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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sala/estúdio da Banda Musical de Freamunde:


Fez no passado dia 1 de Dezembro cento e noventa anos a Banda Musical de Freamunde. Não o referi antes pelo facto de querer associar a este facto uma foto com a banda de música a actuar na sua sala/estúdio. Hoje ao dar uma vista de olhos pelos jornais regionais deparei no jornal “Verdadeiro Olhar” com a que publico neste texto e introduzi-lhe o Hino de Freamunde tocado pela Banda de Música de Freamunde.
A Câmara Municipal de Paços de Ferreira quis associar-se a esta efeméride e ofereceu metade das antigas escolas de Santa Cruz para sede da banda.
Serve este texto para memória futura e não acontecer como hoje que se quer documentos para falar desta velhinha instituição e eles mingam. 
Embora tarde, quero realçar esse facto, e dar os parabéns a todos os que contribuíram para esta realidade. Não é qualquer instituição que se regozija com tão longevidade.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Concerto de Ano Novo:


No dia sete de Janeiro, pelas vinte e uma horas e trinta minutos, do ano em curso, realizou-se na Igreja Matriz de Freamunde, um concerto musical, executado pela Associação Musical de Freamunde e pelo Coro Litúrgico, Deo Gratias de Freamunde.
O espaço da Igreja é reduzido, parte desse espaço foi ocupado pela Associação Musical, o Coro ocupou o espaço do Altar da Igreja, o restante foi ocupado pelo público. A casa, ou seja, o restante espaço da igreja, não comportava mais gente, uma vez que nestes concertos tem de haver uma certa comodidade - não é uns em cima de outros. 
Foi um concerto de encher o olho e ouvidos. Para mim bem executado. Percebo pouco de música, mas os acordes entravam melodiosos nos meus ouvidos e, quando assim é, é natural a nossa satisfação. Estava bem concebido e o local tinha boa acústica. 
 Gostei de todo o programa. A parte em que mais admirei foi quando foi interpretado Chistmas Medley, de Lorenzo Pusceddu, em que o maestro professor Carlos Silva, interpretou parte da obra cantada e que bem cantada. Uma delícia. 
Pena eventos destes não serem mais vezes. Ainda que se fizesse um pequeno peditório para ajuda das despesas ou a Junta de Freguesia, ou a Câmara Municipal, promover eventos destes com mais regularidade. Ganhava a Associação Musical, o grupo Coral e o público que fosse assistir. O tempo ali dispendido era um ganho. Passar umas horas a ouvir assim concertos só nos torna mais cultos. 
Continuo a dizer que os Maestros têm um papel preponderante em explicar as passagens relatadas na música. Façam isso que quem mais fica a ganhar são vocês - os que a executam. Sei que deve ser trabalhoso pôr em prática concertos destes mas, sem trabalho não se faz nada. Da minha parte um bem-haja para quem teve a feliz ideia do concerto e de quem o programou.
Espero por outro dentro em breve.

sábado, 13 de novembro de 2010

Concerto de 5 Outubro:


Neste desfile foi tocada uma marcha e já em frente ao edifício da Junta de  Freguesia, depois dos cordiais cumprimentos aos convidados, Presidente da Câmara e Vice, Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde e outras individualidades, foi tocado o Hino Nacional (a Portuguesa). Como sempre, quando ouço o Hino Nacional fico comovido, sinto uns arrepios, coisas de sentir e de ser Português.
Depois de tocado o Hino os elementos da Banda Musical de Freamunde dirigiram-se para o Salão Paroquial para darem um concerto. Este concerto estava previsto ser ao ar livre mas derivado às incertezas climatéricas teve de ser efectuado no dito Salão. 
Foi um regalo assistir ao mesmo. Pena que tenha tido pouco público. Quando se resolve fazer estes eventos devia de haver a preocupação de se fazer uma boa publicidade. Dizem que o tempo de mediar foi pouco mas, com um pouco de esforço, a data assim o merece, na véspera, não custava nada pôr uma viatura com amplificação sonora a avisar os mais incautos. Por coisas menores se tem socorrido desse utensílio. 
Como digo, gostei do concerto, reconheço que sou um leigo nesta matéria mas os meus ouvidos são sensíveis a bons acordes. Também procuro rodear-me de pessoas que percebam de música para deles receber algum comentário. O que tem acontecido. Do “Berto”, filho do falecido Toninho Nogueira, gosto de receber alguns comentários, além de perceber de música, tem acompanhado a banda e sabe distinguir uma boa actuação.
Como em tudo nem sempre nos exibimos no nosso melhor, os dias e os dedos da mão não são todos iguais. De música há muita gente a falar mas pouca a perceber. Dizia-me António Rego, (Pai do Lúcio e do Luís, este director da Banda) quando trabalhava com ele na Fábrica Grande que de música toda a gente opinava mas perceber era uma pequena percentagem. Não podia estar mais de acordo. 
Uma peça é escrita a contar algo. Pode ser de amor, humor, o dia-a-dia, uma tragédia ou uma guerra. O seu autor com isso quer-nos dar conhecimento através das notas o que se passa nesse seu texto “peça”. Enquanto num livro é descrito um acontecimento e nós (os que sabem ler) estamos habilitados a ler esse texto, o que não quer dizer que o compreendamos - no mínimo sabemos lê-lo - na música também acontecia o mesmo. Ao dizer que acontecia o mesmo, refiro-me a que há uns anos a maioria dos músicos não tinha uma aprendizagem como hoje se vê. A maioria dos músicos frequentam Escolas de Música o que lhes dá um traquejo que outrora não existia, salvo rara excepção.
Quem olha para a Banda Musical de Freamunde parece que vê uma banda juvenil, - tirando algumas “carecas” que ali se avistam - dada a juventude dos seus músicos. Mas se, se pudesse fazer comparações hoje a banda tem melhores executantes. É ver que qualquer um deles tira um solo o que antigamente era raro e não se sentiam com coragem. O que faz isto são os estudos nas escolas de música. São anos e anos sempre a estudar, sempre os mesmos professores e os alunos sabem que para singrarem na vida tem de se aplicar a fundo.
Também vou fazer umas referências aos Maestros das Bandas. Quando se dá um concerto, antes de se tocar uma peça devia-se de se explicar o seu conteúdo.
Numa festa isso não é possível. Num concerto, acho que era de todo vantajoso. Se os Maestros não tiverem o à vontade para a descrever não falta quem o faça. A nova fornada de músicos está preparada para essa missão. Façam essa experiência e vêem que todos ficam a ganhar.