Segundo dia da greve dos camionistas e as televisões ficam sem notícias, porque a requisição civil põe toda a classe profissional em movimento reduzindo a quase nada os já minguados piquetes de ontem. Contra o aventureirismo suicida dos pseudo-sindicatos o governo agiu eficientemente para devolver a normalidade ao país.
O que se tornou ensurdecedor foi
o silêncio dos partidos da oposição, que não arriscam o erro cometido em maio
quando convergiram na aprovação todo o tempo de serviço dos professores e viram-se
seriamente penalizados nas eleições europeias. A única declaração de Rui Rio -
a de propor a greve para depois das eleições - ainda agora está a ser
interpretada para compreender-lhe verdadeiramente o esdrúxulo sentido, que
todos estimam absurdo. O CDS aprovaria porventura a afirmação da autoridade do
Estado perante a ameaça do caos social, mas só quando poderia ser ator e não
espectador de tal situação. O Bloco arriscou uma posição idiota confundindo os
grevistas com proletários integráveis na Revolução futura sem entender como o
verdadeiro inimigo avança com agentes provocadores, tipo Pardal, quando sente
perigados os seus interesses. E foi a tímida posição do PCP a mais sensata,
chamando a atenção para o quanto a legislação laboral fica em xeque com estes
pretextos, mas não deixando de denunciar o carácter equívoco da luta
inorgânica, que lhes estão subjacentes.
Estes têm sido os dias em que
António Costa melhor tem demonstrado como se governa com inteligência,
competência, serenidade e sentido de Estado.
Publicada por jorge rocha
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