terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Todos temos um fim:


Se pensássemos nisso, talvez as nossas atitudes durante a nossa curta passagem por este Mundo, nos levaria a outros procedimentos. Quando estamos no apogeu da vida julgamos que o Mundo é nosso. Tudo é fácil. Assim aconteceu a muitos líderes que governaram os seus países. Se hoje pudessem voltar à vida julgo que os comportamentos eram diferentes: para melhor. 
Se há quem fez por revolucionar este Mundo e contribuiu para os eventos que hoje usufruímos também houve, e muitos, quem o destruiu. Só pensaram na sua raça e as outras eram para servir de cobaias. Aconteceu com a escravatura do branco sobre o negro e do branco sobre o branco.
Também nós portugueses contribuímos para a escravatura do branco sobre o negro. Nas chamadas províncias ultramarinas deixamos o nosso quinhão. Não soubemos sair a tempo e saímos com saldo negativo quer no que lá se investiu quer nos mortos e nos feridos. Fez ontem cinquenta e dois anos que tudo começou. Não se fizeram tréguas e o resultado foi o que se viu. Foi preciso a revolução do vinte e cinco de Abril de mil novecentos e setenta e quatro para pôr fim àquela carnificina. Ali passei vinte e três meses e sei do que falo.    
Da escravatura do branco pelo branco houve quem se opusesse mas sofreu juntamente com o seu povo as agruras do tempo. Refiro-me ao holocausto que originou a segunda guerra mundial. A primeira começou após uma briga entre o Império Austro-Húngaro e a Sérvia pela impunidade em relação aos responsáveis pelo assassinato de Sarajevo, do Arquiduque do Império Austro-Húngaro, Francisco Fernando e sua esposa Sofia, pelo sérvio nacionalista Gavrillo Princip em que o Império Alemão, Império Austro-Húngaro e Império Otomano resolveram vingar-se da Sérvia. As forças denominadas de a Tríplice Entente (liderada pelo Reino Unido, França, Império Russo (até 1917) e Estados Unidos a partir de 1917 opuseram-se e deu-se a chamada primeira guerra mundial.
Anos mais tarde com o Mundo refeito das barbáries da primeira guerra mundial Hitler resolveu criar outra guerra esta denominada como a segunda guerra mundial. 
Queria criar uma raça superior. Só quem tivesse olhos azuis e bom porte físico tinha direito a habitar o mundo. Não se importou de destroçar a raça judia para mostrar ao Mundo quem era a Alemanha e ele próprio. 
Como em tudo, a primeira investida, fez-se sobre o mais fraco. Só que não contou que havia quem não comungasse com esse ideário e deu-se a segunda guerra mundial.
Só que na guerra ninguém ganha. Todos perdem. E, os que mais perdem são os mais pobres e humildes. As guerras só servem para promoção dos seus inventores e fábricas de material de guerra. Depois de acabar ninguém venceu. Feitas as contas todos perderam. Se fizermos uma retrospectiva verificamos isso.
Hitler que foi idolatrado pelo seu povo e alguns países morreu sem ninguém saber como. Outros tirânicos tiveram igual sorte. E mais vão ter porque julgam que tudo é seu.
Julgam que tudo lhes corre de vento em popa. Não sabem que atrás de uma grande serra existe outra ainda maior.
Não olham para exemplos como os Nelson Mandela. Foi o mais humilhado da África do Sul e tudo perdoou. Hoje todo o Mundo lhe rende homenagem. Perdoou aos carrascos. Outros também tiveram postura digna para com o seu povo. 
Hugo Chavez que depois de ganhar umas eleições democráticas foi feito prisioneiro pelos seus opositores sendo dias depois libertado. Voltou a concorrer e voltou a ganhar. Hoje às portas da morte não têm consideração à sua dor e doença.
Outro é Fidel Castro. Embora discorde da sua ditadura reconheço o seu feito. No apogeu da sua vida deu tudo para que a sua ilha não fosse um passatempo de férias dos americanos. 
A invasão da Baía dos Porcos foi uma tentativa dos exilados anticastristas formados pelo governo dos Estados Unidos da América para esse fim. De todo em vão. 
A tudo resistiu Fidel Castro e o povo cubano. Hoje vê-se curvado pelo peso dos anos e das suas decisões. Talvez faça um balanço e reveja injustiças. Mas é nestes momentos e nesta idade que os governantes fazem um exame de consciência. 
Pena não a fazerem durante a governação e olharem por quem merece ser olhado porque todos temos um fim.     

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