sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A minha opinião sobre a TSU:

Estou de acordo com a tomada de posição do PS. Sabe-se que para haver aumento do Salário Mínimo Nacional o Governo tinha de dar algo em troca. As micrós, pequenas e médias empresas passam por várias dificuldades e tendo um desconto na TSU sobrevivem melhor.
O Governo ao concordar com esta medida fez no intuito de arranjar uma paz social com o mundo operário e empregador. Mais. Nunca até hoje houve um aumento do salário mínimo tão grande.
O que nunca pensou é que tivesse o PSD a votar contra esta decisão pois o mesmo (PSD) em Dezembro reclamou que a descida da TSU abrangesse mais entidades. O BE e o PCP ao porem-se contra a descida da TSU nunca contaram que o PSD também fosse contra.
O BE e PCP tomaram esta posição como forma de não desiludir o seu eleitorado e na esperança que tanto PSD e CDS votassem a favor ou abster-se.
Como isso não vai acontecer, pelo menos o PSD vai votar contra, a esta hora tanto BE como PCP estão a pensar no tiros que estão a dar nos pés.
Não se lembram da crise que criaram aos portugueses com o votar contra o PEC IV. De certeza quem não se vai esquecer são os portugueses numas próximas eleições.
Faz bem o PS em não pedir eleições antecipadas como sugeriu Francisco Assis. As coisas devem decorrer o seu curso normal. Depois cá estão os eleitores como eu para mostramos o nosso desagrado.
É que não vale tudo para criar uma crise desnecessária. É preciso ser-se coerente e pensar que não podemos suportar duas crises seguidas. E estou em crer que tanto BE como PCP só sabem fazer oposição. Este é o meu ponto de vista.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Até um dia destes Bochechas:

Mário Soares não morreu, a morte é uma condição dos mortais e mortais são aqueles que têm a sua vida condicionada à sua existência física. Só que há muito que Mário Soares era muito mais do que ele próprio. Morreu o Mário Soares Pai, o Mário Soares avô, o Mário Soares tio, o Mário Soares amigo e a todos os que tiveram o privilégio de serem seus amigos e familiares merecem o respeito pela morte de um bom familiar e amigo, bem como a gratidão por o terem partilhado com o país e o mundo.


Mas há muito que Mário Soares tinha conquistado a sua imortalidade enquanto homem grande, ao contrário de muitos dos seus inimigos que há muito que morreram em vida ou que quem já ninguém se recorda, Mário Soares está vivo. Mortos estão os que há pouco tempo pediam que fosse judicialmente perseguido, os que o difamaram ainda no antigo regime, os que se esqueceram muito facilmente do que lhe ficaram a dever.

Mário Soares está vivo na liberdade de que todos gozamos, está vivo em cada momento em que falamos em liberdade, em que dizemos o que pensamos sem medo, em cada momento em que um deputado fala, em que um primeiro-ministro toma posse, até quando os seus inimigos chegam aos mais altos cargos públicos.

Mário Soares viverá enquanto viver a democracia portuguesa e quando esta democracia for posta em causa, talvez por muitos que nos próximos dias irão chorar baba e ranho, Soares, como muitos outros democratas, estará vivo em cada português que tiver a coragem de defender a democracia, porque Mário Soares é uma das mais importantes referências de coragem e de democracia em Portugal.

Do blogue "o Jumento"

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Freamunde ficou contente:

O Freamundense José Carlos de Vasconcelos vence Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural. Os Freamundenses, como eu, regozijam-se por ver um seu filho galardoado com distinto prémio. Esta pacata cidade, vila noutros tempos, produz talentos que deixa outras cidades ou vilas com um certo sabor a inveja.
Conheço bem José Carlos Vasconcelos, não convivi com ele talvez derivado ao desnível de idade, mas várias vezes me cruzei com ele, ainda como estudante e mais tarde quando vinha a Freamunde. Também me lembro por várias vezes ir ouvi-lo a recitar poemas de sua autoria na antiga Praça do Mercado, hoje Praça 1º. Maio, logo a seguir ao vinte e cinco de Abril.

Volta e meia vem a Freamunde e dado eu usar o itinerário que passa em frente à casa do Dr. Manuel, seu pai, falecido há vários anos me cruzava com ele.



