Está uma manhã de sol esplêndida. O Sol entra pelas janelas e varandas do meu apartamento dando a impressão de me convidar a uma saída. Aliás, era o meu habitual. Mas respeitando o Estado de Emergência decretado e, como bom português, aqui estou retido entre as quatro paredes, só saindo para o indispensável da vida.
A minha rua que há dias era barulhenta tornou-se num sossego em que só se ouve os passarinhos que até há dias andavam mudos.
Não há o barulho do trânsito automóvel, de pessoas a passar a pé para a sua vida quotidiana, dos alunos do ciclo, de mulheres a falar na rua, que eu por brincadeira dizia para a minha esposa: amanhã vamos ter chuva. É que corre a lenda que num dia de sol estando várias mulheres a falar era prenúncio de chuva ao outro dia.
Mas deixando os prenúncios e socorrendo-me da realidade dá tristeza ver este panorama.
Nós Freamundenses que gostamos de discussões fortes e sérias de um momento para o outro tornamo-nos em mudos. Será o medo de na expulsão de gotículas (perdigotos) contagiemos o próximo? Em casa tenho receio de entrar em diálogo extenso como a minha esposa por causa do que atrás referi.
Mas como se usa dizer que há mais vida para além dos nossos receios todas as cautelas são pertinentes.
Por falar em receio:
Quando me encontrava ao serviço do Exército Português em Angola quando íamos fazer operações aos acampamentos dos chamados “turras” íamos de um modo geral de vinte e cinco soldados para cima, que é quanto comporta um pelotão. Todos com receio, evidentemente.
Mas eu pensava com os meus botões: é impossível que entre tantos venha uma bala dirigida a mim. Azar por azar é natural que vá para outros. Também derivado à minha especialidade ía sempre a meio da fila indiana.
Neste momento penso:
Estou remetido a casa. Será o bastante? Claro que não! Se assim fosse para erradicar o vírus bastava estarmos em casa. Os que a têm! Coitados dos sem-abrigo. Mas para esses também se arranjava solução.
Termino dizendo:
Com este tempo de sol nesta segunda-feira dá-me uma real gana de ir dar um passeio a pé. Mas tenho logo a voz da minha esposa: olha a tua idade e a tua saúde.
Por isso por aqui me fico...
A minha rua que há dias era barulhenta tornou-se num sossego em que só se ouve os passarinhos que até há dias andavam mudos.
Não há o barulho do trânsito automóvel, de pessoas a passar a pé para a sua vida quotidiana, dos alunos do ciclo, de mulheres a falar na rua, que eu por brincadeira dizia para a minha esposa: amanhã vamos ter chuva. É que corre a lenda que num dia de sol estando várias mulheres a falar era prenúncio de chuva ao outro dia.
Mas deixando os prenúncios e socorrendo-me da realidade dá tristeza ver este panorama.
Nós Freamundenses que gostamos de discussões fortes e sérias de um momento para o outro tornamo-nos em mudos. Será o medo de na expulsão de gotículas (perdigotos) contagiemos o próximo? Em casa tenho receio de entrar em diálogo extenso como a minha esposa por causa do que atrás referi.
Mas como se usa dizer que há mais vida para além dos nossos receios todas as cautelas são pertinentes.
Por falar em receio:
Quando me encontrava ao serviço do Exército Português em Angola quando íamos fazer operações aos acampamentos dos chamados “turras” íamos de um modo geral de vinte e cinco soldados para cima, que é quanto comporta um pelotão. Todos com receio, evidentemente.
Mas eu pensava com os meus botões: é impossível que entre tantos venha uma bala dirigida a mim. Azar por azar é natural que vá para outros. Também derivado à minha especialidade ía sempre a meio da fila indiana.
Neste momento penso:
Estou remetido a casa. Será o bastante? Claro que não! Se assim fosse para erradicar o vírus bastava estarmos em casa. Os que a têm! Coitados dos sem-abrigo. Mas para esses também se arranjava solução.
Termino dizendo:
Com este tempo de sol nesta segunda-feira dá-me uma real gana de ir dar um passeio a pé. Mas tenho logo a voz da minha esposa: olha a tua idade e a tua saúde.
Por isso por aqui me fico...

Sem comentários:
Enviar um comentário