julgamento” administrativo do juiz Rangel e esposa, o julgamento arrastado anos e anos em lume brando de Sócrates, amigos e familiares (com semelhanças aos julgamentos e condenações bárbaras até à 5ª geração da Idade Média), assim como em contraponto as absolvições expedientes, rápidas e sem controvérsia alguma do juiz Alexandre e outros casos que prescrevem ou são arquivados são, sinais claros, de um pensamento, acção e finalidade pré-determinados.

A luta diária ininterrupta contra o Estado sob a forma de incessante campanha de descredibilização das instituições estatais enquanto, em contraponto, se apela ao justicialismo selvagem da justiça e sublevação das polícias e organizações obscuras são outros sinais claros, enviados à opinião pública atenta, de uma vontade de subverter o Estado Democrático.

A criação da anarquia geral é o método infalível para o surgimento do “salvador” oportuno.

José Neves no facebook

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Pedro Nuno Santos Ministro das Infraestruturas:


Hoje conseguimos mostrar todos ao País que quando se consegue respeitar o outro, consegue-se negociar e chegar a um acordo. Foi isso que aconteceu com a assinatura do Acordo-Quadro no âmbito do Grupo de Trabalho de Cargas e Descargas.

Estamos a falar de um conflito [entre motoristas e empresas de transporte] que começou em abril e que teve várias peripécias ao longo destes meses.

Mas acabou como dissemos em abril: até ao final do ano tínhamos que ter a paz social recuperada para o sector.
(...)
Sabíamos que a questão salarial era relevante, mas não era a única. Havia um conjunto de matérias, que foram também resolvidas no Acordo Coletivo de Trabalho que não são pecuniárias, mas que eram essenciais para os trabalhadores se sentirem dignificadas. Uma era esta, para dar resposta a um problema que era das duas partes que estavam aparentemente para todos os portugueses apenas em conflito: as empresas do transporte de mercadoria e os seus trabalhadores.

Foi assim que passou para o país, mas houve sempre aqui uma terceira parte, que obviamente se protegeu – e que percebo perfeitamente – que são os clientes das empresas que fazem o transporte de mercadorias e beneficiam do trabalho dos seus trabalhadores. O grupo de trabalho quis desde início envolvê-las. Já foi dado aqui agradecimento e repito-o por essas empresas terem aceitado participar de boa-fé no grupo de trabalho e subscrito um acordo.

A vida dos políticos é, e bem, fortemente escrutinada, monitorizada, julgada. Mas a vida de todos os outros membros da comunidade também tem que ser. Não posso deixar de vos dizer que a determinada altura já me sinto cansado de quem tem responsabilidades políticas, muitas vezes ser apontado por quem no quadro das suas atividades não respeita os seus fornecedores ou trabalhadores.

E o que se espera é que o político esteja caladinho e tenha comportamento institucional enquanto os outros nos vamos acertando. Não tenho essa postura, muito menos na vida política e quero dizer-vos que hoje tentamos dar resposta aquilo que é uma vergonha. Porque é uma vergonha que um camião esteja seis horas ou oito horas numa grande superfície à espera para descarregar. E eu espero que esta vergonha termine.
(...)
É um profundo desrespeito para com fornecedores e para com os trabalhadores dessas empresas. E estamos a falar de empresas com grande poder económico e que obviamente o usam para ter uma relação vantajosa face ao seu fornecedor. Muitas vezes ouvimos a defesa acérrima por parte dos empresários do livre comércio e da concorrência, mas depois o que temos nalguns sectores é o uso do poder no mercado para conseguirem fazer um fornecedor ter um camião parado oito horas para descarregar. Isto é absolutamente inaceitável, incompreensível, não sei que o país tem noção que isto acontece em Portugal, mas isto tem que acabar.
Fico contente que tenham estado presentes no grupo de trabalho e tenham assinado e tenhamos conseguido fazer isto no quadro de um acordo fruto da auto-regulação.
(...)
Da mesma maneira que temos muita gente a dizer que em relação ao políticos não podemos viver numa república das bananas, eu digo o mesmo em relação a muitos dos empresários: não vivemos na república das bananas.
Um trabalhador não pode ficar oito horas à espera, a vida dele empancada porque uma grande empresa não tem ninguém para fazer as cargas e descargas.
(...)
Se este acordo, fruto de auto-regulação não funcionar, a política vai intervir.
)...)
Há um ACT que é muito claro sobre as exceções que levam a que motoristas façam trabalho de cargas e descargas.Nas outras não fazem.
(...)
Se todos respeitarmos o outro as coisas funcionam bem. Respeitarmos os nossos fornecedores e os trabalhadores dos nossos fornecedores, os clientes, os políticos respeitarem o povo e as empresas respeitarem a lei e já agora os políticos, que merecem também respeito, pelo menos uma grande parte deles.

