quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Jorge Coelho:


Foi ontem prestar declarações à Comissão Parlamentar de Inquérito às Parcerias Público-Privadas, no âmbito das concessões Costa de Prata, Algarve e Interior Norte. Costumo assistir em directo no Canal Parlamento para depois fazer a minha avaliação. Foi o que fiz. Sempre admirei a frontalidade e sentido de oportunidade de Jorge Coelho. Não esteve à espera que pedissem a sua exoneração aquando do acidente da ponte de Entre-os-Rios. Demitiu-se ele mesmo. Outros há, que mentiram e continuam a mentir, estão a levar o País para um desastre maior e não têm a hombridade de se demitirem.
Assim se vê quem anda agarrado ao poder. Recebeu muitas críticas, tentaram arrumá-lo como político e homem, mas a tudo resistiu. Ainda ontem tentaram encostá-lo às cordas mas foi ele que encostou os deputados da maioria. Aquela de dizer que não considerava o Tribunal de Contas uma força de bloqueio como alguns membros de um antigo governo da República considerou, foi demais! Explico para quem não viu:
Nuno da Encarnação, deputado do PSD, disse que Jorge Coelho era frontal, ao contrário de muitos colegas seus, que sempre que eram confrontados com reparos ou críticas do Tribunal de Contas o diabolizavam. Jorge Coelho disse que não, que não foi ele ou os seus colegas do PS, que chamaram ao Tribunal de Contas força de Bloqueio. Que também reconhece que o Tribunal de Contas não é sagrado como os cristãos consideram a Bíblia. Depois disse que lhe veio à memória que quem preside o Tribunal de Contas é um seu camarada do PS e que foram os dois ministros no Governo de António Guterres. Portanto mais limpo que isso não pode haver. Estas tiradas se fossem numa luta de boxe punham Nuno da Encarnação KO.
Também referiu que quando era ministro recebeu de muitos deputados, presidentes (de e da) câmara, vereadores e muitos cidadãos a pedir-lhe que fizesse obras e arranjos mas nunca apareceu nenhum a abdicar dessas mesmas obras ou arranjos. 
Também Hélder Amaral levou pelas ventas. Ainda recorreu de serem Beirões mas a diferença de um e de outro é abismal. O ser-se frontal não se consegue no dia-a-dia. Nasce com a pessoa.
A outra espécie de deputado que se chama Altino Bessa em tudo que põe boca só usa especulações. Significado da palavra Altino: “ que veio da cidade de Altino e indica uma pessoa que confia na própria capacidade de contornar as dificuldades. Por isso, enfrenta os problemas com serenidade e paciência e, geralmente, se dá bem. Ajudado pela intuição, raramente perde uma parada”. Mas para azar do Altino, deputado do CDS, não consegue vencer nada e não acerta uma. Foi com Paulo Campos e agora com Jorge Coelho.
Rui Paulo Figueiredo, deputado do PS, disse que a vontade dos deputados da maioria em descobrir a verdade das Parcerias Públicas Privadas é como o diabo em ver a cruz e por isso chumba qualquer membro da área do PSD ou CDS para ali ser inquirido. Que assim não se está a contribuir para uma melhoria das mesmas. 
A conclusão que tirei deste inquérito e de outros anteriores foi que a maioria o que pretende é lavar a sua imagem com o sangue dos outros. 
E, para finalizar acrescento uma quadra dedicada a La Palice:“O Senhor de La Palice / Morreu em frente a Pavia; / Momentos antes da sua morte, / Podem crer, inda vivia.” Ao contrário Jorge Coelho está vivo e recomenda-se.

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