Por tudo isto e não é pouco a minha estima é redobrada com a atribuição do Prémio Vasco Graça Moura outro ilustre poeta da nossa praça. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Primeira neve do ano na Rua de Abrute (Curva dos Três):

As fotos que exponho é da primeira neve que caiu - como intitulo o texto - na Rua de Abrute, mais conhecida como a “Curva dos Três”. Este lugar há vários anos era um lugar de fraco nome. Por ali praticamente só passavam automóveis, motorizadas, bicicletas a pedal e alguns peões, mas do sexo masculino, o sexo feminino evitava essa passagem.
Naquele lugar, quem vem de S. Domingos (eis Baiuca) para Freamunde, era lugar onde algumas mulheres iam vender o sexo nos montes ali circundantes.

Hoje está totalmente diferente e já não há inibição à passagem de qualquer peão seja do sexo masculino ou feminino. Aliás hoje é itinerário para muitos jovens e não jovens fazerem as suas caminhadas ou corridas a pé. O nome dado (Curva dos três) é que pode deixar os leitores perplexos com tal nome. Mas para tudo há uma explicação.
Faz hoje quarenta e cinco anos (28/12/1971) que ali se deu um grave acidente de viação que vitimou três jovens Freamundenses filhos de famílias bastante estimadas aqui no burgo. Não sei de quem era o automóvel em que se faziam transportar e quem o conduzia.
Nenhum deles tinha carta, ainda não tinham idade para adquirir a mesma, o que leva a crer que foi sem autorização que se apropriaram do automóvel. Parece-me que era do pai do Alex, senhor Correia (Brasileiro).
Nesta altura estava a cumprir o serviço militar em Balacende, Angola, e só fui sabedor desta tragédia uns dias mais tarde. Os quantos demorava a chegar as cartas àquelas paragens.
Nessas cartas foi-me relatado pela minha família essa tal tragédia e que esse fim de tarde, princípio de noite, pôs em alvoroço a pacata vila de Freamunde, nesse tempo, hoje cidade.
Disseram-me que era "montes" de gente a ir dar as condolências a casa dos familiares das vítimas, uma vez que naquele tempo não havia como hoje há a Casa Mortuária.
Conhecia os três jovens. Eram uns jovens que qualquer família não se importava de ter como filhos dado à educação que receberam e postura tida, nesses poucos anos de vida e, não falo, porque como é uso geral dizer-se aos que morrem que são boas pessoas. Não. Eram mesmo bons rapazes.
Assim, derivado à queda da primeira neve na “Curva dos Três) deu-me para lembrar esta triste efeméride ocorrida há quarenta e cinco anos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

BOM ANO Sr.Dr., BOM ANO!

