quarta-feira, 1 de abril de 2015

Só na Madeira:

É que situações como as que ocorreram ontem na averiguação de contagem de votos nulos considerados nas eleições regionais naquela ilha que ocorreu no passado domingo, dia vinte e nove de Março, do ano em curso, só pode ter acontecido naquela ilha. O Partido Comunista Português, que concorreu como CDU, ficou a cinco votos de eleger o terceiro deputado. Deputado que era retirado ao PSD e assim perdia a maioria absoluta.
Ontem deu-se a contagem dos ditos votos nulos. As televisões, através dos directos nos seus canais generalistas, de volta e meia davam directos, sobre o que estava a acontecer. Num desses directos foi noticiado que o PSD tinha perdido um deputado, portanto, a maioria absoluta.
Leonel Nunes, elemento do PCP, regozijou-se com tal acontecido. Não só por eleger mais um deputado mas também por ter tirado a maioria absoluta ao PSD. Mas foi sol de pouca dura.
Passadas duas horas era novamente dada a maioria absoluta ao PSD. Foi aqui que escolhi o título: Só na Madeira. E… o caso não é para menos. Sabia-se que para haver tal desfecho - a perda da maioria absoluta - a CDU precisava que cinco votos nulos fossem considerados válidos. Portanto a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) para anunciar a perda da maioria absoluta tinha que ter validado os tais cinco votos à CDU.
A não ser assim não podia ter dado a notícia da perda da maioria absoluta e o ganho de mais um deputado pela CDU. Aqui deve haver gato escondido com rabo de fora. Não venham com a desculpa de que não contaram Porto Santo. Por que à partida já se sabia que se não fossem validados cinco votos nulos à CDU tudo voltava ao mesmo.
Depois dizem que a culpa é do programa informático. Qual programa qual carapuça. Mas como disse na Madeira tudo é possível. E a verdade é uma. Ou ali há uma grande trapalhada ou os avaliadores da CNE são uns aprendizes ou há qualquer escondida. Por isso eu entender que a CDU faz bem em recorrer ao Tribunal Constitucional. Não se pode “brincar” com assuntos desta envergadura. 

Sem comentários:

Enviar um comentário