sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Mea-culpa:

Como venho dizendo (escrito) estive bastante tempo fora de Freamunde. Portanto sem saber o que se passava nos seus meandros. Em conversa com vários Freamundenses foi-me dito que Freamunde vai de mal a pior. Disse-lhes que me tinha apercebido pela forma como as obras vão decorrendo no seu Centro Urbano. Disseram-me:
- Não é só isso. É que Freamunde passou a ser igual, ou quase igual, às restantes freguesias. Não sabemos porque passou a cidade. Se passou é porque viam atributos que nas outras freguesias não encontraram. Mas isso foi noutro tempo – respondi eu.
Tempo em que Freamunde tinha alguém que se interessava pelo seu progresso. E hoje o que temos? Tirando o mandato de Armanda Fernandez – com alguns reparos – o que se tem visto? Nada!
É um abanar de cabeça às directrizes do Presidente da Câmara. Ele faz e desfaz e o Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde anui sempre. Não só o Presidente da Junta. Toda a sua vereação.
Freamundenses se não nos opusermos este Presidente de Câmara vai tornar Freamunde numa aldeia. Aqui faço a minha mea-culpa pois fui um dos que colaborou na sua eleição. O quanto estou arrependido. Mas nestas coisas a gente vê caras e não corações. O quanto fui enganado. Mas como eu muitos. O que mais me admira é que os militantes socialistas – eu não sou – não se sintam enganados.
O perfil do Presidente da Câmara tem- nos demonstrado ser mais de um social-democrata do que um socialista. Só elege para seus colaboradores quem tem essa tendência. Socialistas de gema são rejeitados.         

Recordar... é aborrecer a direita:

Carlos Esperança, 17/01/2019)
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Sempre considerei que a constituição de políticos arguidos de bagatelas penais era mais uma humilhação para destruir carreiras e, eventualmente Governos, do que uma atitude com consequências penais, para salvaguardar a decência e a ética na política.
Quando o ministro Mário Centeno pediu ao clube em cujo estádio tem camarote, para assistir com um filho a um jogo de futebol da tribuna da presidência, o que sucedeu, a central de intoxicação da direita partiu para o insulto, com a suspeita de que o ministro das Finanças, em troca, favorecesse fiscalmente o presidente do clube e a família deste. O Ministério Público chegou a investigar o ministro e atual presidente do Eurogrupo do ilícito que o pudor levou a arquivar, e até o inefável PR produziu um comentário infeliz.
A memória é curta, mas quiseram destituir o ministro, enquanto a PGR (com a atual e a anterior titular) ignora os edis do PSD, Marco António, Luís Filipe Meneses, Agostinho Branquinho, Hermínio Loureiro, Virgílio Macedo e Valentim Loureiro, que a Visão n.º 1278 (31/8 a 6/9 de 2017) refere, com provas aparentemente evidentes de faturas falsas, empresas de fachada, contratos públicos viciados, tráfico de influências, negócios simulados, fraudes em subsídios, manipulação de contas e iniciativas fictícias.
Quando a GALP, como era hábito, convidou políticos do que a direita chamava arco do poder, Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira, secretários de Estado, aceitaram o convite para assistirem à final do Euro 2016, em que Portugal era finalista. Não deviam, e fizeram-no. Pediram a exoneração ao primeiro-ministro, antecipando que iam ser constituídos arguidos pelo alegado crime de recebimento indevido de vantagem.
O Governo perdeu três membros e o MP reuniu indícios suficientes da prática de crime no chamado Galpgate. A PGR já confirmou que o MP tomou a decisão “de suspender provisoriamente o processo em relação a alguns dos arguidos”, com multas que variam entre os 600 e os 4500 euros, sendo os valores mais altos aplicados aos ex-titulares de três secretarias de Estado, Rocha Andrade (Assuntos Fiscais), João Vasconcelos (Indústria) e Jorge Costa (Internacionalização). O juiz ainda pode recusar o arquivamento do crime, feito às escâncaras, visto na RTP e noticiado nos jornais.
Nos jornais I, Correio da Manhã e Público, não vi que multa foi aplicada aos ex-líderes parlamentares sociais-democratas Luís Montenegro e Hugo Soares, talvez por serem os homens de mão de Miguel Relvas, Marco António e Passos Coelho, mas também foram convidados para o Euro 2016 e estiveram lá nas mesmas condições dos referidos.
Perante a aparente displicência com que foram investigados, ou ignorados, os casos dos submarinos, da Tecnoforma ou da permuta da vivenda Mariani pela Gaivota Azul, não se dúvida da igualdade da Justiça para todos, mas das consequências.
Do blogue Estátua de Sal

