sábado, 10 de novembro de 2018

As virgens do Alto Minho:

Que as há, há, embora Emília Cerqueira diga que não. Mas quem faz afirmações destas sabe do que fala.
Vem isto a propósito da desculpa esfarrapada que tentou passar aos portugueses. Depois julga que a maioria dos portugueses são tontos e estúpidos. Ou por outra. Julga que todos os portugueses militam no PSD.
Tenho visto e ouvido nas Comissões Parlamentares no Parlamento intervenções dela e são de um baixo nível e odiosas que em nada estranho tal intervenção. É que quem nasceu para cinco raramente chega a dez.
Veio em auxílio de Jose Silvano - sabe-se lá porquê? Talvez remorsos da sua virgindade - e saiu pior a ementa que o soneto. Quando se tem figurantes de terceira ou quarta categoria dá nisto. 
Tanto José Silvano como Emília Cerqueira não tem condições para continuar como Deputados da Nação. Tenham uma atitude digna. 
Vão-se embora. O País fica-lhes agradecido. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Cavaco Silva:

Nunca gostei dele. Tanto como ser humano, Primeiro-ministro e Presidente da
República.
É uma pessoa rancorosa e julga-se um experto em todas as matérias. E quem quer tocar vários instrumentos não consegue ser um primor.
Depois faz considerações de tudo e de todos, ou seja, de quem não gosta. Dos amigos tudo fez para os ajudar quando sabia que não eram pessoas de carácter. Aliás como ele. E tantos são.
Depois lembra-se do que foi dito nas reuniões de quintas-feira com António Costa e tem o desplante de as revelar. Não sabe que eram conversas privadas.
Gostava que quem destrata tivesse o mesmo procedimento?
Mas essas pessoas têm outro carácter. Não se movem por rancores.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Marido, esposa, companheiro e companheira o relacionamento por vezes é efémero. O de um filho é eterno. É sangue do nosso sangue.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves):


Publicamos na integra a carta aberta de Carlos Paz dirigida a João César das Neves na sequência das declarações por este proferidas durante uma entrevista ao DN/TSF.
Carlos Paz foi partner da Accenture, presidente executivo da Groundforce e é professor do Instituto Superior de Gestão.
cesar neves
“Meu Caro João,

Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir.
Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta).
Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler, no Diário de Notícias a tua entrevista (oudeverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir). E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto.
Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que vives:
– Não sabes o que é ser pobre;
– Não sabes o que é ter fome;
– Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro.

Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER!
Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos ouve: um bocado amaricado) para despejares a tua IGNORÂNCIA arvorada em ciência.
Que de Economia NADA sabes, isso já tinha sido provado ao longo dos MUITOS anos em que foste assessor do teu amigo Aníbal e o ajudaste a tomar as BRILHANTES decisões de DESTRUÍR o Aparelho Produtivo Nacional (Indústria, Agricultura e Pescas).
És tu (com ele) um dos PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS de sermos um País SEM FUTURO.
De Economia NADA sabes e, pelos vistos, da VIDA REAL, sabes ainda MENOS!
João, disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mais de 85% das Pensões pagas em Portugal são INFERIORES a 500 Euros por mês (bem sei que que algumas delas são cumulativas – pessoas que recebem mais que uma “pensão” – , mas também sei que, mesmo assim, 65% dos Pensionistas recebe MENOS de 500 Euros por mês).
Pior, João, TU TAMBÉM sabes. E, mesmo assim, tens a LATA de dizer que a MAIORIA está a FINGIR que é Pobre?
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Na tua opinião, “obrigar os empregadores a pagar um salário maior” (as palavras são exactamente as tuas) estraga a vida aos desempregados não qualificados. O teu raciocínio: se o empregador tiver de pagar 500 euros por mês em vez de 485, prefere contratar um Licenciado (quiçá um Mestre ou um Doutor) do que um iletrado. Isto é um ABSURDO tão grande que nem é possível comentar!
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste outras coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Ainda não se pediram sacrifícios?!?
Em que País vives tu, João?
Um milhão de desempregados;
Mais de 10 mil a partirem TODOS os meses para o Estrangeiro;
Empresas a falirem TODOS os dias;
Casas entregues aos Bancos TODOS os dias;
Famílias a racionarem a comida, os cuidados de saúde, as despesas escolares e, mesmo assim, a ACUMULAREM dívidas a TODA a espécie de Fornecedores.

