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terça-feira, 25 de março de 2025

RTP-1 – José Rodrigues dos Santos (JRS) abaixo de cão:

Sei que JRS se julga ungido para impunemente promover os seus livros e as suas ideias sem que lhe lembrem a imparcialidade a que o canal público o obriga.
Podia recordar as suas atitudes impróprias em que há muito reincide, mas nunca, como ontem, no telejornal das 20H00, o tinha visto violar tão grosseiramente o estatuto de jornalista e degradado tanto a ética e a correção, como o fez ao entrevistar o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo.
Convidado, como os outros líderes partidários, a propósito das eleições legislativas que se avizinham, JRS interrogou-o sobre a decisão de os deputados do PCP não aplaudirem os deputados ucranianos recentemente ovacionados na AR pelos das outras bancadas.
Irascível, pela conduta que JRS considerou imprópria, debateu com Paulo Raimundo a censura que estava subjacente ao exigir-lhe que o PCP aceitasse que era sua obrigação defender o envio de armas para a Ucrânia na guerra contra a Rússia.
E não mais o largou ou mudou de tema até lhe agradecer a presença na RTP, para ele provar a Paulo Raimundo e ao PCP que quem tem razão é ele, José R. Santos.
E, perante a surpresa de Paulo Raimundo, se a entrevista era só aquilo, respondeu que já tinham passado os 10 minutos.
Se ninguém se indignar, se a RTP não apresentar desculpas ao PCP e ao seu secretário-geral, Paulo Raimundo, é a democracia que já se combate no canal público.

Deixo aqui a minha solidariedade ao PCP, aos seus militantes e simpatizantes e o meu repúdio pela vergonhosa conduta do agente provocador da extrema-direita que arrastou ontem para a lama o canal público.

Carlos Esperança 

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