domingo, 27 de março de 2016

A Páscoa já não é o que era:

Hoje poucos ligam a esta efeméride. Antigamente esperávamos por este dia para recebermos algo. Fosse a consoada dos padrinhos, um estrear de um par de calças ou sapatos, no caso de sexo feminino um vestido ou uma saia que os nossos pais a custo nos iam dando. Uma ida ao barbeiro, hoje cabeleireiro, para o corte do cabelo que tinha lugar pela Páscoa, Festas Sebastianas e Natal. Também durante a semana era um arranjar de hera ou espadanas, estas no monte do Coração de Jesus, para engalanar e avisar as casas que estavam dispostas a abrir a porta para receber o Compasso.

Depois era acompanhar o Compasso às casa mais abastadas para se receber algo. Amêndoas, confeitos e outras guloseimas para saciarmos os nossos gostos. A angariação de hera e espadanas também tinha como finalidade arranjar uns trocos «dinheiro», para a compra de um chupa chupa na Semaria Bombeiro ou na Serrosa. Eram tempos difíceis mas vividos com mais alegria e devoção da de hoje. Gosto de lembrar este tempo. Desejá-lo não.

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