sexta-feira, 13 de junho de 2014

Nacos de vida. Poesia de Rodela:

Confiança no futuro

Se eu pudesse mudar sozinho o mundo
nem as cabras do monte tinham dono
nem o dono das cabras tinha trono
seria o podre, limpo até ao fundo.

Mas por muito que a minha enxada corte
e sangrem os meus pulsos de cansaço,
os homens só irão dar este abraço
por certo, só depois da minha morte.

Confio neste dia, cegamente
e morto ou vivo eu vou estar presente
se mais não for nos versos, escrevi.

Para poder dizer: valeu a pena
a tinta que gastei na minha pena,
porque depois de morto enriqueci!...

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