quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Senti vontade de vomitar:

Com as palavras do primeiro-ministro quando lhe foi perguntado sobre a morte da doente de Hepatite C. Disse, ele: - o governo não pode estar refém de um qualquer laboratório farmacêutico pelo preço praticado por estes. E disse mais: - que os jornalistas não devem fazer notícia da infelicidade por uma pessoa ter morrido. Ouvido isto e com o nojo que me meteu não tive outra solução de ir a correr para a casa de banho vomitar. E que tão bem me tinha sabido o jantar. Mas julgo que não há estômago que suporte tal alocução.
Pena não ser um familiar dele ou do Ministro da Saúde. Aliás, com esta gente estas coisas não acontecem porque andam sempre acompanhados por médicos particulares. Assim, sabe bem falar de boca cheia.


Tem vindo na comunicação social o sindicato dos juízes a queixarem-se do texto de Mário Soares a dizer: - “O povo está com Sócrates: "Carlos Alexandre que se cuide...". Agora não escrevem uma única letra sobre o que disse José Carlos Saldanha: - “A si eu vou encontrá-lo!”. É que tanto Mário Soares como José Carlos Saldanha não têm nada a temer. Um pelo longo tempo de vida vivida. O outro pelo pouco tempo de vida que tem para viver.
É usual o ministério público quando há uma ameaça a um membro do governo formalizar uma queixa-crime. Onde está essa queixa! Não a vejo. É suposto quando morre alguém e nada se faz ser um assassínio.
Pobre país que sorteia carros e não tem dinheiro para a compra de um medicamento. E mais elementar é ver que nada acontece ao Ministro da Saúde e das Finanças. Se este caso acontecesse comigo e estivesse à frente de um qualquer organismo nunca mais dormia uma noite sossegada. A consciência pesava-me. A estas pessoas não. Não admira. Paulo Macedo está habituado a lidar com números e não com seres humanos.
Quando aconteceu o desastre da ponte de Entre-os-Rios em que Jorge Coelho não teve nenhuma culpa, pois nunca inviabilizou qualquer obra ou reparo, demitiu-se logo do governo. Ao contrário o Ministério da Saúde adiou a compra do medicamento para combater a Hepatite C, portanto com culpa no cartório, e Paulo Macedo não se demite do governo.
É um governo sem vergonha. É de meter nojo. Por isso, quando ontem, ouvi as palavras do primeiro-ministro o meu estômago não aguentar tal nojo. 

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