SIC reúne os seus dois melhores crânios para lidar com Vara:

(Por Valupi, in Aspirina B, 17/01/2019)
ricardo-costa-manuela-moura-guedes-vara
O crânio da esquerda disse que o “tráfico de influências” é um “tipo de criminalidade actual, contemporânea” – ou seja, que não havia no passado, dita a lógica que o levou à escolha da adjectivação. Será verdade? Será que, e vamos esquecer toda a ordem dos primatas, existe algum mamífero em algum recanto do Planeta que ignore ser o tráfico de influências a mais antiga das práticas sociais, inerente aos laços familiares e à socialização em qualquer tempo e lugar? O que o mano Costa quis fazer foi o branqueamento da violência de Estado exercida sobre Vara através de alegadas “provas indirectas” para um suposto novíssimo tipo de crime que só assim, sem provas, daria para condenar. Mais acrescentou que “Em Portugal, seguramente que há muito tráfico de influências” – ou seja, assumiu conhecer por testemunho directo e/ou indirecto muito criminoso desta laia, dita a lógica que o levou à escolha do advérbio, do verbo e do substantivo. Porém, não consta que ele os tenha denunciado, servem apenas para se exibir na TV como um craque deste tipo de pseudo-jornalismo onde se defende a excepcionalidade de uma condenação só porque o alvo é tomado como inimigo político.
O crânio da direita disse que “poderia haver um outro julgamento, que envolveria José Sócrates” se certas escutas de Vara para o Diabo não tivessem sido apagadas. Ao seu lado, o director-geral de informação do Grupo Impresa consentiu calando e agitando a cachimónia. Isto é, validou institucionalmente o que ouviu e ouvimos. Afinal, tratava-se de uma declaração saída da mesma boca que semanas antes tinha usado a mesma SIC para defender a “pena máxima” para o tal bandido que já tinha levado com a pena máxima para o crime em causa, o que nos faz soltar a imaginação a respeito do castigo em que a senhora estava a pensar. Pista: talvez 25 anos de choça não chegassem para o seu palato.
O mano Costa foi sábio em anuir e despachar. Só quando inventarem computadores quânticos plenamente operacionais vamos conseguir contabilizar quantas vezes os decadentes já nos despejaram em cima a mesma denúncia nos últimos 10 anos. Até lá chegarmos, podemos ficar entretidos a descobrir o que nos estão a dizer estas inteligências.
É uma de duas coisas, terceira opção excluída. Ou que existem provas nessas tais escutas referidas que eram válidas para condenar Sócrates em tribunal, no mínimo fazer uma acusação minimamente séria; ou que não existem provas válidas nas escutas apagadas, mas que mesmo assim daria para fazer uma acusação fajuta cujo objectivo seria o de meter Sócrates em tribunal, o desfecho sendo indiferente porque já se teria ferido de morte o animal. Para a primeira hipótese ser aceite como verosímil, os cérebros desses infelizes têm de consumir toneladas de açúcar pois as tais escutas apagadas nunca foram realmente destruídas e existem por aí à disposição até ao final dos tempos. Isso significa que os magistrados de Aveiro, procuradores e juiz de instrução, conhecem por inerência o seu conteúdo. Se eles o conhecem, os jornalistas a quem passaram as informações que invadiram caudalosamente a indústria da calúnia a respeito do “Face Oculta” idem e aspas. Se esta maralha leu essas transcrições, assim os políticos do PSD e do CDS, pelo menos. Pergunta: com tanta, tão zeloza e tão valente gente a tomar conhecimento desses indícios inequívocos de um “atentado contra o Estado de direito”, por que razão nunca se lançaram no espaço público essas “provas”? Foi a pergunta que Noronha do Nascimento fez nas várias ocasiões em que os jornalistas lhe rosnaram e morderam nas canelas com essa calúnia. Pinto Monteiro repetiu a evidência de outra forma, criticando Sócrates por não ter permitido a sua divulgação dado nada lá estar de incriminatório (embora estivesse de privado, e daí a exploração tentada e alcançada). Podemos ainda chegar a outra inferência. Se em Aveiro os seríssimos e impolutos magistrados descobriram que um primeiro-ministro em funções cometeu um crime, e que esse crime foi apagado pelo Procurador-Geral da República e pelo Presidente do Supremo, por que razão essa inaudita e colossal sequência criminosa que atingiu os pilares do regime não recebeu do Conselho Superior do Ministério Público, do Conselho da Magistratura, do Presidente da República e da Assembleia da República a devida resposta, ou sequer uma qualquer resposta? Porque são todos corruptos e todos às ordens de Sócrates; é isso, Manela? Quanto à segunda hipótese, dois neurónios dão para o gasto. Poder espiar um primeiro-ministro socialista que parece invencível nas urnas é o sonho mais húmido do direitola decadente, e isso foi alcançado simulando uma captação fortuita entre o alvo e uma pessoa da sua intimidade, Vara. Simples de pensar e de montar, desde que não haja escrúpulos e se usufrua de uma blindagem garantida pelo próprio regime. A ilegalidade que permitiu captar conversas de merda entre dois amigos e parceiros políticos ofereceu trunfos potencialmente devastadores contra Sócrates e contra o PS mesmo em cima das eleições legislativas e autárquicas de 2009. 10 anos depois, os mesmos continuam a usar essa golpada como arma de arremesso ao mais alto nível informativo, não havendo ninguém no PS, ou fora dele, que desmonte o obsceno sofisma. Sequer perdem tempo a explicar como é que Mário Lino nem arguido foi no “Face Oculta”, e isto apesar de se garantir ter sido Ana Paula Vitorino quem permitiu apanhar Vara – a tal testemunha cujo depoimento “decisivo” consistiu na reprodução de uma conversa que teve com… [introduzir aqui sons de tambores a rufar]… Mário Lino, o ministro de quem era secretária de Estado. Faz isto algum sentido jurídico? Faz, quando o objectivo é fazer uma vingança e obter um troféu.
Ver Ricardo Costa ao lado de Manuela Moura Guedes, ambos a debitar o seu sectarismo cínico e empáfia odiosa contra Vara (ou seja, contra Sócrates) é uma daquelas cenas em que o Universo nos parece o tal relógio divinamente afinado. Nasceram para ficar assim juntinhos, fazem o mais tétrico dos casais. Dois crânios que definem o que é a imprensa ao gosto do militante nº 1 do PSD.
Do blogue Estátua de Sal

