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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Sondagem Pitagórica: PS vence com margem confortável, direita cresce, mas esquerda mantém maioria na AR:

Sondagem feita para a TVI e CNN Portugal mantém Bloco de Esquerda como terceira força política, embora seja à direita que se registam maiores subidas

Se fosse hoje, o PS voltaria a vencer as eleições legislativas, com 39,6% dos votos. Os números são da mais recente sondagem da Pitagórica, feita para a TVI e para a CNN Portugal e divulgada esta quarta-feira, que dá um aumento da distância entre PS e PSD face aos últimos estudos de opinião divulgados. E significariam uma subida da votação alcançada por António Costa em 2019.

A mesma sondagem põe o PSD com 30% das intenções de voto, a quase dez pontos percentuais dos socialistas. Na sondagem Expresso/SIC divulgada no final do ano, a diferença era de 7pp. Aliás, contando com a margem de erro, mesmo o melhor cenário estimado para o partido liderado por Rui Rio (33,7%) fica abaixo do limiar mínimo do PS, que está nos 35,6%. E no limiar máximo, o PS fica perto da maioria absoluta (43,6%).

De acordo com os resultados, a terceira força política em Portugal continuaria a ser o Bloco de Esquerda, embora com uma quebra significativa face às duas últimas eleições legislativas, em que ficou sempre a rondar os 10% — passaria para 6,4%. Também a bancada parlamentar do outro membro da ‘geringonça’ agora desfeita ficaria encolhida, já que a CDU (PCP + PEV) recolhe, por agora, 5,1% das intenções de voto. Ainda assim, somadas as estimativas, o Parlamento voltaria a ter uma maioria de esquerda.

Mesmo em minoria, a direita é quem mais cresce face às legislativas de outubro de 2019, sobretudo o Chega e o Iniciativa Liberal. Ambos aparecem na sondagem da Pitagórica acima dos 5%. O partido de André Ventura com 5,7%, quarta força política no país. E o IL com o mesmo resultado que a CDU, 5,1%.

O CDS e o PAN aparecem como dois dos partidos mais prejudicados pelas eleições antecipadas. O primeiro com 1,5% das intenções de voto, o segundo pouco acima (1,8%), ambos longe dos resultados de 2019, que permitiram eleger 5 e 4 deputados, respetivamente.

A amostra foi feita com recurso a 600 chamadas telefónicas e mostra ainda que há 24,3% de indecisos.

Maioria prefere que vencedor governe; Pedro Nuno Santos preferido para ‘geringonça’ 2.0

Os inquiridos responderam a outras perguntas sobre a atualidade política do país, entre as quais a questão sobre quem deve governar: o partido que vence as eleições ou, como em 2015, o partido que reunir maioria no Parlamento?

Apesar da mudança de paradigma com a formação da ‘geringonça’, a maioria ainda prefere que seja o partido vencedor a governar: 58%, contra os 38% que acreditam numa solução de convergência parlamentar (além de 4% que não sabem/não respondem). Na caracterização das respostas, vê-se que é o eleitorado do PSD, certamente marcado por essa eleição de 2015, que se mostra mais a favor da solução do vencedor a governar. Na posição oposta, está sobretudo o eleitorado da CDU e as faixas etárias mais jovens.

No caso de o PSD sair vencedor das eleições e António Costa se demitir, como tem referido que fará nesse cenário, o nome de Pedro Nuno Santos é o mais vezes referido para suceder ao atual secretário-geral do PS, como forma de abrir caminho a um novo acordo à esquerda. Além dos 22% a apontar para o até aqui ministro das Infraestruturas e da Habitação, há 13% a escolher Marta Temido e 11% a preferir a líder da bancada parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes.

Os 600 participantes na amostra responderam ainda sobre os temas que estarão em discussão ao longo da campanha, sendo que a exploração de lítio e petróleo na costa portuguesa, o fim das PPP na saúde e na educação e ainda o fim das touradas são os que mais os dividem. A maioria é a favor de energia 100% renovável até 2040, limitação dos mandatos dos deputados a 12 anos, como nas autarquias, transportes gratuitos até aos 18 anos e aumento do salário mínimo para 800€ já em 2022, em vez dos 705€ aprovados.

Expresso 

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