quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Quem nasce sujo, tarde ou nunca fica limpo:


Estamos a passar por uma fase que dificilmente vamos sair dela. A crise económica é grande mas maior é a de valor humano. Gente que constantemente é criticada na via pública arranja todos os estratagemas para lavar a sua face. Se dizem uma frase que a opinião pública critica, em geral, vêm logo dizer que foram mal interpretados. Nunca assumem o seu erro. Ele é sempre dos outros. Agarram-se a tudo o que podem parecendo lapas a agarrarem-se ao rochedos para sobreviverem. E como os moluscos, em moluscos, se transformam. Também estou a fazer lembrar o reclame do Omo lava mais branco ou o algodão não engana.
Um ministro de um governo fazer a figura que Miguel Relvas, jornalista, e Miguel Relvas ministro fazem, é de comparar aos sketches que certos humoristas faziam aos utilitários do Conde de Ferreira.
Faz lembrar Ivone Silva, na Rábula, Olívia Patroa, Olívia Costureira. Mas esta fazia-o para distracção do público e não para lavagem da sua imagem como Miguel Relvas. A não ser que esteja a querer ser actor da revista à portuguesa.
Se o está a tentar que desista que não consegue fazer rir os portugueses. Não me refiro à falta de vontade pelo facto da crise. Refiro-me à falta de qualidade de Miguel Relvas. Tudo que diz e faz os portugueses sentem comiseração dele. Que triste figura.
Quem disse! “Eu quero chegar a casa, depois de ganhar as eleições, todos os dias e quero que a minha filha tenha orgulho daquilo que está a ser feito”. “Eu no lugar do engenheiro Sócrates tinha vergonha, eu se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele”.   
Pode continuar a fazer de Miguel Relvas, jornalista, ou de ministro, que nunca vai abandonar a cepa torta. Quem nasce sujo, tarde ou nunca fica lavado. 

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