Rádio Freamunde

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sábado, 6 de setembro de 2014

Jantar de confraternização:

Decorreu ontem na Adega Regional com o intuito de reunir quem há um ano colaborou com a campanha de Armanda Fernández para a Junta de Freguesia de Freamunde. O repasto decorreu bem e, para informação dos mais “incautos”, cada conviva pagou doze euros. É que nestes acontecimentos há quem pense que há “almoços grátis”. Não! Quem quer ser lobo tem de lhe vestir a pele. Ou por outras palavras: quem não tem dinheiro não tem vícios. E por falar em dinheiro. Sabe-se que a Junta de Freguesia de Freamunde é uma “tesa”, como muito bem diz o nosso povo e, não tem dinheiro para fazer cantar um cego. A Presidente da Junta e os seus membros vivem do seu trabalho o que quer dizer que não dá para andar a pagar almoços ou jantares.

Assim, no meio deste convívio, falou-se um pouco de tudo até que chegou a vez de a Presidente da Junta perguntar como decorreu o ano de presidência e quem tiver assuntos a pôr que o faça.
Contudo, antes, deu uma panorâmica das dificuldades porque tem passado. Quando tomou posse e lhe foi passado o testemunho não havia um único utensílio para pôr em prática na limpeza de Freamunde. Assim, teve-se de tomar iniciativas para a Junta de Freguesia dar soluções aos inúmeros problemas porque Freamunde passa. No meio disto tudo pediu aos convivas que se tivessem problemas que os pusesse.

É evidente que problemas há muitos e havia ali pessoas que na campanha porta a porta puseram a sua cara pela candidata Armanda Fernández. Foi o caso do Amaro “Medonho”. Que hoje é confrontado pelas pessoas do seu lugar e o que consiste mais é na recolha do lixo. Que dizem que estão a pagar um serviço, que antes era diário, agora é bissemanal ou trissemanal, mas o dinheiro que se paga é o mesmo. Que havia de haver uma onda de protestos e não se pagar nada por esse serviço à Câmara Municipal.
Aqui pensei: Freamunde não vai estar adormecido, como esteve e, não vai dar descanso à Câmara Municipal. Mas logo o meu pensamento foi desfeito. Afinal o mal vinha de trás. É que a Câmara Municipal deve à SUMA onze milhões de euros e assim a SUMA resolveu cortar com alguns serviços. Mas o mais extraordinário é que esta deliberação só foi tomada na véspera da tomada de posse de Humberto Brito.
Que se resolveu dar conservação às estradas com maus acessos mas primeiro teve-se que criar algumas infra-estruturas tais como: a aquisição de uma carrinha, de funcionários requisitados ao Fundo de Emprego e várias alfaias e utensílios. Que o asfaltamento na estrada que dá para o Cemitério Novo e no arranjo em frente à Escola Dr. Manuel Pinto de Vasconcelos foi a maior necessidade.
Na que dá para o Cemitério Novo teve que se cortar as árvores dos passeios pois as mesmas danificavam os mesmos e atrapalhavam a passagem dos carrinhos de bebés mas sem antes pedir a opinião dos moradores. Quando a democracia existe é esta que está em primeiro lugar.
Que certamente o asfaltamento não vai ficar nas melhores condições devido à falta de experiência dos trabalhadores da Câmara e às condições rudimentares que as máquinas têm. Mas sempre é melhor assim que andar a endividarem-se aos empreiteiros. Mais a mais põem-se ao dispor dos arranjos da Câmara trabalhadores da mesma. É que havia e há quem chame malandros a esses trabalhadores e assim é um meio de os ocupar e caso resulte de um meio de emprego a outros candidatos caso venham a ser precisos.
No meio disto tudo foi argumentado à Presidente da Junta porque não a circulação de um Edital a dar a cada rua (lugar) conhecimento do que se passa em Freamunde. Não são suficientes as reuniões de freguesia. Vai ali pouca população assistir e, assim com o Edital por rua, as pessoas ficavam a saber o motivo por que as coisas são assim.
Não tratem dos assuntos com paninhos quentes porque os vossos adversários não dormem. Também ficou da Junta de Freguesia publicar um boletim, julgo que mensal. Mas se não for mensal que seja trimestral o que importa é pôr informação cá fora. Porque já bastaram quatro anos sem ela.
Assim chegou-se ao fim do repasto com a barriga cheia, à nossa custa, se assim não fosse não punha ali os pés, e com as nossas ideias e curiosidades satisfeitas.

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