Hoje não me apetecia escrever nenhum texto. Mas por respeito a quem me
lê e para que o blogue não fique sem notícias, neste vinte e cinco de Janeiro, não por falta delas, porque abundam e de que maneira. É só escolher. Se me
viro para a direita, não falta regozijo pela ida aos mercados, se me viro para
a esquerda, não falta quem condene tal acção.
Dou uma volta pela imprensa diária, escrita, vista ou falada e notícias há para todo o gosto. Desde que este mundo não é para velhos, até ao laquear das trompas a uma mulher, ou caso contrário, é-lhe retirado os filhos.
Que contradições! Em lugar de acarinhar e proteger quem se dispõe a ter uma carrada de filhos, num tempo em que casais portugueses abdicam da procriação, é imposto a laqueação das trompas ou retirada dos filhos a quem se prontifica a tê-los.
Que democracia! Porque não instituir uma lei de que quem não tiver mais que dois filhos tem de pagar um imposto! Afinal era mais filho ou imposto. E se estamos habituados a imposto atrás de imposto, talvez nos habituássemos como antigamente, a filho atrás de filho. E, depois podíamos repetir: Deus, Pátria, Família.
Mas não tem sido assim. Contra a vontade do ministro das finanças japonesas e um tal Carlos Peixoto, deputado na Assembleia da República, pelo distrito da Guarda, distrito em que abundam velhos e crianças não há, os velhos fazem um finca pé e não morrem. Estamos a voltar ao nazismo. Só quem for dotado de um belo físico e de olhos azuis é que tem direito à vida. Digo isto porque o Japão contribuiu para o holocausto e Portugal pôs-se de fora e até condenou Aristides de Sousa Mendes à miséria por ajudar povos indefesos.
É preciso ter lata! Depois de sentar o rabo nas poltronas da Assembleia da República e não perceber que foram esses velhos que contribuíram para que ele ali estivesse é de uma ingratidão a toda a prova. Assim como o ministro japonês julga que o é pelos seus lindos olhos.
Depois admiramos-nos que frases ou versos escritos noutros séculos estejam a par da realidade de hoje: “Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia-idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo”.
Dou uma volta pela imprensa diária, escrita, vista ou falada e notícias há para todo o gosto. Desde que este mundo não é para velhos, até ao laquear das trompas a uma mulher, ou caso contrário, é-lhe retirado os filhos.
Que contradições! Em lugar de acarinhar e proteger quem se dispõe a ter uma carrada de filhos, num tempo em que casais portugueses abdicam da procriação, é imposto a laqueação das trompas ou retirada dos filhos a quem se prontifica a tê-los.
Que democracia! Porque não instituir uma lei de que quem não tiver mais que dois filhos tem de pagar um imposto! Afinal era mais filho ou imposto. E se estamos habituados a imposto atrás de imposto, talvez nos habituássemos como antigamente, a filho atrás de filho. E, depois podíamos repetir: Deus, Pátria, Família.
Mas não tem sido assim. Contra a vontade do ministro das finanças japonesas e um tal Carlos Peixoto, deputado na Assembleia da República, pelo distrito da Guarda, distrito em que abundam velhos e crianças não há, os velhos fazem um finca pé e não morrem. Estamos a voltar ao nazismo. Só quem for dotado de um belo físico e de olhos azuis é que tem direito à vida. Digo isto porque o Japão contribuiu para o holocausto e Portugal pôs-se de fora e até condenou Aristides de Sousa Mendes à miséria por ajudar povos indefesos.
É preciso ter lata! Depois de sentar o rabo nas poltronas da Assembleia da República e não perceber que foram esses velhos que contribuíram para que ele ali estivesse é de uma ingratidão a toda a prova. Assim como o ministro japonês julga que o é pelos seus lindos olhos.
Depois admiramos-nos que frases ou versos escritos noutros séculos estejam a par da realidade de hoje: “Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia-idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo”.
"Ser idoso"
É ter no rosto
A marca da sabedoria
A experiência de muitos momentos
Vividos com alegria.
O que mais lhe entristece
É a falta de respeito, carinho e atenção
Dê ao nosso idoso o que ele merece
E o que queres para ti.
Não o maltrate, abrace-o de coração
Porque o que estás hoje a pedir
Num futuro tão próximo podes conseguir.
Por isso, tratar bem o idoso
É meu, é teu, é nosso dever
Não esqueça que o idoso de hoje
Amanhã pode ser você,
Basta ter vida em abundância
E nem tão cedo morrer.
Maria Dionésia Santos da Silva



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