Antes de mais convêm, e desde já, clarificar duas coisas: A primeira é o tratamento e a segunda é o “BOM ANO”!
Quanto à primeira, tal como uma vez o Pacheco Pereira, cuja dúvida sua eu também manifestei quando há uns anos ao Seguro escrevi, ainda ele era aquele responsável chefe da oposição, eu também hesitei em como lhe chamar.
Por “Tu” está fora de questão; por Pedro, por Passos ou por Coelho também porque me obrigava a alongar muito o texto; por “Companheiro” também porque não o sou, a não ser desta terráquia vida; por “Camarada” muito menos, pois nem de armas fomos, de modo que resta o quê? Por chefe da oposição chama-o o Costa e Dr. chamo eu a quem conheço, portanto, dadas as suas qualificações e estatuto eu, muito portuguesmente, vou trata-lo por Sr. Dr. Está bem assim?
Quanto à segunda, ao “BOM ANO”, se reparar o título tem-no em duplicado. Perguntar-me-á: porque será? Simples Sr. Sr., simples: Não é um desejo a dobrar, pois isso seria excessivo. O primeiro é uma afirmação, assim como quem diz: Foi um bom ano, não foi? E, como a seguir, se tiver paciência para me ler vai descortinar, o segundo, pronto concedo, é um desejo, não só fruto da minha boa educação, mas também como na continuação deste que se acaba, um desejo para que continue assim. Assim, sendo o “Seguro” da Geringonça, percebe?
Que muito a si deve. Aliás, quase tudo a si deve. Surpreendido? Vamos começar pelo fim: Pelo Défice. Como seria possível este Governo alcançar o desiderato de não o deixar acima dos 3%, nem nos 2,7 prometidos e nem dos 2,5 acordados com Bruxelas, se não fosse a sua resiliência, mais a da sua musa Marilu, em sustentar a sua impossibilidade? Se não o tivesse feito nem o Governo teria aquelas ganas que teve em contradizê-lo, nem teria mesmo como ultrapassar a meta. O Sr. Dr. foi o seu estimulante, já reparou? Não foi nada aquela “esquerda radical”, foi o Sr. Dr.
Já reparou, repito? Lembra-se, lembra-se de certeza pois ela foi ensaiada, daquela rábula, pois só pode ser rábula, a daquela memorável entrevista do Gomes Ferreira à sua musa quando esta repetidamente atestou da sua impossibilidade, assim como, mal comparando, um ateu nega a existência de Deus? Mas que outra razão terá havido se não a desta maioria cismar em contradizê-lo, mais à sua musa? É para isso que serve uma oposição responsável Sr. Dr., é para isso…
Outro exemplo: Como poderia este Governo repor Feriados se o Sr. Dr. em boa hora não os tivesse cortado? Como poderia teimar em aumentar Pensões, uma côdea nós sabemos, se o Sr. Dr. não tivesse jurado que ia cortar 600 milhões? Tudo para o contradizer, tudo para o incentivar a cumprir a sua missão de oposição responsável. O que o Sr. Dr., na senda do Seguro, tem feiro na perfeição.
Eu sei que ao outro eu quis mandá-lo para Marte e ele ficou-se por Alcobaça, ou lá onde é, mas ao Sr. Dr. eu rezo para continue e continue com essa clarividência que tem demonstrado. E não se deixe enganar pela Cristas pois ela, andando atrás de si como numa roda, pode inverter a marcha e esbarrar-se consigo. Não deixe!
Eu até que poderia acrescentar aqui mais mil e um exemplos, mas, como o Sr. Dr. já bem compreendeu, e os leitores também, seria exaustivo e redundante para o meu raciocínio, de modo que vou terminar unicamente com o exemplo do Diabo!
Repare no exemplo da Igreja Católica: passou séculos a falar no Diabo, e das profundezas dos infernos, até que o Papa Francisco o abjurou. Como poderia o Papa Francisco tê-lo abjurado se com ele a Igreja não tivesse passado uma vida a ameaçar os crentes? De igual modo, como poderia ter o Costa afirmado que, afinal, o Diabo existe é o diabo, se o Sr. Dr., mais a sua musa Marilu, não tivessem andado tempos e mais tempos a clamar por ele?
Continue Sr. Dr., continue e obrigado por nos fazer ver as coisas…Neste caso, e por acaso, até o seu contrário...

À ESQUERDA DO ZERO



sábado, 24 de dezembro de 2016

Prenda de Natal:

Estamos com o Natal à porta. Embora este ano as finanças dos portugueses estejam melhores que nos últimos quatro anos há quem se restrinja nos gastos supérfluos. É o meu caso. Embora despenda um pouco mais que em relação aos últimos anos. As prendas que ofereço são do interesse do quotidiano.
Um casaco de malha para um neto, um kispo para o outro, um perfume para a esposa e outro para a filha, uns ténis para o filho e para mim a graça deles todos. Faz-me lembrar o Natal da minha meninice.

Esses tempos difíceis. Em que umas peúgas, nesse tempo era mais usual chamar-lhe meias. Também não percebo porque lhes chamavam meias se eram inteiras. Algumas vinham até meio das coxas. Isto claro nas senhoras. Se fosse nos homens eram apelidados de maricas.
Fosse como fosse eram tempos que hoje só interessa lembrar para os mais novos terem uma noção como era a vida na década de cinquenta ou sessenta. Numa coisa era diferente: a família. Que reunia e estava junta até altas horas da madrugada.
À luz do candeeiro jogava-se ao Rapa a pinhões. Depois os nossos pais lá nos mandavam para a cama para pôr no sapato as parcas prendas a que já estávamos habituados.
Era tal a miséria que nesse tempo era o Menino Jesus que vinha pôr os presentes. Depois não usava o mesmo critério. Fazia distinções. Havia quem dizia que era pelo facto de não nos portar bem.
Depois de ver outras crianças mais malcomportadas que eu e com prendas melhores que me levava a pensar em praticar asneiras como eles.
Ia à missa e à catequese e por vezes ao terço e os outros não queriam saber nada disso. Alguns até eram filhos de jeovás.
Na escola fazia por ser dos melhores alunos. Na Aritmética – nesse tempo ainda a Matemática era desconhecida – dava cartas. A História sabia de fio a pavio todas as dinastias. Desde D. Henrique a D. Manuel II. Mas tudo isto não contava para o Menino Jesus.
Seria ele a querer vingar-se ou a nos fazer ver que teve um nascimento pobre? Será por ter nascido numa gruta no meio de palha na presença de um burro e de uma vaca! Não creio que seja por isso.
De uma coisa tenho a certeza. Com a invenção do Pai Natal as prendas melhoraram. Seria pelo nível de vida dos portugueses ser melhor? De certeza que sim. Também o Natal passou a ser uma festa ao consumo.
Por uma coisa ou outra alegro-me de ver os meus netos todos contentes a desembrulhar as prendas. Já não se acreditam no Pai Natal. Não fazem as comparações que eu fazia. Sabem que as prendas são em consonância com a saúde da carteira dos seus pais e avós. Até nisto têm sorte. Os seus avós ao contrário dos meus têm possibilidade de lhes ofertar uma prenda a cada um.
Com dificuldades e pouca saúde lá lhes vamos dando. Oxalá que seja por muitos e bons anos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Será que a tradição já não é o que era!

