Os debates televisivos mais uns que outros de certa forma tem sido um pouco esclarecedor. Exceptuando, é claro, André Ventura. Este vive a destilar lama, aliás, foi lá que nasceu. “Nunca lute com um porco. Você fica sujo e o porco gosta”.
Tirando o André Ventura tudo decorre na paz do senhor.
Quem chumbou o Orçamento de Estado contribuindo para a dissolução da Assembleia da República diz com cândida voz que o PS é que proporcionou esse chumbo. Que o fez para ir para eleições para pedir e lutar por uma maioria absoluta. Não vêem que sendo assim quem se tornou idiota foi o BE e PCP.
Se sabiam isso abstinham-se e assim o PS não podia concorrer para uma maioria absoluta. Agora andam a mendigar para que tal não aconteça e Catarina Martins diz que tal não vai acontecer.
Quem se está a substituir aos portugueses são as televisões seus comentadores e politólogos.
Prevejo que dentro em breve nós portugueses não contamos para nada. As mesas de voto vão deixar de existir. Temos quem escolha por nós.
Não sou contra os robôs. Mas não gosto que façam de mim robô. Já bastou o que a outra “senhora” fazia aos portugueses.
Estava tudo combinado. Não admirava que Américo Tomás – o homem que chegou a Coimbra e disse aos estudantes: “esta é primeira vez desde a última que estiva aqui!” – fosse eleito em vez de Humberto Delgado.
É assim que essas pessoas – comentadores e politólogos – habituados ao conforto dos seus estúdio e escritórios querem decidir o voto do povo.
O povo é soberano e sabe o que é melhor para ele.
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