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domingo, 19 de janeiro de 2014

Fez ontem trinta anos:

Que faleceu um dos maiores símbolos da poesia portuguesa e a comunicação social vista, ouvida ou escrita não fez eco desta efeméride. Se fosse um qualquer programa ou gato-pingado não faltavam notícias. Por exemplo: casa dos segredos. Mas assim não. Um homem que deixou um extenso reportório sobre a poesia portuguesa e a sua literatura não tem lugar nos telejornais. Triste País.
O Ministro da Cultura não ter um discurso, ainda que fosse pequeno, a lembrar José Carlos Ary dos Santos é uma afronta a essa mesma cultura. Depois admiram-se de ouvir Fernando Tordo dizer que vai emigrar porque este País já não é o seu. Verdade seja dita.
Este País é para Hugo Soares e quejandos. A cultura não tem lugar nestes anos de governo de Passos Coelho. Já Salazar gostava de governar com a ignorância. Quando temos um timoneiro (Cavaco) que só sabe comer bolo-rei e de cultura não percebe patavina como é que Portugal há-de ir para a frente.
Por isso tarde mas ainda a tempo quero lembrar José Carlos Ary dos Santos e publico um verso do nosso poeta António Rodela.

PARA TI ARY

Partiste mas não morreste
Meu irmão, meu camarada
P´lo povo tudo fizeste
Seguimos a a tua peugada.

Ary, ó voz da razão,
ó poeta da verdade
Teus poemas, coração
Do motor da liberdade.

São para ti estes versos
Com os teus não confundo
São para cantar nos berços
Dos filhos de todo o mundo.

Levantem alto as bandeiras
Pois tombou um combatente
Mas na frente das fileiras
Tu Ary… Sempre presente.

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