Foi uma honra ter estado neste ministério num período que foi difícil, que marcou o ano de 2019.
(...)
É assim no mundo do trabalho: Conflito, negociação, compromisso. Só conseguimos passar do conflito para o compromisso se nos respeitarmos. E foi isso que aconteceu.
Houve respeito, vontade de chegar a um acordo. Chegamos, vamos agora implementá-lo, vamos concretizá-lo porque assim fazemos de Portugal um país melhor. Quando nós respeitamos todos globalmente e quando conseguimos trabalhar em conjunto e resolver um conflito através da negociação para chegar a um compromisso. Foi o que fizemos, agora é cumpri-lo.

Muito obrigada a todas e a todos.

No facebook

CARTA AO FILHO ECOLOGISTA:


“Meu querido filho

Na sexta-feira, faltaste às aulas para participar na manifestação pela defesa do ambiente.
Então eu e o teu pai decidimos aderir à tua causa e reduzir a pegada de carbono da nossa família.
A partir de hoje suprimiremos smartphones, consolas de jogos, internet e televisão.
Segundo parece, tudo isso é causador de detritos electrónicos que envenenam os rios do sudoeste asiático.
Não iremos mais de férias de avião ao estrangeiro, nem praticar ski, nem fazer camping-car no sul de França, e até já decidimos vender a roulotte.
No próximo Verão eu e o pai já programámos caminhadas e passeios de bicicleta pelos passadiços da ria de Aveiro.
Tu farás exercício físico indo a pé para o colégio, visto que a bateria da tua trotinete não é reciclável.
Quanto ao vestuário, acabaram-se as grandes marcas fabricadas pela mão de obra escrava infantil, comprar-te-emos apenas roupa fabricada com tecidos eco responsáveis, tais como, linho, lã crua, bombazina, etc.
Passaremos a consumir unicamente alimentos biológicos, banindo assim toda a comida industrial.
À noite, dedicar-nos-emos à leitura de livros impressos em papel reciclado, evidentemente, e jogaremos xadrez, damas e jogos educativos, fabricados em madeira, evidentemente.
Claro que teremos que passar a ir para a cama mais cedo para economizar energia.
Estamos seguros que tu aderirás a este programa fantástico com todo o entusiasmo.
A tua Mãe, com todo o amor."


No facebook

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Se chegar às 12 derrotas, chicotada nele:



Numa altura em que se discute o presente e o futuro do jornalismo (por inerência, igualmente o seu passado), dá vontade de ir para a janela bater em tachos de modo a aliviar a fúria quando estamos mergulhados nisto que a “notícia” acima impõe e alimenta no espaço público: uma campanha mediática contra um juiz – que se limita a querer cumprir a lei com zelo pelos direitos dos arguidos e acusados – a quem foi atribuído um processo onde os poderes fácticos (no caso, da oligarquia) pretendem usar a Justiça para obter ganhos políticos (de ordem vária, da táctica à estratégica, passando pela vingança). Os mesmos poderes explícitos e implícitos que ignoram, escondem ou aplaudem os abusos do poder da Justiça desde que sejam contra aqueles que queiram assassinar politicamente.