Em que País vives tu, João?
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mas, João, a meio da famosa entrevista, deixaste cair a máscara: “Vamos ter de REDUZIR Salários!”
Pronto! Assim dá para perceber. Foi só para isso que lá foste despejar os DISPARATES todos que despejaste.
Tinhas de TRANSMITIR O RECADO daqueles que TE PAGAM: “há que reduzir os salários!”.
Afinal estás bom da cabeça, João.
Disseste TUDO aquilo perfeitamente pensado. Cumpriste aquilo para que te pagam os teus amigos da Opus Dei (a que pertences), dos Bancos (que assessoras), das Grandes Corporações (que te pagam Consultorias).
Foste lá para transmitir o recado: “há que reduzir salários!”.
Assim já se percebe a figura de mentecapto a que te prestaste.
E, assim, já mereces uma resposta:
– Vai à MERDA, João!”

sábado, 22 de setembro de 2018

PGR nomeada, jornais enxovalhados:

Por vezes os políticos querem dizer o que pensam ou o que querem fazer, mas não querem assinar o que fica dito. Então, o político faz saber ao jornalista a mensagem e cuida para que ela vá anónima, mas com aquele perfume de sugestão de que a mensagem é mesmo verdadeira. Isso não é necessariamente incorreto, logo que seja entendido como raro e não prática corrente. Da fonte (o político), exige-se que não minta; do mensageiro (o jornalista), que tente confrontar com outras fontes o que lhe foi dito. E sobretudo, de ambos, exige-se boa fé.
Há dias, e por causa do folhetim "a PGR fica ou não fica", escrevi sobre o pecado em que os jornais estavam a cair: o anómalo passara a ser comum. Cenários taxativos e cheios de pormenores enxameavam os quiosques e as conversas dos comentadores televisivos. Talvez porque um dos lados era mais forte - o dos adeptos da continuação de Joana Marques Vidal no cargo - as "notícias" sobre o "fica" ganharam a palma.
O DN, naturalmente, também escreveu sobre o assunto. Por exemplo, recapitulámos os cenários possíveis, uns que diziam isto e outros que diziam aquilo. Mas, apresentadas as hipóteses, nós rematámos: "Não sabemos." Não sabemos, ponto, dissemos logo no primeiro parágrafo. Não saber é, por vezes, um sinal de sabedoria. E para informar os leitores sobre o que havia para informar, nós contámos como se passara, de tentações a pressões, nas precedentes mudanças de PGR. Foi pouco? Sim, mas eram os factos disponíveis. Factos.
Entretanto, o país e os jornais eram invadidos com as opiniões de vária gente, e não só de políticos, sobre a virtude de uma ou de outra decisão. Alguns ousando adiantar que o desfecho seria este ou aquele. Tudo opiniões legítimas, mesmo as erradas e tolas. Legítimas, porque opiniões. Grave nesta história foram as invenções de factos que foram reproduzidas nos jornais. Jornalistas instrumentalizados por políticos? Jornalistas de má-fé? Jornalistas enganados por alguém que lhes garantira ter tido acesso ao sanctum sactorum onde tudo se decidia?... Volto à sabedoria: não sabemos.
Mas sei que acabamos de viver um dos momentos mais graves do jornalismo português: o falso alcandorado a título. Acordo à vista para manter a PGR!, disseram manchetes. E foram por ali fora... As sibilas, as pitonisas, as cassandras jubilosas (em Portugal, gostamos de puxar as brasa para o nosso desejo) adiantaram taxativamente, como um facto, o que não veio a acontecer. Dias depois, Joana Marques Vidal não foi reconduzida.
Terão falhado o deitar de cartas, a leitura das vísceras de pássaros, o posicionamento dos astros? Não, que os nossos jornais são modernos: foram "fontes autorizadas" a informá-los. E se uma "fonte autorizada" diz que "Joana Marques Vidal já disse a Marcelo que aceita ficar", e se a mesma fonte garante que a tal decisão da própria foi tomada depois do "apelo do chefe de Estado", como não publicar? Publicou-se. Azarinho: hoje, depois do que se decidiu ontem, Joana Marques Vidal, com a cara dela olhando a câmaras, disse: "Nunca a questão me foi colocada." Eu acredito nas pessoas quando elas o dizem publicamente e o que dizem é confirmado pelos factos.
Há dias, 2 de setembro, preocupado com a deriva trumpiana (à falta de factos comprovados, contentemo-nos com os factos alternativos) à solta nos jornais, escrevi: "O problema é quando essa anomalia legítima da informação - publicar, apesar de não haver testemunhas identificáveis - passa a ser o único costume." Indignei-me com os "porta-vozes sub-reptícios" que veiculavam estar tudo decidido, insinuando que o sabiam de "fonte autorizada". De tudo que escreviam, os jornalistas davam a entender que vinha de algum lado. Ora, o dali, neste caso, só podiam ser duas pessoas, as únicas que decidiriam, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa.
Dos dois, eu julgava saber que não era o que ambos pensavam. E ambos, do que diziam publicamente, sem nunca explicitar o que iam decidir, não coincidia com o que era veiculado em alguns jornais e televisões como já decidido. Do que eu julgava saber, nada escrevi. Exatamente porque eu "julgava saber", sim, mas não sabia. Exatamente porque aquilo que eu julgava saber poderia, até ao facto consumado, ser mudado por uma das muitas razões que movem as coisas políticas. Ficamos, eu e o DN, desobrigados de fazer o que outros precisam de fazer para se limpar: pedir contas ao embusteiro (ou mais do que um) que os tratou como porta-vozes sub-reptícios. E, sobretudo, perguntarem a si próprios se não os cansa serem moços de recado.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Apatia:

