- regista Alfredo Barroso, satisfeito por tão crua demonstração
Tal como escrevi e publiquei aqui, no 'facebook' (e tentei publicar no 'DN' mas a 'sumptuosa' direcção deste jornal nem sequer se deu ao trabalho de me responder), quer o BE, partido 'trotskista', quer o PCP, partido 'estalinista', têm como tronco comum o 'leninismo'. E o que Lenine proferiu, no último escrito que publicou, em 1923, nunca será esquecido por Jerónimo e Catarina (apesar de desavindos).
De facto, esse derradeiro texto de Vladimir Ilitch Ulianov (Lenine), com o significativo título «Mais vale menos mas melhor», é reconfortante para ambos, ao seguirem à risca o que ele escreveu, a saber: «É tão-só depurando ao máximo o nosso aparelho, procurando reduzir a nada tudo o que não é absolutamente necessário, que poderemos manter-nos com toda a força e segurança». Cada qual por seu lado, acha que «o partido reforça-se depurando-se».
Nem Jerónimo nem Catarina fazem caso de um velho provérbio chinês que, na sua versão mais doce, diz assim: «As palavras que proferimos são como o dedo que aponta para a Lua. Se continuarmos a observar os dedos nunca veremos a Lua». Bem mais crua é a versão mais dura: «Quando um dedo aponta para a Lua, o tolo olha para o dedo»...
Impressiona-me ainda mais, todavia, a persistência com que Jerónimo e Catarina parecem querer passar a si próprios um triste 'atestado de estultícia política', ao insistirem que foi o PS que quis abrir esta crise, por desejar eleições para conquistar a maioria absoluta...
E o grande enigma continua. Mas, então se assim era, porque razão é que não impediram que o PS conseguisse novas eleições, abstendo-se ambos os partidos (embora bastasse a abstenção só dum deles) logo na primeira votação do OE para 2022 apresentado pelo Governo PS na Assembleia da República?! Podiam perfeitamente aproveitar o "debate na especialidade" para deixarem ainda mais claras as suas exigências, e depois haveria a "votação final global" para exprimirem ou a sua satisfação ou o seu descontentamento, o qual, mesmo assim, poderia manifestar-se através da abstenção...
Será que Jerónimo de Sousa e Catarina Martins querem que eu faça um desenho para explicar ainda melhor essa irremediável contradição, essa fatal inconsistência de ambos, vítimas do seu próprio erro?!
Campo d'Ourique, 2 de Fevereiro de 2022
Alfredo Barroso
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