sábado, 11 de fevereiro de 2017

O “ almeidinha” !

(Joaquim Vassalo Abreu, 11/02/2017)

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Com letra pequena, de propósito. Para que não haja confusões, e desde logo, com o enorme respeito e admiração que tenho para com os verdadeiros “Almeidas”, esses que tratam de recolher as folhas para que elas não entupam as sarjetas, para que as águas corram e fluam livremente, escorram comodamente e, isso fazendo, evitem que o lixo as entupa.
Os que limpam os jardins, as bermas das estradas e passeios, e que fazem das nossas aldeias, vilas e cidades, lugares limpos e aprazíveis para se viver… E embora seja palpável a evolução do civismo das nossas gentes (seleção de lixos vários, departamento dos mesmos, cuidados educacionais que são visíveis e não o sendo são, de imediato, alvo de crítica…), claro que no bom sentido, subsistem sempre, como em todas as profissões, os bons e os maus profissionais.
E, por isso, vos vou falar de um “almeidinha” que, mesmo sendo “Almeida”, não demonstra ser um verdadeiro. Porquê? Porque este não é um exemplo de profissional, não é perito em varrer ruas, em limpá-las com aquela vassoura própria, e porquê? Porque, em vez de limpar, faz mais lixo! Não remove resíduos, nem limpa sarjetas: atafulha-as de lixo! Não trata das condutas: entope-as!
Mas em nome de quê, boquiabertos me perguntarão, em nome de quê, afinal? Da transparência! É mesmo: ele faz lixo, ele conspurca, ele entope, ele suja, mas tudo em nome da transparência, ou seja, da verdade. Que não da mentira. Da limpeza da mentira. Isto é: ele suja para que depois se limpe. E limpa ele o “almeidinha”, mais outros “almeidinhas”, seus comparsas!
Mas este “almeidinha”, de primeiro nome Joãozinho, coitadinho, tem uma conduta de vida de transparência feita. Reparem e relembrem só naquilo (que todos estão fartos de saber, eu sei) que ele disse, há uns tempos, quando era candidato a deputado por Aveiro, pelo seu CDS, ou PP, ou lá o que é. Disse ele: “SEM MENTIR NÃO SE GANHAM ELEIÇÕES”! Eu até diria mais: muitos nem a lugar algum chegariam, mas isso é outra conversa…
Querem mais limpeza? Mais transparência? Pela coragem demonstrada ( não é qualquer um que assume assim de ânimo leve que, mesmo sendo “almeidinha”, não limpa, antes suja), a de confirmar um pecado, para ele um simples pecadilho, eu sei, um pecadilho que dizem a todos pertencer mas que ele, assim dizendo, o concentra em si, manifestando assim, e à saciedade, o verdadeiro “Cristo” que há em si: Um “Cristo” mortificado pela dor de todos. Que coisa mais altruísta! Que exemplo!
Muitos o seu exemplo seguiram e, desde logo, o Coelho! O que ele não prometeu, Deus meu! E não é que venceu? Esse dito foi também uma luz para o Paulo e uma boa nova para a Maria de Anunciação. Assunção, perdoem!
E o nosso “almeidinha” (isto soa a qualquer coisa de árabe, não soa?), de primeiro nome Joãozinho, coitadinho, talvez coberto por uma aura divina, um manto diáfano que o protege de qualquer contaminação, tal qual qualquer Marques Mendes desta vida, em tendo seu pecado, ou pecadilho confessado, e assim estar perdoado, trata agora de expurgar todo o arremedo de mentira que para aí possa existir. Como zelote das boas maneiras e costumes. Como se fosse um bom “almeidinha”.
E então, como “almeidinha”, faz o seu serviço sim, mas com uma característica própria: Em vez de limpar, faz lixo! E faz lixo para depois tentar reparar o dano por si feito. Que o lixo cresça, tudo entupa para ele, depois, o vir limpar.
É isto que o nosso “almeidinha” e toda a sua comandita têm vindo a fazer. E ele sempre ali estará, pronto a limpar o lixo por si e seus comparsas feito, mas sempre de barba limpa e aparada, de cabelo redondo e acentuada menelha, de lábios rosados por croissants e café com leite e um manequim esculpido em suadas sessões de sauna…como deve de ser! Ai…
Ele é um “almeidinha” dos tempos novos, assim do tempo dos seus comparsas “bombeiros pirómanos”, também dos novos tempos: ateiam os fogos para depois os irem combater e apagar. Com aviões “granadeiros”, com helicópteros pagos a peso de ouro e para justificar o lugar: o de limpadores e de apagadores, dos maus vícios, do assomo ao consumismo, do quererem ter direitos, de arautos da segurança e donos de tudo e, principalmente, da verdade e da mentira.
Mas sucede que este “almeidinha” é a antítese, como disse, dos verdadeiros “Almeidas”: este, em vez de desentupir, entope! E torna-se ele próprio na sarjeta, entupida e nauseabunda, cheia de excrementos e lama. E é na lama que este “almeidinha” se dá bem. É um projecto de “Almeida”…é um garoto!
Outros da comandita poderia referir e logo, e em primeiro lugar, o Coelho, mas este, quando acha conveniente, resguarda-se na sua lura e manda aquele monte de coiso negro para a lide e ele, qual imperador romano, limita-se a erguer ou baixar o polegar. E aquele monte de coisa negra, qual leão no coliseu, investe, tenta romper, sempre de focinho erguido e apontado, mas sempre dirigido àquele esterco de que se alimenta…o da sobrevivência!
Por fim, mas não para acabar, eu também estava convencido, e nisso ia pegar, que a Maria de Assunção também ela era “Almeida”. Mas não, enganei-me, é “Oliveira”! Ora oliveira dá azeitonas, as azeitonas dão o azeite e ela será, portanto, uma “azeiteira”! É que ser “azeiteiro” não é só privilégio masculino, que diabo!
E, agora finalmente mesmo, parafraseando uma velha e conhecida canção do Paco Ibañes, também poderei dizer: Estes “almeidinhas” são os excrementos da nação…
Fui violento? Qual quê? Como dizia Bretch “ O rio é violento? Violentas são as margens que o comprimem…”. Ao que eu acrescento: Violento, eu? E quem agride, assim de forma deliberada e soez, a minha inteligência e capacidade de pensar? O que será?
Perdoai-lhes, Senhor e AMEN! Ou “À MAN”, como se diz em estrangeiro….
Estátua de Sal

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