terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Olha para o que digo e não para o que faço:


Na Assembleia da República, depois das notícias nos órgãos de comunicação social sobre a deputada do PS, Glória Araújo, ser apanhada com 2,41 gramas de álcool por litro de sangue, sendo que o limite máximo permitido por lei é 1,2, houve quem viesse a terreiro pedir a sua demissão. Julgo que quem pediu essa medida fê-lo com intenção de credibilizar a Assembleia da República. Mas como credibilizar quem é um poço de más práticas! Aqui sublinho “poço” e não fundo sem poço. Para mim, só tinha de razão de ser, se o acto coincidisse no desempenho das suas funções.
Sendo assim tem tanto direito a deixar de desempenhar as funções como centenas de automobilistas apanhados nas mesmas circunstâncias. Espero que os mesmos que pediram a demissão de Glória Araújo façam o mesmo ao deputado do PSD, Mário Simões, por excesso de velocidade e falta de inspecção da viatura em que seguia. A agravar mais a situação a força policial que o autuou mandou a coima para a direcção que consta na carta de condução e foi dito que já ali não habita há uma década de anos.
Tal trapalhada é mais grave que a de Glória de Araújo por que esta assumiu logo a falta, o deputado do PSD anda de mentira em mentira, assim demonstra a sua documentação: uma morada na carta de condução outra no cartão de cidadão, etc, etc, quando se sabe que a direcção de residência de qualquer cidadão é só uma. 
Quando se pede aos portugueses que sejam honestos com as suas obrigações para com o Estado vê-se que quem tem responsabilidades acrescidas falta a tudo.
Assim fica demonstrado que o título do texto tirado da parábola de frei Tomás cabe como uma luva.  

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