quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Capão de Freamunde:

Está a decorrer desde hoje até ao dia treze do corrente mês em treze restaurantes que concorrem à confecção do melhor capão à Freamunde.

O Porto Canal associou-se à publicidade deste evento. Tem-no feito de uma maneira a que torne o capão à Freamunde conhecido em todo o País. Pena que quem ali vai representar este evento não se digne a publicitar que o capão é nado e criado em Freamunde e nada tem a ver com Paços de Ferreira.

Humberto Brito, Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, fala mais em Paços de Ferreira do que em Freamunde sobre o capão. Diz: capão à moda de Freamunde. Senhor Humberto Brito o capão não é à moda de Freamunde! Ele é de Freamunde.
Talvez não saiba, mas devia saber, que ainda andava por "frança" e o capão de Freamunde era vendido e em mais proporções do que é hoje. Era uma feira concorrida que até de Espanha ocorriam às dezenas para comprar a saborosa ave.

Lembro-me de quando era miúdo, hoje já sou bastante graúdo, andar a acarretar capões para ganhar uns tostões para ajudar os meus pais que nesse tempo bem jeito fazia.

Nessa altura não se associava Paços de Ferreira a esse evento. Era só Freamundenses. Até chegaram a adiar a feira quinzenal que se realiza nos dias onze de cada mês para ver se conseguiam para si o evento.

Não sei o porquê da necessidade de trazer Paços de Ferreira à baila. Não seremos nós Freamundenses capazes de continuar uma feira/festa como antigamente? Quem duvidar do que digo que veja e ouça o Porto Canal para se certificar do que digo.

Custa-me pactuar com outra gente e terra o que é nosso e publicitar com mais referência do que se refere a Freamunde.

Nunca gostei de publicidade enganosa. Por isso aqui venho para se dar a César o que é de César.

Julgo que há muitos mais Freamundenses a comungar com a minha ideia.

Quem não se sente não é filho de boa gente.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Passos, mas não Seguro(s):

Vem este título a propósito da desimportância que Seguro e Passos Coelho deram a António Costa. Seguro julgava que tinha o PS na mão. Julgou mal.

E tanto que julgou mal que teve uma estrondosa derrota nas directas. Quando se julga que se tem o rei na barriga dá nestas coisas.

Os militantes e simpatizantes do PS estavam fartos do baixar das calças de Seguro a Passos Coelho. Faz-me lembrar a subserviência de Passos Coelho à chanceler alemã Ângela Merkel e Maria Luís Albuquerque a Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças Alemão.

Seguro era permeável. Tinha receio de enfrentar as circunstâncias que podiam advir. Por isso a sua derrota nas directas. Nunca acreditou que António Costa era melhor negociador do que ele.

O mesmo aconteceu a Passos Coelho. Aliás, este o que queria era levar Portugal para a era de Salazar. O seu lema era:

Casa Portuguesa «Numa casa portuguesa, fica bem pão e vinho sobre a mesa. E se à porta humildemente bate alguém, senta-se à mesa co ´a gente. Fica bem esta franqueza, fica bem que o povo nunca desmente. A alegria da pobreza está na grande riqueza de dar, e ficar contente.»

Era assim que Passos Coelho preconizava. Que aos pobres fossem atribuídas senhas de alimentação em lugar do subsídio de pobreza. Com este método queria ter os pobres nas suas mãos. Para depois dizer:

Cantiga da boa gente «Três palmos de terra, com uma casa à beira, e o Manel mais eu pela vida inteira! Ele e quatro filhos são tudo o que eu gosto, gente mais feliz não há neste mundo, aposto! Vamos pra o trabalho, logo ao clarear, e de sol a sol, vá de mourejar, tenho a vida cheia, tenho a vida boa, que Deus sempre ajuda a quem é boa pessoa!»

Só que mesmo ganhando as eleições nunca lhe passou pela cabeça que António Costa tinha um trunfo na mão. E que trunfo!

António Costa fez-lhe ver que o ter mais votos não era o suficiente para governar o País. É preciso ter uma base de apoio de deputados na Assembleia da República. Foi avisado várias vezes para apresentar um programa de governo credível. Nunca se convenceu disso. Confiava na confiança de Cavaco Silva. Andou-se quase um mês de Anás para Caifás. Cavaco Silva fez tudo por tudo para que Passos Coelho fosse o Primeiro-ministro. Outro que desvalorizava o poder de negociação e de acordos de António Costa.

