terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Fitch, Ratings:

                                   (Joaquim Vassalo Abreu, 06/02/2017)

Eu sei que o Galamba já escreveu acerca da FITCH, mas como o Galamba é o Galamba e eu sou apenas um simples Vassalo, enquanto ele lhe pegou à forcado (digo assim porque temos que ter cuidado com as palavras…), eu decidi pegar-lhe de cernelha!
E então a Fitch não foi nada “fixe” porque, mesmo indo de encontro ao optimismo do Presidente Marcelo que, embora considerasse ser Portugal merecedor de melhor “lixo”, já se contentava com o que tem, manteve o nosso “rating” nesse tal “lixo”, o que fez exasperar e decepcionar a nossa Marilu, que considerou essa atribuição “uma má notícia”.
De modo que me assaltou a inevitável pergunta: O que seria para esta nossa notável produtora do mais variado “garbage” uma boa notícia? Um melhor lixo, assim um de qualidade superior, exportável mesmo, ou um sublixo, inclassificável e de reputação duvidosa e de pouco valor?
Um lixo exportável, sim, pois me lembro de ter ouvido há uns tempos uma notícia que dava conta de um montão de lixo, ali para os lados do sul, meio que abandonado e com origem de Nápoles! De Nápoles? Eu nem queria acreditar e logo pensei com os meus botões: querem ver que…mas fiquei logo por aí, não fosse a minha mente levar-me para tortuosos e perigosos pensamentos e até pensei que deve por aí haver um adágio qualquer que diga que: “quem se mete com lixo, lixa-se”, de modo que encerrei assim a coisa.
Mas, pelos vistos, há quem não se lixe, antes pelo contrário, e não sei se não será o caso da Marilu.
Pois vejamos: Se a Marilu achou a manutenção da classificação uma má notícia, quererá ela dizer que Portugal era merecedor de uma categoria superior de lixo? Um lixo catado e escolhido, separado de excrementos, de plásticos e objectos cortantes, um lixo utilizável e reutilizável, resultado de um aturado trabalho de tratamento e coisas assim? Não o creio, pois uma conclusão assim sofreria de uma insanável contradição e seria, para ela, uma capitulação. Não seria a aceitação do sucesso das políticas deste governo, políticas que tanto ela como o seu aluno tanto abjuram? Nem pensar! Eles ainda nem acreditam sequer que o défice ficou abaixo dos 3%, quanto mais nos 2,2 ou 2,3! Impossível, dizia ela, como impossível será eu lhe conceder essa leitura.
Donde concluo o óbvio: Ela ficou para lá de “fula” com a manutenção da qualidade do nosso lixo. Ela queria é que fosse considerado um lixo mais lixo ainda, um lixo inclassificável e apropriado à imagem desde também inqualificável, para ela, governo. Mas a Fitch não foi “fixe” a manteve inalterável o nosso lixo.
De modo que assim num repente (estas coisas surgem assim e não há nada a fazer), eu atingi a luz do lixo e um clarão, um trovão mesmo que me ia pondo os neurónios em curto circuito, iluminou a minha mente e a inevitável pergunta: Mas a Marilu não compra e vende “lixo”?  Na ARROW, sim na ARROW, na Flecha, essa mesma? A ARROW compra lixos vários (a que alguns chamam de “créditos malparados” e coisas assim, mas que não passam de lixos…) e vende esses mesmos lixos, mas já devidamente separados e reclassificados, não é?
Ora sigam lá o meu raciocínio: A FITCH, portanto, ao manter imutável a qualidade (ou preço) do nosso lixo, não o desvalorizando, não aportará mais valias para a Marilu e para a sua “Flecha”, um acréscimo de margem, em suma, que era o que ela sonhava, matando assim dois coelhos (salvo seja) com um tiro só. Saiu-lhe o tiro pela culatra, está visto!
Eu já sei que, à semelhança de outras vezes, uns vão dizer que eu devo andar a tomar coisas pois venho para aqui com teorias delirantes, outros que tenho uma fixação na dama, mas também dizem que também tenho no “damo”, mas eu digo-vos: nada disso! O único vício que tenho é fumar e cigarros de marca conhecida! Ah, e também bebo maduro tinto, e só!
Para a Marilu, está então mais que óbvio, quanto pior for o lixo melhor ele será e, também para ela, quem se mete com o lixo, sai sempre rico. Como os sucateiros com as sucatas: é igual!
E tanto é verdade que o DN ou o JN, dá no mesmo, trazia ontem uma notícia que dizia: Catorze (14) banqueiros portugueses, em Portugal, ganharam o ano passado mais de um milhão cada um. Eu sei que há todas as semanas um sorteio de um milhão, mas não, eles ganharam-no a produzir “lixo”. Esse mesmo que a Marilu e a Arrow compram…
E eu é que deliro, não é?

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