Saiu há
dias a notícia de uma deliberação do Conselho Superior da Magistratura a
autorizar um Procurador a fazer parte dos corpos dirigentes de um clube de
futebol. A autorização foi dada, com declarações de voto e abstenções mas foi
dada, embora reconhecendo que aquelas funções não prestigiam a magistratura e
que o chamado mundo da bola não é local recomendável a quem tem de zelar pelo
cumprimento das leis da República. Hoje o meu amigo Castro Lousada, ilustre
causídico na cidade de Tomar onde estudei e brilhantíssimo para-quedista
militar (para não referir o pai) publicou no seu mural do FB uma notícia/texto
ao que julgo retirado do Expresso, que desce aos círculos mais profundos do
Inferno (da Divina Comédia, de Dante) e que aqui adiante reproduzo, e que
envolvem personagens das trevas, que envolvem o fascismo internacional, o
branqueamento de capitais para fins mais do que suspeitos, malta da bola, o
ninho de víboras do gangue sob forma de partido político que cada dia parece
ser mais claro reunir-se sob o disfarce
do Chega. Temos então um suspeito americano, o dito Chega do Ventura, uma
agremiação conhecida por clube Canelas, e pela sua violência a coberto do
futebol, dirigido por uma figura sinistra alcunhado ou auto-intitulado por
Macaco e que se preparam, os intervenientes, para utilizarem o tal clube de
futebol Canelas como barriga de aluguer através da transferências de capitais.
Ou branqueamento. É neste mundo que se movem Canelas, Macacos, traficantes de
mais do que duvidosas intenções, também magistrados. E tudo sem que o Banco de
Portugal, que tem responsabilidades de fiscalização dos crimes de branqueamento
de capitais e a Judiciária e o MP (que fornece magistrados para este mundo)
pareçam ver alguma coisa de anormal.
Aqui deixo o texto de Castro
Lousada e a fotografia do tal empresário da bola.
Segundo o Expresso, um tal Caeser DePaço,
recém-exonerado cônsul de Portugal em Palm Cost, nos EUA, e dono da
multinacional americana Summit Nutritionals, empresa de matérias-primas da
industria farmacêutica e alimentar, quer adquirir a maioria do capital da
futura SAD do Canelas 2010, gerido por este sujeito da foto. Segundo o
semanário, Madureira pensa ficar com 39% da SAD, o clube com 10% e o DePaço com
o resto do capital accionista. Madureira e DePaço conheceram-se, segundo
aquele, através do vice-Presidente da Distrital do Porto do Chega, José
Lourenço. DePaço ligou-se ao futebol através da Secção de Boxe do FCP, da qual
a Summit Nutritionals é patrocinadora oficial, bem como das camisolas do
Canelas. Lê-se ainda na notícia que o líder do Chega no Porto está a braços com
um processo de difamação no Brasil e na lista dos devedores fiscais em
Portugal.
O Canelas devia ter sido
irradiado do futebol mas a justiça desportiva é uma paródia. O Madureira tem de
ser novamente investigado pelo MP e Fisco e levado a julgamento pois ninguém de
bom senso acredita que os sinais exteriores de riqueza que exibe lhe tenham
caído do céu. E o Ventura tem de explicar sem tibiezas que tipo de ligações tem
com esta gente. Leio no jornal que DePaço é apoiante do Chega e que Ventura não
esclareceu a questão do financiamento.
Missões do Banco de Portugal:
O Banco de Portugal tem competências de supervisão preventiva do
branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo (BCFT) do setor
financeiro, zelando, em primeira linha, pelo cumprimento por parte das
entidades financeiras dos seguintes deveres:
• Identificação e Diligência;
• Comunicação de Operações
Suspeitas;
O branqueamento de capitais é o processo
pelo qual os autores de atividades criminosas encobrem a origem dos bens e
rendimentos (vantagens) obtidos ilicitamente, transformando a liquidez
proveniente dessas atividades em capitais reutilizáveis legalmente, por
dissimulação da origem ou do verdadeiro proprietário dos fundos.
São estas atividades que unem o
Chega e o Canelas, o Ventura e o Macaco, mais o tal americano e a que se chama
também o mundo do futebol, com benção de entidades fiscalizadoras e
magistratura.
Da página do Facebook de Carlos Matos Gomes

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