Confiança no futuro
Se eu pudesse mudar sozinho o mundo
nem as cabras do monte tinham dono
nem o dono das cabras tinha trono
seria o podre, limpo até ao fundo.
Mas por muito que a minha enxada corte
e sangrem os meus pulsos de cansaço,
os homens só irão dar este abraço
por certo, só depois da minha morte.
Confio neste dia, cegamente
e morto ou vivo eu vou estar presente
se mais não for nos versos, escrevi.
Para poder dizer: valeu a pena
a tinta que gastei na minha pena,
porque depois de morto enriqueci!...
porque depois de morto enriqueci!...

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