Vem este título a propósito de desde que me lembro quando chovia no dia da festa da Senhora da Conceição (dia 8 de Dezembro), no dia da feira/festa em honra de Santa Luzia (13 de Dezembro), ambas celebradas em Freamunde nestas datas, na festa/feira de S. Luzia estava sol e assim sucessivamente. Este ano no dia 8 de Dezembro esteve sol, ou dito de outra maneira, não choveu. Acontece que hoje dia 13 neste momento está um sol radioso.

Este ano tem sido um ano de fenómenos. Mesmo anunciando e desejando o “Diabo” o mesmo não dá sinal de vida. Primeiro era que a Geringonça não tinha pernas para a andar. Depois era que o Orçamento de Estado para 2016 não passava no Parlamento Português e nem em Bruxelas. A seguir era que no segundo semestre de 2016 a “Geringonça” ia pedir o auxilio aos “Pafiosos”. Aventaram as piores soluções para a Educação, Saúde, Segurança Social e demais ministérios. Também o Orçamento de Estado para 2017 não passava quer num Parlamento quer noutro. O que é certo é que o Diabo não dá sinais de vida. Até contam a seguinte história:

“Passos Coelho, Obama e o Papa viajavam juntos no mesmo avião, quando aparece numa das asas o Diabo com uma enorme serra e começa a serrar a asa da aeronave. Quando viram o Diabo ficaram apavorados, e o Passos Coelho vira-se para o Obama:
– Obama, você que sabe falar e argumentar como ninguém, convença o demónio a parar com isso senão vamos cair e morrer todos!!!
Obama foi até lá, conversou… conversou… e nada do demónio parar…
Obama voltou e implorou ao Papa:
– Papa, só o senhor nos poderá salvar… Ele não quer nem conversa… vai mesmo derrubar o avião !!!
O Papa foi até ao Diabo, usou de toda sua persuasão, argumentou o que pôde… e nada… Desistiu, voltou e resumiu a conversa:
– Não sei o que fazer… Estamos perdidos… Vamos rezar!!!
Foi quando o Passos Coelho se levantou e disse:
– Deixem comigo… Sou a última chance, vou tentar.
E lá foi ele falar com o Diabo. Mal trocaram duas palavras o Diabo parou de serrar a asa do avião… e desapareceu.
Obama e o Papa ficaram surpreendidos e perguntaram:
– O que é que você lhe disse?
– Eu apenas lhe disse: Companheiro… se eu morrer, vou formar governo no Inferno!”

Como se pode verificar Passos Coelho anda numa deriva. Nunca acreditou na faculdade de António Costa para negociador. A Marcelo Rebelo de Sousa intitulou-o de catavento. Marcelo Rebelo de Sousa não lhe dá importância. Passos Coelho tem os dinossauros do partido contra ele. Só o apoia os lambe botas. Por isso o referir-me que os tempos mudaram.

António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa trouxeram outros ares a Portugal. Respira-se melhor. Os portugueses andam sorridentes. Para a mais importante organização mundial é um português o escolhido para a dirigir. Até fomos campeões da Europa em futebol. Bruxelas confia em Portugal. Até diz que o anterior governo deu cabo de Portugal.

Não estou surpreendido por este ano não chover nem no dia da Senhora da Conceição nem no dia de Santa Luzia. Este fenómeno deve dever-se à “Geringonça”. Que continuem assim que os portugueses agradecem.

Para mau tempo bastaram os quatros longos anos do governo dos “pafiosos”.