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domingo, 6 de setembro de 2020

A Restauração e a sua crise:

Não digo que a haja em certas localidades do País. Mas hoje pude presenciar o quanto tem de falácia numa localidade que visitei. Terra lindíssima. Não quis ser Cidade porque se sente bem como Vila. Estou a referir-me a Ponte de Lima.

Há anos que a não visitava. Por isso hoje resolvi com a minha esposa ir lá almoçar arroz de sarrabulho acompanhado com uns rojões. O estômago quer meu ou da minha esposa ansiava pela chegada a Ponte de Lima para degustar os anos que ali já não ia.

Só que chegados a Ponte de Lima por volta do meio-dia depois de estacionar a viatura no Largo onde se faz a feira tratamos de ir almoçar. As horas e os estômagos assim o desejavam. Só que não contava com amontoado de gente à porta para serem chamados para o dito almoço.
O Restaurante no seu interior estava à “pinha”. Dirigi-me a um funcionário para marcar lugar e foi-me dito que devia demorar uns quarenta e cinco minutos para ter lugar. Disse-lhe que ia dar um passeio pela vila e às horas mencionadas – treze – ali estaria.
Chegada essa hora para ali me desloquei. Só que os clientes à porta do Restaurante eram cada vez mais. Falei com o dito funcionário o qual me disse que ainda teria de esperar mais uns trinta a quarenta e cinco minutos. Perante isto abalei dali para fora.
Desloquei-me a outro fui atendido por uma funcionária que apontou o meu nome na lista de espera e disse-me que devia demorar uns quinze minutos, mas para me deslocar para um lugar onde estavam mais pessoas à espera da vez. Eram tantas que não acreditei na espera de quinze minutos.
Os estômagos quer meu quer da minha esposa já reclamavam por falta de pasto. A minha esposa ainda sugeriu comermos umas sandes que se vendiam no mercado que ali estava a ser realizado. Disse-lhe: vir a Ponte de Lima, terra dos rojões, comer uma sande não batia a bota com a perdigota.
Deambulamos por mais restaurantes, mas sempre a mesma coisa. Todos a abarrotar. Não me queria dispor a comer uma sandes. Até que vi um, mas na ementa não constava o arroz de sarrabulho e os rojões.
A hora do almoço já ia longe. Não tivemos outra solução que nos “agarrar” à ementa do dito Restaurante. Era de serviço de refeições ligeiras. Mas diga-se em abono de verdade que fomos bem atendidos e o preço irrisório numa terra de turismo.
Depois de almoçados fomos ao dito mercado – género de feira – fazer umas compras: figos, castanhas, presunto. Aqui e em jeito de conversa disse para a vendedeira: dizem que há uma crise na restauração e vir de uma certa distância para comer arroz de sarrabulho e rojões e ir daqui sem o degustar dá a entender que a dita crise é uma falácia. Diz a vendedeira: aqui não há crise nenhuma! Há pessoas que não gostam de trabalhar e dizem mal de tudo. A restauração não tem mãos a medir. E nós com os artigos regionais levamos bem a vida. Haja sim vontade de trabalhar.
Por mim digo: Quando voltar a Ponte de Lima a primeira coisa que faço logo que ali chegue é ir marcar lugar para não acontecer como hoje. Ir a Ponte de Lima e não comer o arroz de sarrabulho e rojões não volta a acontecer.
Porque há um ditado que diz: gato escaldado de água fria tem medo.

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