Por que razão não vai ser possível encontrar um único jornalista capaz de explicar o que está juridicamente em causa na decisão do Tribunal da Relação de Lisboa referida acima? Por que razão não existe um único jornalista, a não ser avulsa e vagamente em espaços de opinião, capaz de expor a estratégia de amalgamento, confusão, do Ministério Público ao ter optado pela criação de um megaprocesso na “Operação Marquês” com vista, precisamente, a obter as consequências perversas que este episódio ilustra? Por que razão tem sido tão fácil fazer na “imprensa” (incluindo a da “referência”) o culto da personalidade de Carlos Alexandre, Rosário Teixeira e Joana Marques Vidal, e tão fácil diabolizar Ivo Rosa de forma sistemática e desde que se conseguiu meter Sócrates numa prisão?

É que para os mandantes e para os borregos do vale tudo não chega que Sócrates e terceiros estejam há cinco anos numa masmorra onde foram despidos do seu prestígio, credibilidade, bom nome, dignidade. Não chega que Sócrates tenha mais não se sabe quantos anos de privação de plena liberdade, podendo realmente acabar por voltar a ser preso (e por excelentes razões, se se provarem as acusações) e a ter de pagar ao Estado somas neste momento incomensuráveis. O processo de investigação, e agora o da instrução, é parte do linchamento maníaco onde os pulhas e os broncos vêem qualquer apelo à razão, à Constituição, à mínima decência como expressão de defesa do monstro que perfuram e queimam no bacanal do ódio político, o ódio tribal mais arcano e animalesco.

Não haver jornalistas, jornais, televisões, rádios, um órgão de comunicação com jornalistas encartados lá do cu do mundo onde haja coragem para defender a liberdade nas muralhas da cidade, eis a verdadeira crise que em muito ultrapassa o jornalismo.

Do blogue Aspirina B


Nem um cêntimo!

(Virgínia da Silva Veiga, 04/12/2019)
A ver se nos entendemos de vez: Portugal é um país com liberdade empresarial e regras de concorrência onde o estado, por regra, não deve interferir. Se os grupos de comunicação social resolveram vender produtos tóxicos e ninguém os quis comprar resolvam o próprio problema.
O Estado, se entende, como diz o Senhor Presidente, que o Jornalismo é fundamental à Democracia, que crie então linhas de apoio específicas para novos projectos em que a prioridade seja dada ao cumprimento das regras deontológicas. Que, mais que isso, mude a ERC para tentar melhorar, desde já e no que lhe compete, a qualidade dos órgãos de informação. Como em tudo, os Jornalistas caídos no desemprego, por falência de empresas nefastas ao sistema, serão, tendo qualidade, absorvidos pelos novos projectos.
É de susto imaginar que, não tendo ainda resolvido nós o problema da RTP, esteja a cogitar-se sequer usar o dinheiro dos contribuintes para financiar empresas privadas que, por definição, se encontram em falência exactamente porque as não queremos.
O Presidente da República quer usar-nos para ficar de bem com os tais divulgadores de anúncios de prostituição, criminosos que não respeitam os tribunais e as leis da república, gente que não respeita o contraditório, para quem tudo o que há de negativo no país é mais importante que mostrar o que temos de melhor? Se não quer, parece.

O Senhor Presidente da República se não está contente com o depuramento natural, com não querermos comprar produtos tóxicos, que se recolha ao palácio e deixe mandar nos portugueses. Não é por sermos estúpidos que não queremos essa gente, é exactamente por sermos inteligentes. Não faça do Povo Português um bando de imbecis de que o iluminado surge agora vindo de Belém.

Nem um cêntimo para tais empresas!