Passado um ano vemos como é possível governar com acordos entre Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português e Partido Ecologista os Verdes. E vê-se como as águas acalmaram nesse mar agitado que nos queria impor PSD e CDS. Hoje agitam-se e de que maneira com a fórmula como o PS leva a água ao seu moinho. Governar não é difícil quando a verdade está acima de tudo.

Para confirmar o que digo no parágrafo acima está a vontade do povo. Na sondagem da Universidade Católica, feita para a RTP, Antena 1, DN e JN está o descalabro do PSD. Não é de estranhar. Quem não faz uma oposição credível não pode esperar outro resultado. Sempre a dizer mal dos governantes e dos partidos que o apoiam não favorece o PSD e Passos Coelho. Os seus deputados na Assembleia da República portam-se com claques de futebol. Quanto pior melhor.

Assim tentam atirar areia para os olhos dos portugueses. Só que os portugueses estão fartos das charlatices de Passos Coelho. Tem um método de comunicar aos portugueses que não lhe dá nenhuma credibilidade. Só os seus seguidores mais directos é que lhe aturam tantas alarvidades. É como se diz: “Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras!» E… obras Passos Coelho não tem.

Por isso ao fazer um ano da tomada de posse do vigésimo primeiro governo constitucional e depois dos elogios de Marcelo Rebelo de Sousa, o catavento de Passos Coelho, sobre a governação do PS é caso para dizer a Passos Coelho como diz Mateus em 7:3:



«Por que reparas tu o cisco no olho de teu irmão, mas não percebes a viga que está no teu próprio olho?»

domingo, 6 de novembro de 2016

Olhe para o lado não olhe para mim:

Esta foi a frase que Mário Centeno, Ministro das Finanças brindou António Leitão Amaro, deputado do PSD na apresentação na Generalidade do Orçamento Geral do Estado para dois mil e dezassete. Ao lado de Leitão Amaro estava Maria Luís Albuquerque a quem serviu na perfeição como fato novo serve a esfarrapado.

É usual culparmos tudo e todos e não olharmos para o lado. Acontece com nós no dia-adia. Sempre nos consideramos os melhores do Mundo. Os nossos erros e defeitos votamo-los para o lado. Os outros é que têm culpa dos nossos insucessos. Hoje em dia é uma virtude dizer mal do alheio.

Leitão Amaro tem sido useiro e vezeiro neste tipo de afirmações. Parece que para ter sucesso convém ser incorrecto. Depois faz figura de parvo com os gestos faciais. Engole em seco as baboseiras ditas.
Senhor Leitão Amaro para bem do senhor e do PSD deixe de fazer essas tristes figuras. Já tem Luís Montenegro a desempenhar, e bem, esse papel.


Por isso não se admirem de cada vez mais estarem a afundar-se nas intenções de voto dos portugueses. Aqui sugiro: olhem para a política que estão a praticar. Não olhem para a dos outros. A vossa tem sido de mal a pior.      

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Os cemitérios voltaram a estar muito concorridos:

E os mortos que ali se encontram se pudessem falar ficavam obrigados a António Costa e Geringonça por voltarem a repor o seu dia. Porque retirar o que era deles foi fácil. O Governo da altura não sofreu contestação porque quem se encontrava nos cemitérios não podia reclamar.

Os vivos, os que se encontravam à superfície da terra, também pouca força fizeram. A Igreja Católica também não fez alarido. Devia ser esta a lutar por quem não tinha voz.

Hoje foi diferente. Foi um dia que a qualquer hora ali se encontrava um familiar, um amigo a visitá-los. Eu visitei uns poucos de amigos e os meus pais. Soube-me bem.

Por isso o meu agradecimento à Geringonça por voltar a dar o Dia-de-Todos-Santos como feriado. É que não sendo um dia em que se comemora a alegria ao menos comemorou-se a gratidão que devemos a quem ali se encontra.

Por isso voltar a ver os cemitérios de Freamunde bastantes concorridos. Quem ali jaz merece-o.

