Um dia Passos Coelho fez um exame de consciência e resolveu ir-se
confessar a um padre. Escolheu um padre porque andava farto de ser criticado
quer pelo bispo D. Januário Torgal Ferreira ou pelo Cardeal Patriarca de
Lisboa, D. José Policarpo, assim como uma grande parte da igreja católica.
Na confissão disse que tinha mentido aos portugueses, que se sentia
arrependido, estava ali com o intuito de pagar a promessa que o padre
determinasse. O padre fez-lhe ver que mentir é feio. Que as mentiras tiveram um
efeito nefasto na vida dos portugueses. Para as mentiras serem perdoadas tinha
de fazer o seguinte: pegar numa almofada de dormir, numa faca, subir ao telhado
da sua casa, golpear as almofadas e depois voltar à igreja.
Como bom cristão, Passos Coelho, cumpriu com o determinado pelo padre. Depois
voltou à presença do padre o qual lhe perguntou: - O que achou dos golpes na
almofada? - Senhor padre todas as penas da almofada voaram devido às facadas
que lhe produzi e ao vento que se fazia sentir.
Agora para ficar perdoado tem de recolher todas as penas e voltar a
fazer uma almofada -disse-lhe o padre. Mas como senhor padre se as penas voaram
em todas as direcções! – Respondeu Passos Coelho. - É assim meu caro. Antes de
mentir aos portugueses não viu o efeito que isso podia ter na vida deles. Que
as suas mentiras tiveram um efeito gravoso, aproveitado pelas agências de
Ranking, que são geridas por agiotas. Que elas levaram a miséria à maioria dos
lares portugueses. Dou-lhe outra hipótese. Ou vai recolher as penas ou vai
contar as casas que levou à miséria.
Mal por mal prefiro as penas que são em menor número e não devem estar
tão dispersas – respondeu-lhe Passos Coelho.


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