E mais ainda, nem um cêntimo!

Marcelo Rebelo de Sousa está a brincar com o fogo. Até os portugueses que ainda compram os actuais jornais e que ainda acedem aos canais televisivos estão contra o estado da nossa comunicação social. Ninguém quer contribuir para a continuidade de tal estado de coisas.
Imaginar que num país onde tudo precisa ainda de intervenção, onde há dois milhões de pobres, onde a classe média gane pelas condições nunca repostas, por ver qualquer alívio e melhoria, o Orçamento de Estado ir agora financiar os produtores do que de mais tóxico existe no sistema, a desinformação, seria bomba a explodir com enorme estrondo.
Porque não fala da ERC? Porque não tem uma palavra contra as causas de fundo que levaram a essas situações? Porque não critica o último relatório da ERC onde, escandalosamente, se alega elaboração de um estudo onde perpassa a ideia de seriedade de órgãos de comunicação onde diariamente se viola o Estatuto Deontológico do Jornalismo, apresentando os casos de falta de contraditório como excepção?
Porque não tem uma palavra sobre prioridade e excesso de notícias de futebol em detrimento de outros desportos e outros acontecimentos? Porque,já agora, não fala dos custos, dos vencimentos pagos a “estrelas”, de pivôs a apresentadores, em detrimento de investimento em Jornalismo de investigação?
Porque não fala dos Jornalistas submetidos diariamente à coacção de terem que ser pouco sérios para sobreviver no mar tóxico onde trabalham, obedientes, forçados a obedecer à voz dos donos? Fala de quê? Não lê jornais? Não vê televisões? Fala então de quê?
Cria a convicção de não querer proteger o Jornalismo, querer, sim, que os actuais grupos o protejam a ele. Marcelo quer ficar bem nesta fotografia onde o país, diariamente, tem ficado muito mal.
E, não, não queremos subsidiar-lhe a campanha por antecipação. Era giro, não nos apetece. Já topamos a ideia e não é, decididamente, ajudar o Jornalismo. Fora, e a conversa seria outra.
Ajudar empresas é outro assunto. O dele. Não o nosso.
Do blogue Estátua de Sal

Dieter Dellinger:














Uma das coisas mais irritantes para mim é quando políticos aparecem frente a microfones sem números.
Assim, a ex-Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues foi ouvida hoje e à saída disse apenas que as obras foram da conta da empresa pública Parque Escolar.

O raio da mulher não levou uma cábula que até está na Net.
A Parque Escolar assinou 2.283 contratos de obras de recuperação de escolas que incluíam a retirada do amianto e que não continuaram porque o Governo Passos extinguiu o programa e só deixou completar aquilo que não podia ficar a meio.

Desses 2.283 contratos, o grupo Lena/Abrantina ganhou 14 (CATORZE CONTRATOS) que representaram 3,7% das obras no dois últimos anos de governação Sócrates.

Nos dois anos anteriores de vigência do projeto Parque Escolar com Sócrates como PM, o grupo Lena fez ZERO OBRAS. Por isso, os procuradores não entram com esses dois anos zero para a percentagem global da participação do grupo Lena nas obras do Parque Escolar quando tinham a obrigação de contar o total da participação da Lena nas obras se fossem HONESTOS, mas o objetivo era destruir Sócrates e não saber se houve corrupção.

As poucas obras feitas pelo Grupo Lena foram exaustivamente analisadas e não se encontrou um saco de cimento que tenha sido comprado a mais ou mais caro e nem um prego ou uma janela. Engenheiros e arquitetos do Estado e do PSD/CDS viram tudo e não encontraram nada de anormal ou que permitisse dizer que os contribuintes foram roubados como nos casos dos submarinos, Pandur e armas chilenas adquiridas pelo Portas com 30 milhões de euros mais as comissões dos Pandur e das pistolas metralhadoras chilenas que deviam ter sido fabricadas em Portugal.