Não é um dia feriado que deita o País a perder.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

É com tristeza que vejo as mudanças de treinadores:

Não sou adepto delas. Mas compreendo que quando é preciso mudar algo deve ser o treinador. O mal é menor. Assim aconteceu neste dia com Carlos Brito. Não foi feliz nesta época de dois mil e dezasseis/dezassete.
Não ponho em dúvida o seu profissionalismo. Mas no futebol como em tudo é preciso ter sorte. E… isso foi o que faltou a Carlos Brito.
Conheço-o - não pessoalmente - mas no que me foi dado a conhecer quer de jogos que assisti enquanto jogador e depois como treinador acho-o uma pessoa séria. E a prova disso foi a maneira como se desvinculou do S. C. Freamunde.
Pôs sempre o interesse do S. C. Freamunde em primeiro lugar. Ao contrário de outros. Por isso desejo-lhes as maiores felicidades na sua vida particular e profissional.
O S. C. Freamunde é uma equipa pobre, mas rica no tratamento humano. Por isso apraz-me ser sócio de um clube assim e ter a sorte de sermos treinados por treinadores com um (T) grande.
Felicidades.

domingo, 16 de outubro de 2016

O S. C. Freamunde cada vez se afunda mais:

É com tristeza que assisto a isto tudo. Um clube de futebol que nos dois últimos anos lutou até ao final pela subida à Primeira Liga esteja hoje quase na cauda da classificação geral da Segunda Liga do Futebol Nacional. É como iniciei este texto: “é com tristeza que assisto a isto tudo”.

Mas mais tristeza ainda por não ver quem deite a mão a tal degradação. Não ver na SAD ou Direcção quem dê um murro na mesa. Pactuar com isto!

Já vai em catorze jogos, dez para o Campeonato, um para a Taça da Liga e dois para Taça de Portugal em que só vencemos dois e destes dois um foi com um clube dos regionais da Associação de Vila Real (Cerva), em campo neutro. No meio disto tudo houve uns quantos empates.

A equipa não sofre golos, mas também não os marca. E… equipa que não marque golos arrisca-se a empatar ou perder. É o que nos vai acontecendo. É impossível que a SAD ou Direcção esteja alheia a isto tudo. Ver o clube cada vez a definhar mais e não haver quem lhe deite a mão!

Já estamos em coma induzido não vamos esperar pelo coma profundo. Sei que a solução é difícil, mas é nestes momentos que se têm de arranjar soluções. A menos dispendiosa é a mudança de treinador.

Não sou favorável a este tipo de soluções. Mas se for para salvar o S. C. Freamunde de descer de divisão sou de opinião que se deve tomar esta atitude.

O ano passado não tivemos três treinadores! O primeiro foi despedido à quarta ou quinta jornada e o segundo pouco mais durou. Nessa altura não tínhamos uma classificação tão péssima.

Este ano faz-me lembrar outro de má memória. Foi quando estiveram ao comando do clube a SAD ou o que era, dos Espanhóis. O S. C. Freamunde desceu de divisão.

O S. C. Freamunde entrou num período mau. Com dívidas, sem direcção e sem jogadores passamos por momentos que não são bons de recordar.

Sei que se ousa dizer: “de Espanha nem bons ventos e nem bons casamentos”. Da Argentina não espero isso. Mas como são de origem espanhola já não sei o que diga.

Uma coisa peço à SAD e à Direcção. Metam mãos à obra. Ainda há muito caminho a percorrer.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Quem não se lembra dele:

Ofereceram-me um CD, com gravações feitas há bastantes anos por Alexandre “Saia” a Quim Loreira. Diz o Alexandre que tem cinquenta anos aproximadamente e, como não podia deixar de ser, tratei logo de as passar para vídeo porque relíquias destas não aparecem todos dias.
Quem como eu, teve o privilégio de o conhecer e privar, a única homenagem que lhe pode fazer, é pôr os vídeos à disposição dos Freamundenses, para se recordarem, de quando subia ao Coreto da Música e dali nos presenteava com os seus versos, cantorias e leilões. Leiloava tudo e todos. Mas em tudo punha um carinho que só visto. Não criava anticorpos com as pessoas que ironizava.
Naquele tempo não havia as diversões que existem hoje. Nas noitadas, pela noite dentro, o que desejávamos era o Quim Loreira bem-disposto para nos pôr a nós também.

Não sou pessoa com capacidade para julgar outros, mas, pessoas como o Quim Loreira, que só possuía, julgo eu, a instrução primária, mas tinha a escola da vida, sendo esta a maior de todas.
Não faltavam pessoas cultas a ouvir os seus discursos e a admirá-los. A sua descontracção era enorme assim como o improviso.
Tenho pena de não ter fotografias dele. Assim apresento uma caricatura do livro Pedaços de Nós, elaborada por Vitorino Ribeiro, que julgo que vai ter o efeito necessário. “Jovens” como eu não precisam da caricatura para conhecer a voz inconfundível dele.

Esta é a homenagem que eu e Coisas que Podem Acontecer faz ao grande Quim Loreira.

Faço-o para a juventude de Freamunde saber de quem se trata.