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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Nacos de vida. Poesia de Rodela:

Eterno viajante

Se a morte for tão doce como o vento,
em dias de verão, ai! quem me dera,
tê-la ali no portão à minha espera
para fazer o casamento.

Não temo as tuas garras podes vir
és de abraços abertos recebida
para que possas ser bem sucedida
quando esta alma suja, em ti, florir!

Que ninguém, por mim, reze nessa hora
façam de conta que eu me fui embora
e que volto amanhã a cada instante.

Sei lá se numa flor de primavera
ou talvez numa velinha de cera
Quero ser eterno viajante. 

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