No fim das contas, o episódio reforça uma percepção crescente: liderança global não se mede apenas pelo volume das declarações, mas pela capacidade de sustentar estratégia. E nesse ponto, Xi demonstra consistência, enquanto Trump revela que, por trás do barulho, há limites impostos pela própria interdependência econômica entre Estados Unidos e China.
Umas de maior importância que outras. Outrora assim acontecia. É por isso que gosto de as relatar para os mais novos saberem o que fizeram os seus antepassados. Conseguiram fazer de uma coutada, uma aldeia, depois uma vila e, hoje uma cidade, que em tempos primórdios se chamou Fredemundus. «(Frieden, Paz) (Munde, Protecção).» Mais tarde Freamunde. "Acarinhem-na. Ela vem dos pedregulhos e das lutas tribais, cansada do percurso e dos homens. Ela vem do tempo para vencer o Tempo."
Rádio Freamunde
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sábado, 14 de fevereiro de 2026
Trump suspende restrições tecnológicas à China:
Ás vésperas de um encontro com Xi Jinping e, na prática, confirma algo que muita gente evita admitir: o confronto anunciado nem sempre resiste ao peso da realidade econômica. Depois de meses de discurso duro sobre segurança nacional, bloqueios a empresas chinesas e alertas sobre riscos estratégicos, a Casa Branca recua em medidas que atingiam diretamente o setor tecnológico de Pequim. A decisão não acontece no vazio. Ela surge num contexto de dependência mútua entre as duas maiores economias do planeta, especialmente em áreas como data centers, equipamentos de telecomunicação e cadeias de suprimento digitais.
Xi Jinping observa esse movimento de um lugar muito diferente. Enquanto Washington alterna entre pressão e distensão, Pequim mantém uma linha contínua de fortalecimento industrial, investimento maciço em tecnologia própria e expansão de influência comercial. A China trabalha com planejamento de longo prazo, metas industriais claras e integração entre Estado e setor produtivo. Não reage apenas ao ciclo eleitoral. Constrói posição estratégica ao longo de anos. Quando Trump suaviza restrições antes de um encontro bilateral, a mensagem implícita é que a retórica tem limite quando encontra a estrutura econômica real.
O contraste é evidente. Trump aposta no impacto imediato, no discurso forte, na narrativa de defesa da soberania tecnológica. Xi aposta em estabilidade, previsibilidade e consolidação de poder econômico. No cenário global, isso pesa. Empresas, mercados e governos observam quem oferece constância e quem oscila conforme o momento político interno. A suspensão das restrições sinaliza que o embate não é tão simples quanto o discurso sugere e que a China já ocupa uma posição central demais para ser isolada com facilidade.
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