Neste vídeo o autor dá vida aos seres mortos - árvores e flores - e torna-a numa história actualizada com a triste realidade portuguesa com chegada do verão.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Discurso de Dilma Rousseff nas Nações Unidas:
A língua Portuguesa fica agradecida a esta ilustre representante do povo Brasileiro por tão eloquente discurso. Assim, nós Portugueses, fossemos representados! Além de não saber comer Bolo Rei, só sabe dizer: "Ninguém está imune a sacrifícios".
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Homens da Luta.
Estão a granjear fama. Mas, sabem que as Sebastianas vão contribuir para isso. Até dia 8 de Julho. Nesse dia é que a vossa fama vai subir, não fosse as Sebastianas as maiores do Mundo!
domingo, 1 de maio de 2011
Dia da Mãe:
Neste dia o S. C. Freamunde organizou a primeira caminhada do dia da Mãe. A manhã ameaçava chuva mas... ela fez falta de comparência. Ainda bem para que essa caminhada decorresse normalmente. Compareceram algumas pessoas destemidas que percorreram os quatro quilómetros e quinhentos metros com êxito.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Bate leve levemente e Não vou sem vinho:
Há dias ao fazer uma busca aos vários Cds que possuo dei com um que tem umas declamações de José Carneiro Alves, as quais não posso deixar de as reproduzir
sexta-feira, 11 de março de 2011
Freamunde e o Carnaval Trapalhão:
Não somos uma terra com origens carnavalescas. De há uns anos para cá as Comissões das festas Sebastianas têm levado a efeito o seu desfile. É um dia que ninguém trabalha cá no burgo. Por isso aproveitam o descanso do pessoal e com alguns carros alegóricos que ainda não foram desfeitos, desde as festas Sebastianas - convidam a população que gosta de se mascarar e de fazerem umas brincadeiras carnavalescas - fazem-nos desfilar pelas ruas da cidade, para gáudio dos mais divertidos.
Uns anos, melhores que outros, lá se vai assistindo. Aproveitam para na passagem do desfile, fazerem uma pequena colecta monetária com a finalidade da angariação para as festas Sebastianas que se realizam no primeiro fim-de-semana de Julho.
Aproveitei a sua passagem para fazer umas pequenas filmagens. A tarde começou com uns pingos de chuva, teve-se que adiantar a sua saída, não se pode organizar com mais cuidado o desfile mas, como é Carnaval ninguém leva a mal.
terça-feira, 1 de março de 2011
Grupo Pedasons na F.I.L. em Lisboa:
No dia vinte e seis de Fevereiro o grupo de Percussão da A. C. R. Pedaços de Nós foi representar o concelho de Paços de Ferreira, na Feira de Turismo de Lisboa. Saiu-se de Freamunde, junto à sede Pedaços de Nós, às nove e trinta minutos, em dois autocarros cedidos pela Câmara Municipal de Paços de Ferreira.
A viagem decorreu com normalidade e o almoço efectuou-se no Parque de Merendas, do Restaurante Pôr do Sol 2, em Aveiras de Cima. Acho uma boa ideia a existência deste Parque de Merendas, se não se almoça, ao menos faz-se despesa no que diz respeito a tomar café ou outros digestivos, é raro ver-se em restaurantes este tipo de parques. O repasto foi bem servido, com bastante variedade, onde não faltou o arroz do forno, panados de carne, moelas, bolinhos de bacalhau, saladas, fruta para sobremesa, isto no toca ao dar ao dente, nas bebidas, desde a água mineral ao vinho, sumo e cerveja. Depois dos estômagos compostos rumou-se a Lisboa.
Várias crianças acompanhadas com os seus familiares foram visitar o Oceanário, para esse fim a organização, fez um apanhado de quem queria a visita e tratou dos ingressos. Entendo que neste tipo de eventos deve haver alguém a providenciar se não perde-se uma data de tempo, nas filas e uma certa saturação. Deve-se um obrigado público para quem está à frente destes eventos.
Às dezanove horas, deu-se início à actuação do grupo de Percussão, “Pedasons”, da Associação Cultural e Recreativa Pedaços de Nós, no Pavilhão Nº. 1, Stander, Porto-Norte. O espaço era exíguo para o número de participantes que compõem o grupo. Mesmo assim fizeram uma boa actuação, não faltaram mirones, alguns pediram contactos. Aquando da apresentação e depois de anunciado o nome do grupo e a sua localidade não faltaram vozes discordantes por se terem referido a Paços de Ferreira e não a Freamunde.
