No último Debate Quinzenal houve uma troca de discurso entre
o Deputado, Ricardo Baptista Leite e Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia
da República, sobre os debates quinzenais em tempo de Pandemia.
Disse Ricardo Baptista Leite: que era um erro expor os
deputados a essa situação sendo possível ser feito em conferência de líderes.
Este aparte foi feito no início da intervenção do PSD ao Governo. Depois do Primeiro-ministro responder e antes do Presidente da Assembleia da República dar voz a outro partido fez uma chamada de atenção a Ricardo Baptista Leite dizendo:
Este aparte foi feito no início da intervenção do PSD ao Governo. Depois do Primeiro-ministro responder e antes do Presidente da Assembleia da República dar voz a outro partido fez uma chamada de atenção a Ricardo Baptista Leite dizendo:
“Se estamos aqui é pelo facto da
Conferência de Líderes assim o exigiu com uma votação em que estiveram de
acordo PS, BE, PCP e Verdes –, pelo menos estes estiveram, julgo eu –, e as
maiorias são para se respeitarem, portanto essa crítica não deve ser feita”.
Entretanto Ricardo Baptista Leite
pediu a palavra para defesa da honra e disse que o que tinha dito era em defesa
dos deputados.
O que levou como resposta:
“Senhor deputado se pedimos aos
portugueses, aos patrões e funcionários públicos para trabalhar porque não nós
para dar o exemplo!”
Depois o PSD voltou a pedir a
palavra e foi a vez de Rui Rio questionar que quanto ao PSD a Assembleia da
República devia de entrar em serviços mínimos.
Ao qual o Presidente da
Assembleia da República retorquiu:
“Senhor deputado ficou
determinado em Conferência de Líderes que só devia estar presente durante este
período um quinto dos deputados de cada partido e pelo que vejo só deviam estar
presentes por parte do PSD dezoito deputados e estão trinta e seis!
Dito isto Rui Rio pediu novamente
a palavra para dizer:
“Senhor Presidente estou de
acordo com o que disse o deputado Ricardo Baptista Leite e o que disse o senhor
Presidente por isso abandono o Hemiciclo”.
Agora digo eu:
Quando vi e ouvi o deputado
Ricardo Baptista Leite na sua chamada de atenção pensei. Às tantas está a pedir
para haver serviços mínimos na Assembleia da República e vai pedir a suspensão
temporária de deputado para se oferecer como voluntário uma vez que é médico, ao
SNS. Mas não!
Assim como sou de opinião que
todos os Deputados, Presidentes de Câmara de Junta de Freguesia e demais
agentes da Função Pública que tenham actividades de saúde se ofereçam como
voluntários para debatermos esta pandemia.
Mas isto sou eu a pensar!
Pelo que sei até hoje só um se
ofereceu como voluntário e foi prestar actividade médica que foi Manuel
Piçarro. Houve outro que a Imprensa noticiou, mas não passou de mentira. Foi
requisitado pelo Exército.
Todos apregoam, mas tem medo. E
isto leva-me a recordar quando estive no Exército em Angola nas vésperas de
operações mais perigosas haver soldados que nas vésperas tinham febres altas e
assim não podiam fazer parte da operação.
Mais tarde, muito tarde, já na
vida civil, vim a saber que essa febre era derivada a esses soldados
introduziram um alho no cu. E hoje penso: Espertos!
Eu não seria capaz de fazer isso.
No meu cu até há data não entrou nada, só saiu.
Por isso entendo que se houvesse
uma ordem no sentido de quem tem habilitações para esse desempenho havia
deputados que introduziam um alho no cu.
Por outra.
Porque numa hora de se cerrar
fileiras os Bastonários da Ordem dos Médicos e Enfermeiros assim com dos vários
Sindicatos Médicos e Enfermeiros não se oferecem como voluntários?
Não o fazem e estou em crer que
ia ser um desbaste nos alhos.
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