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Lembram-se?

(Carlos Esperança, 16/01/2019)
bes
Lembram-se de a Dr.ª Maria Luís, cuja promoção a ministra das Finanças deu origem à “demissão irrevogável” de Paulo Portas, que a considerava inadequada para o cargo, ter afirmado que a resolução do BES não custaria 1 único cêntimo aos contribuintes?
Lembram-se da mestre, que ensinou o catedrático Passos Coelho, a pedir à Dr.ª Cristas, que viria a confessar não estar informada sobre o assunto, que desconhecia e nunca fora discutido em Conselho de Ministros, que a apoiasse na resolução do BES, tendo a ora líder do CDS acedido à amiga, ao enviar-lhe o apoio por SMS, para a decisão sobre o GES/BES, num conselho de ministros por telemóvel ?
Lembram-se qual foi o fundo abutre inglês que a convidou para lhe dar conselhos, uma vez por semana, levando a experiência de quem fizera Swaps com o Estado português, pelas empresas privadas, e ficou depois a conhecer por dentro o ministério das Finanças, altura em que arranjou o lugar bem remunerado para o marido, despedido de um jornal económico?
Lembram-se da discrição da ainda deputada (a acumulação de vencimentos dá sempre jeito) do espaço mediático para aparecer agora na campanha contra Rui Rio, ao serviço de Passos Coelho, no apoio a um qualquer Montenegro?
Há pessoas de que só nos lembramos pelo mal que fizeram, e esta merece estar sempre presente. Depois de problemas com os bancos do PSD, BPN, Banif, BPP, não ponderou a gravidade da decisão em relação ao maior de todos, o grupo GES/BES, patrocinador do Bloco Central, cujas perdas em postos de trabalho e riqueza nacional são insanáveis.
Só não vendeu a CGD aos chineses porque chegou o atual governo, pois era o desejo de Passos Coelho e Maria Luís com aval garantido às quintas-feiras e outros dias.
E querem voltar. Só não trazem o escritor dos Roteiros e avalista do BES cuja garantia de solidez atestou pouco antes de os candidatos a Nobel da Economia, destruírem o que restava.
E o BES não custa 1 único cêntimo aos contribuintes.
Do blogue Estátua de Sal