Ao dar um passeio a pé, o que tem sido habitual para mim, e ao passar à nova Rotunda do Bombeiro, ao ver uma ervas daninhas que ali crescem e florescem, estas chamaram-me à atenção e daí mais uma vez verifiquei o quão Freamunde é esquecido.
A Rotunda do Bombeiro não fica fora da área central de Freamunde. Aliás, ela mudou – agora um pouco abaixo – para dar lugar a uma nova faixa de rodagem em frente à futura Igreja do Divino Salvador. Como se vê não se constrói uma igreja num lugar recôndito.

Podem-me dizer agora os” prevaricadores” que chegada a hora a obra vai ser realizada. Só que entre o vai e vem há uma miséria a “céu aberto”. Mas não podemos ficar desiludidos que sobre isso somos useiros e vezeiros. Não é que mereçamos isso mas que contribuímos para isso contribuímos. Não seja mais pela apatia.

PS- Depois de ter o texto escrito verifiquei que já havia um a fazer crítica a este desleixo mas mesmo assim resolvi expô-lo. “Água mole em pedra dura tanto dá que até fura”.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Volto à carga e… com imagens:

Há dias, cerca de duas semanas, escrevi um pequeno texto sobre o abandono do rio do Parque de Lazer de Freamunde. De nada valeu. Tanto Junta de Freguesia como órgãos da Câmara que cuidam da limpeza do parque ou não tiveram conhecimento ou são cegos. Vou mais para a segunda sugestão.

Sabe-se que o parque, pelo menos aos fins-semana, é visitado e frequentado por um inúmero de pessoas. Quem o visita ou frequenta se for de fora de Freamunde deve dizer: que porcos ou desleixados. É o que me apetece dizer ao Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde e Presidente da Câmara Municipal. Deixam lentamente morrer um ex-libris de Freamunde. Será que Freamunde tem em demasia ex-libris para deixar morrer?
Sabe-se também que é na época de verão que o parque é mais frequentado. Na de inverno pouca ou nenhuma ali vai. Portanto é nesta época em que nos encontramos que o parque devia esmerar pela limpeza do seu rio. Digo rio para não dizer com todo o parque.

Como disse no texto que escrevi há duas semanas que se houvesse perspicácia ou engenho o caudal que transporta a água até ao rio já estava limpo e com mais inclinação para a água não ficar ancorada entre um e outro. Por que não se limpa as plantas subaquáticas para estas não travar a corrente de água? Já referi que em Freamunde rareiam os ex-libris.
Por falar nisto vou referir parte de uma conversa que tive com um ilustre forasteiro mas que tem parte da sua vida dedicada a Freamunde. Até digo mais. Deve ter 50/50% de vivência entre Freamunde e a sua terra de origem.
Dizia ele: - Se em Freamunde aos Domingos fechasse a Igreja e acabasse o futebol ninguém saía à rua.
– Meditei e cheguei à conclusão que é uma realidade. Por isso senhores dos destinos de Freamunde pensem nisso. Acudam ao que deve ser acudido enquanto é tempo. Desmoronar é fácil. Difícil é construir ou manter.
Tenho dito.