Rádio Freamunde

https://radiofreamunde.pt/

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

À terra que fores ter faz como vires fazer:


Nada mais próprio para comparar a notícia que segue abaixo com o distrito que viu crescer Passos Coelho. Com isto não quero dizer que seja timbre dos Vila-realenses serem como Passos Coelho e o Cabo da G.N.R., comandante da patrulha, que em lugar de cumprirem as directrizes para o que foram imbuídos, antes preferem faltar com o que juraram cumprir. 
O cabo da G. N. R. estava habituado ao outro dia estar fresquinho para iniciar um dia de trabalho por contra de outrem. O azar dele é que por força da troca de serviço, apanhou outro militar, não arranjando parceiro para o dormitório.
Pelo contrário: apanhou um que gosta de zelar pelo bem público e que sabe que para merecer o dinheiro que ganha e que é pago pelo erário público tem de sair do esforço físico. 
As rondas nocturnas são difíceis mas compatíveis com o horário praticado para esse efeito. E, são precisas para acautelar quem dorme o sono dos justos e não ser surpreendido pelos injustos.
Neste País quem é cumpridor sofre as agruras pelo dever de cumprir com o que dita o seu lema: Pela Lei e pela Grei. 
Assim se castiga quem cumpre, inibindo-o, de concorrer a um posto superior e transferindo-o para mais longe. Entendo que esta punição tem uma moral: para não se tornar como os demais é transferido.
Esta história, faz-me lembrar no tempo da monarquia, numa visita do Rei a uma cadeia. Quando perguntou aos presos que se encontravam ali a cumprir pena de prisão, se algum se considerava inocente pelo crime que estava acusado, todos disseram que sim, menos um. 
O Rei virou-se para o director da cadeia e disse que soltasse o que disse que não era inocente. De imediato recebeu por parte dos que se consideraram inocentes que não percebiam tal decisão. Ao que o Rei lhes respondeu: - o facto de o mandar em liberdade é para ele não vos conspurcar. De certeza foi essa a decisão do Comando-geral da G. N. R..
Mas não é só nesta instituição. É ver o que se passa nos vários ministérios que Passos Coelho administra. São premiados os ordinários e castigado quem cumpre. Mas, se não fosse assim, o que seria de Passos Coelho. Ia outra vez para a empresa de lixo! 
E, por falar em empresa de lixo. Passos Coelho é daqueles que é fiel ao primeiro "amor". Por isso julgar que ainda está a tratar de uma empresa de lixo. Mas não... senhor Passos Coelho. Está a lidar com um País e seres humanos. 
«Dorminhoco» durante patrulha: 
"Militar, que foi condenado a dois meses de prisão, queria trabalhar mas superior hierárquico quis ficar no carro a dormir,
Um militar da GNR, agora em Mirandela, foi condenado a dois meses de prisão, pena substituída por 60 dias de multa à taxa diária de sete euros, por abandonar o comandante numa patrulha quanto exercia funções em Valpaços.
Segundo a acusação a que a Agência Lusa teve acesso, nesta quarta-feira, o arguido, de 43 anos, estava escalado para o serviço de patrulha às ocorrências do dia 26 de Março de 2009, entre as 01:00 e as 09:00, por troca acordada com outro militar.
A chefiar a patrulha estava, na qualidade de comandante, um cabo.
«Pelas 04:00, junto à zona industrial de Valpaços, em pleno patrulhamento, o arguido, por sua iniciativa, livre e conscientemente, abandonou estas suas funções, saindo da viatura, não mais a ela regressando e dirigiu-se, sem para tal ter qualquer motivo legítimo, para o posto», lê-se.
A acusação realça que o militar «bem sabia» não poder abandonar a patrulha, porque colocava em causa a prontidão operacional necessária ao patrulhamento.
Por seu lado, a defesa revela que, depois de darem uma volta pela cidade, o comandante da patrulha, superior hierárquico, pediu ao militar, que conduzia a viatura, para irem até à central de camionagem e estacionar.
Entretanto, explica, o comandante «deitou o banco e cerrou os olhos».
O arguido insistiu duas vezes para continuarem a patrulha e, à terceira vez, o comandante disse: «se queres policiar vai tu, deixa-me em paz.»
O militar saiu da viatura, foi até ao posto a pé e deu conhecimento da situação ao atendimento, que substituía o comando de posto, e continuou o patrulhamento com outra viatura.
«Cerca das 07:00, e como já estavam a chegar os motoristas dos autocarros, o arguido dirigiu-se ao posto e alertou o atendimento para que fosse ele a chamar/acordar o comandante», afiança.
Minutos depois, salientou, o comandante compareceu no posto e continuaram a patrulha juntos até à hora de saída.
O advogado, António Ribeiro Barbosa, afirmou à Lusa que o militar foi condenado por trabalhar ou querer trabalhar, pelo que vai recorrer da sentença.
A queixa, revelou, foi motivada por uma denúncia anónima que deu origem a um processo disciplinar, anulado duas vezes por determinação do Comando Geral da GNR.
Mas, acrescentou, na última vez entenderam que o comportamento do militar podia configurar um crime e seguiu-se o processo judicial.
O Ministério público (MP), explicou o causídico, pediu a absolvição do arguido, mas, «estranhamente», foi condenado porque o juiz entendeu que devia ficar no carro a acompanhar o «superior dorminhoco».
«O que ficou a dormir não teve consequências e o que foi trabalhar foi condenado e, por causa disto, não pode subir de categoria», disse."
Publicado: 10 de Janeiro de 2013 por António Lima em Noticias               

Sem comentários:

Enviar um comentário