É assim mesmo. Sabemos que pertencemos ao concelho de Paços de Ferreira mas, não custa nada referirem-se à sua proveniência. O bairrismo a isso obriga. O seu a seu dono.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
A Santa Águeda:
Era domingo o dia cinco de Fevereiro de mil novecentos e sessenta e um, lembro-me dessa data e do dia. Neste dia comemora-se a Santa Águeda, no lugar com o mesmo nome, na freguesia de Sousela, do concelho de Lousada. É uma santa devota do leite materno.
A minha mãe tinha feito uma promessa a qual sentiu que foi cumprida. Como nessa altura o horário semanal de trabalho, era de segunda-feira a sábado, das oito horas às dezassete, ficou decidido que era num domingo que calhasse o dia de Santa Águeda que a promessa era cumprida.
Assim aconteceu. Nesse dia, logo pela manhã, a família toda, partiu do lugar da Bouça onde residíamos, com um farnel para se almoçar por lá, a distância era seguramente de uns oito quilómetros e nesse tempo o meio de transporte era a pé. Carenciavam os transportes de carro ou autocarro e o local era de fraco acesso. É num monte que está situada a capela de Santa Águeda.
Ainda nos encontrávamos em Freamunde quando se soube que em Luanda, Angola, tinha havido um motim, morreram vários polícias, sendo um, filho desta terra. Só no regresso soubemos da veracidade dos factos.
Dizia-se que foi uma insurreição de um movimento de libertação Angolano e que invadiram as esquadras de polícia, 7ª. Esquadra, Cadeia de S. Paulo e a Casa de Reclusão em Luanda. Mais tarde e como a história nos demonstra foi o rebentar do terrorismo como era apelidado pelos nossos governantes.
Passados bastantes dias partiam para Angola os primeiros contingentes de tropa para repor a ordem, tinha havido bastantes massacres, principalmente nas fazendas situadas na zona dos Dembos, distrito do Bengo - Caxito, Tentativa, Sassa, Quitexe, Maria Fernanda, Margarido e outras mais. De Freamunde partiram alguns, pelo tempo fora, foram centenas e centenas de jovens soldados ali cumprir o seu serviço Militar.
Dessas centenas morreram dois soldados, um Piloto Aviador, num acidente aéreo, o outro também de acidente, exceptuando o polícia, de seu nome, Nuno Augusto Ferreira Mendes. Conhecia-o, tinha estima por ele. Teve uma vida desafortunada, cumpriu o serviço militar na Índia em condições adversas, como eram a de todos os soldados mas, principalmente os daquele Estado.
Nessa altura tinha doze anos e nunca pensei em ser um dos mobilizados para a guerra do ultramar, mais tarde, alastrou-se às outras províncias ultramarinas. Como o que disse em cima, foram centenas e centenas, de Freamundenses mobilizados, que com algum sacrifício e sorte superaram esse infortúnio.
A dezassete de Abril de mil novecentos e setenta e um, parti no barco Vera Cruz, para Angola, zona dos Dembos. Fazia parte da Companhia de Caçadores 3341 do Batalhão 3838. Já em Balacende, onde ficava sediado o meu quartel, um dia numa conversa com o primeiro-sargento Barradas, da minha companhia, depois de lhe dizer de onde era, falou-me do polícia, Nuno Augusto, morto no motim de quatro de Fevereiro. Estavam ambos a desempenhar serviço na sétima esquadra, junto ao cemitério Novo - próximo da mesma sétima esquadra. Só teceu elogios ao Nuno Augusto. É ver como às vezes somos surpreendidos com coisas que nunca imaginávamos ser possíveis.
Dez anos antes, no dia cinco de Fevereiro, nunca pensei que isso fosse possível. Se não fosse o vinte e cinco de Abril talvez o meu filho também ali fosse parar. Por isso todos os jovens devem estar gratos aos “capitães de Abril” que contribuíram para que esse dia fosse possível. Freamunde foi uma terra abençoada, pois em centenas e centenas de seus filhos que foram cumprir o serviço militar para as províncias ultramarinas só dois ali sucumbiram.