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Freamunde nem ata nem desata:


Estive em Saint Étienne, França, desde vinte e dois de Novembro do ano transacto até treze de Janeiro do mês e ano em curso. Já lá tinha estado de vinte e seis de Setembro a quinze de Novembro de dois mil e dezoito.
Já tinha relatado sobre o arranjo do Centro Urbano de Freamunde que como acima escrevo “Freamunde nem ata e nem desata”, mas estava convencido que desde vinte e dois de Novembro as coisas tinham progredido bastante. Qual quê! O mesmo impasse.
Há dias passei ao centro de Paços de Ferreira e vi que as obras que ali estão a ser efectuadas têm mais trabalhadores do que as de Freamunde. Em Freamunde dois. E… se calhar porque não pode ser só um, ia dizer nenhum, mas se assim fosse não havia obras.
Não é porque haja alguém que via isso com bons olhos. Não me estou a referir a Freamundenses. Os Freamundenses sabem a quem me refiro.
É a quem uma vez de quatro em quatro anos nos vem pedir os nossos votos. São como os que não gostam de trovoadas. Só se lembram de Santa Bárbara quando troveja.
Mas quando estiver prevista essa tal “trovoada” (2021), eu dizia-lhes para irem solicitar para outras bandas. Sim é o que merecem.    

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Marcelo aplaude governo: "2018 superou expectativas".

Presidente da República destaca rigor orçamental, crescimento e emprego que fazem de Portugal "uma referência internacional" 

O Presidente da República considerou hoje que a saída da crise, o rigor orçamental, a gestão da dívida pública, o crescimento e o emprego “superaram as expectativas” em 2018 e que Portugal constitui atualmente “uma referência internacional”.
Marcelo Rebelo de Sousa falava no Palácio da Ajuda, em Lisboa, na tradicional cerimónia de apresentação de cumprimentos de ano novo pelo corpo diplomático acreditado em Portugal, num balanço da situação interna.
“Olhando para o ano de 2018, podemos dizer com justiça que, nele, superaram as expectativas a saída da crise, o rigor orçamental, o cuidado com a dívida pública, o crescimento, o emprego, a estabilidade governativa, a credibilidade económica e financeira externa”, declarou.
No seu entender, “o peso nos fora mais variados, a resiliência da rede de solidariedade social, e ainda sucessos de tomo como a Web Summit por mais dez anos, a qualificação do turismo, as novas gerações de exportações, a atratividade de pessoas e investimentos vindos de economias de peso” também “superaram as expectativas” no ano passado.
“Ao mesmo tempo, toda a atenção tem sido pouca à necessidade da inversão demográfica, à atualização de certas instituições, à construção de consensos explícitos de regime, à prevenção de apelos antissistémicos tão sedutores um pouco por toda a parte”, advertiu, em seguida.
Segundo o chefe de Estado, em resumo, “Portugal é hoje uma referência internacional, e tudo faz e deve fazer para que nada limite o que constitui uma posição singular que importa manter e reforçar”.

Luís Montenegro: "Rui Rio teve medo":

(Miguel Santos Carrapatoso, In Expresso, 14/01/2019)
boxe psd
Imagem in BLOG 77 Colinas
(Isto, de facto, mais parece um combate de boxe. Marcelo arbitra e tenta evitar golpes baixos. Costa, na plateia, ri de fininho. Montenegro é mais para o peso pesado e Rio peso médio. O problema é se nenhum ganha por KO e vai ter que ser Marcelo a atribuir a vitória aos pontos a um dos contendores. 
Marcelo não resiste e não consegue parar quieto. Nunca se devia ter metido nesta disputa. Ele é o Presidente da República de Portugal, não é o Presidente do PSD, nem lhe compete ser ele a nomear o chefe da oposição. Depois queixa-se que a sua popularidade está a cair. Pudera, nos últimos tempos só tem feito asneiras e os portugueses não são tão papalvos como ele julga.
Comentário da Estátua, 14/01/2019)

O ex-líder parlamentar do PSD acusou Rui Rio de ter tido “medo” e “falta de coragem” ao não aceitar o desafio de convocar eleições para a liderança do partido. Conselho Nacional do partido agendado para quinta-feira, no Porto.