domingo, 10 de janeiro de 2016

Não estou esquecido:

Há muito que não escrevia um texto no facebook ou no meu blogue. Não era por falta de iniciativa mas sim porque estive duas semanas em Saint Étienne a passar a quadra do Natal e Ano Novo. Além disso o meu computador colapsou e não me fiz acompanhar com ele. O do meu filho é francês. Portanto o teclado é diferente o que me levou a não adaptar-me derivado à pontuação. Como gosto de ser um pouco perfeccionista resolvi não escrever nenhum texto. Ainda tentei no meu telemóvel mas só dava para pequenos comentários. Assim estive incomunicável com o facebook e blogue. Agora que já tenho o computador recomposto venho até junto de vós dar sinal de vida.
Com o tempo mau aqui em Freamunde e por todo o norte do País nem me aventurei a sair de casa. A chuva é bastante assim como o vento forte que não há guarda-chuva que lhe resista. Assim escrevo e vejo televisão. Ouço as notícias, especialmente a campanha eleitoral, e delicio-me a ouvir as baboseiras de Marcelo Rebelo de Sousa. O candidato que julgava que era meter-se no táxi contactar com alguns portugueses e a vitória era certa. Mas não é assim Marcelo. Há que confrontar-se com os outros candidatos.
E pelo que aconteceu com Sampaio da Nóvoa as coisas correram-lhe mal. O verniz estalou e a composição que Marcelo gostava de mostrar foi por água-abaixo. De serenidade passou a desbocado. Sempre a interromper Sampaio da Nóvoa mas cada vez mais mostrava os seus habituais ziguezagues.
É que se formos ao passado de Marcelo vemos o quanto foi protegido por seu pai, um ministro, que evitou que o seu filho fosse bater com os costados na guerrilha ultramarina de então. Aqui também teve a benevolência de Salazar e Marcelo Caetano seu padrinho de baptismo.
Protecção não lhe faltava. Assim, fala de peito feito, mas esquece a Mocidade Portuguesa, organização fascista, as cartas que escreveu a Salazar a agradecer-lhe a bondade para com ele e, outras coisas mais. Não falando da protecção da comunicação social quer escrita e televisionada. Pelo menos na TVI que durante quatro anos nunca teve um contraditório. Era uma espécie de jogo de avançada contra a defesa onde só existe uma baliza.
Assim, Marcelo julgava que eram favas contadas. Mas não. Elas vão ser contadas e de que maneira se houver uma segunda volta. O que eu julgo possível. Portanto Marcelo seja mais humilde. Sabe que os portugueses não gostam de fanfarrões.    

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