Paz às suas almas.
Paz às suas almas.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Concerto de Ano Novo:
O espaço da Igreja é reduzido, parte desse espaço foi ocupado pela Associação Musical, o Coro ocupou o espaço do Altar da Igreja, o restante foi ocupado pelo público. A casa, ou seja, o restante espaço da igreja, não comportava mais gente, uma vez que nestes concertos tem de haver uma certa comodidade - não é uns em cima de outros.
Foi um concerto de encher o olho e ouvidos. Para mim bem executado. Percebo pouco de música, mas os acordes entravam melodiosos nos meus ouvidos e, quando assim é, é natural a nossa satisfação. Estava bem concebido e o local tinha boa acústica.
Gostei de todo o programa. A parte em que mais admirei foi quando foi interpretado Chistmas Medley, de Lorenzo Pusceddu, em que o maestro professor Carlos Silva, interpretou parte da obra cantada e que bem cantada. Uma delícia.
Pena eventos destes não serem mais vezes. Ainda que se fizesse um pequeno peditório para ajuda das despesas ou a Junta de Freguesia, ou a Câmara Municipal, promover eventos destes com mais regularidade. Ganhava a Associação Musical, o grupo Coral e o público que fosse assistir. O tempo ali dispendido era um ganho. Passar umas horas a ouvir assim concertos só nos torna mais cultos.
Continuo a dizer que os Maestros têm um papel preponderante em explicar as passagens relatadas na música. Façam isso que quem mais fica a ganhar são vocês - os que a executam. Sei que deve ser trabalhoso pôr em prática concertos destes mas, sem trabalho não se faz nada. Da minha parte um bem-haja para quem teve a feliz ideia do concerto e de quem o programou.
Espero por outro dentro em breve.
Espero por outro dentro em breve.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O Tejo é mais belo que o rio que corre na minha aldeia:
Até há anos era. Hoje para mim não é. O rio (Ferreira) que nasce na
minha terra é belo e tem para nós, Freamundenses, um sabor especial. Foi
“construído” por um punhado de homens e máquinas. Quem lê fica admirado de eu
dizer que foi construído por nós!
Regra geral os rios constroem-se a si mesmo. É um galgar de água. Com o da minha terra foi diferente!
Regra geral os rios constroem-se a si mesmo. É um galgar de água. Com o da minha terra foi diferente!
Havia e há uns terrenos agrícolas com muita água. Perto havia uma nascente com o nome de Jóia, onde antigamente ia muita gente ali se abastecer de cântaros de água. Não tínhamos como hoje o abastecimento da rede de água à cidade.

A Câmara Municipal resolveu fazer ali uma via pública (estrada) para melhores vias de acesso e negociou com os donos do terreno a sua aquisição. Foi nessa altura que se aperceberam do quinhão que ali existia. Como o provérbio diz: Deus quer o homem sonha e a obra nasce, assim aconteceu.

"O concelho é atravessado por vários cursos de água, embora de pequeno caudal. Destes, o mais significativo é o Rio Ferreira, afluente do Rio Sousa, e subafluente do Rio Douro, que atravessa a parte sul do concelho, tendo a sua nascente em Freamunde. Todos os restantes cursos de água do concelho desaguam neste rio, sendo de destacar o Rio Carvalhosa, que nasce em Lustosa (Lousada) e desagua em Paços de Ferreira, atravessando as freguesias de Raimonda, Figueiró e Carvalhosa; e o Rio Eiriz, com nascente em Lamoso, e que desagua no lugar de Moinhos, em Frazão, atravessando Eiriz e Meixomil."
Para tudo tem de se ter ideias e
Freamunde neste aspecto é fértil. Dá gosto ir ali desfrutar de uma tarde, seja
como passatempo, como distracção, pescar ou jogar à sueca, seja para pôr a
conversa em dia.
Há dias disseram-me que iam prolongar mais o rio. Tudo que seja para
benefício da terra concordo. Sei que há os prós e os contras mas se for para
acrescentar mais valor a Freamunde podem contar com a minha concordância.
Depois posso alegar que o Tejo não é mais belo que o rio que passa na
minha aldeia como escreveu Alberto Caeiro.
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