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domingo, 18 de novembro de 2012

Dois países, dois presidentes, duas realidades:


Gosto todos os dias dar uma vista de olhos pela comunicação social e redes sociais para me inteirar das notícias diárias. Umas de somenos importâncias, para mim é claro, outras de grande interesse, que aproveito para as expor no meu blogue. A universidade da vida preparou-me para dar o devido valor a quem o merece.  E, como não podia deixar de ser aqui relevo dois casos, um pelo seu poder de altruísmo, o outro pela baixeza de quem a pratica.
Como disse nas universidades aprende-se muita coisa. Mas não o valor da humanidade e felicidade. Dizem os provérbios portugueses que um burro carregado de livros não é doutor. Isso constata-se diariamente. Senão vejamos. Quem na nossa praça pública está acusado dos maiores roubos ao erário público? Os senhores, ditos doutores. Aproveitaram-se da benevolência da democracia e de um certo poder que em lugar de julgar remete-se ao silêncio para beneficiar os ditos doutores. É com a demora nos processos. É com o segredo de justiça. É um nunca acabar de casos.
Faço esta introdução para relatar o caso de dois países, dois presidentes e duas realidades. O quanto não deve dar gosto de ser governado por um Jose Mujica. Um homem que veio do nada. As montanhas foram as suas universidades. Ali aprendeu o valor da "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Ao contrário, Cavaco Silva aprendeu o valor do egoísmo. Tudo o que faz só pensa no seu bem-estar.
Quem o ajudou a ser o que é hoje, não me refiro aos Oliveira e Costa, mas sim aos anónimos deste país que o elegeram para os vários cargos deste País, não o meu caso, agora vêem-se defraudados pela sua escolha. Quase que posso jurar se fosse Jose Mujica o nosso presidente ninguém recusava a austeridade pedida por ele. Como isso não acontece e depois de todos os sacrifícios em vão os portugueses marimbam-se para os apelos feitos. Mais a mais quando a maioria deles estão depenados.
"O presidente mais 'pobre' do mundo."

"Jose Mujica vive numa quinta, com pouco mais de 900 euros por mês. Os outros 90% do seu ordenado vão para doações. Conheça o Presidente do Uruguai
Apenas a presença de dois polícias quebra a aparência de "normalidade" na quinta onde vive o chefe de Estado do Uruguai. Cá fora, a roupa seca ao sol e as ervas reclamam um corte. Manuela, uma cadela de três pernas vigia a casa.
Foi por esta quinta, propriedade da primeira-dama, que Jose Mujica, antigo guerrilheiro, trocou a luxuosa residência oficial. Conduz um Volkswagen Beetle de 1987, que é o seu bem mais caro.
O facto de doar 90% do seu salário como Presidente para a caridade, deixa-o com cerca de mil euros mensais.
Eleito em 2009, Mujica passou grande parte das décadas de 60 e 70 a lutar ao lado de um grupo armado inspirado na revolução cubana. Foi alvejado seis vezes e esteve preso durante 14 anos, até 1985.
"Chamam-me o 'presidente mais pobre', mas eu não me sinto pobre", declara, à BBC. "Pobres são os que só trabalham para tentar manter um estilo de vida dispendioso e querem sempre mais e mais". "É uma questão de liberdade", conclui."

 "Meu caro Ilustre Prof. CAVACO SILVA
Tomo a liberdade de me dirigir a V. Exia., através deste meio (o FACEBOOK), uma vez que o Senhor toma a liberdade de se dirigir a mim da mesma forma. É, aliás, a única maneira que tem utilizado para conversar comigo (ou com qualquer dos outros Portugueses, quer tenham ou não, sido seus eleitores).
Falando de “eleitores”, começo por recordar a V. Exia., que nunca votei em si, para nenhum dos cargos que o Senhor tem ocupado, praticamente de forma consecutiva, nos últimos 30 anos em Portugal (Ministro das Finanças, Primeiro Ministro, Primeiro Ministro, Primeiro Ministro, Presidente da República, Presidente da República).
No entanto, apesar de nunca ter votado em si, reconheço que o Senhor:
1) Se candidatou de livre e espontânea vontade, não tendo sido para isso coagido de qualquer forma e foi eleito pela maioria dos eleitores que se dignaram a comparecer no acto eleitoral;
2) Tomou posse, uma vez mais, de livre vontade, numa cerimónia que foi PAGA POR MIM (e por todos os outros que AINDA TINHAM, nessa altura, a boa-ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos);
3) RESIDE NUMA CASA QUE É PAGA POR MIM (e por todos os outros que AINDA TÊM a boa-ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos);
4) TEM TODAS AS SUAS DESPESAS CORRENTES PAGAS POR MIM (e pelos mesmos);
5) TEM TRÊS REFORMAS CUMULATIVAS (duas suas e uma da Exma. Sra. D. Maria) que são PAGAS por um sistema previdencial que é alimentado POR MIM (e pelos mesmos);
6) Quando, finalmente, resolver retirar-se da vida política activa, vai ter uma QUARTA REFORMA (pomposamente designada por subvenção vitalícia) que será PAGA POR MIM (e por todos os outros que, nessa altura, AINDA TIVEREM a boa-ventura de ter um emprego para pagar os seus impostos).
Neste contexto, é uma verdade absoluta que o Senhor VIVE À MINHA CUSTA (bem como toda a sua família directa e indirecta).
Mais: TEM VIVIDO À MINHA CUSTA quase TODA A SUA VIDA.
E, não me conteste já, lembrando que algures na sua “vida profissional”:
a) Trabalhou para o Banco de Portugal;
b) Deu aulas na Universidade.
Ambos sabemos que NADA DISSO É VERDADE.
BANCO DE PORTUGAL: O Senhor recebia o ordenado do Banco de Portugal, mas fugia de lá, invariavelmente “com gripe”, de cada vez que era preciso trabalhar. Principalmente, se bem se lembra (eu lembro-me bem), aquando das primeiras visitas do FMI no início dos anos 80, em que o Senhor se fingiu doente para que a sua imagem como “futuro político” não ficasse manchada pela associação ao processo de austeridade da época. Ainda hoje a Teresa não percebe como é que o pomposamente designado chefe do gabinete de estudos NUNCA esteve disponível para o FMI (ao longo de MUITOS meses – grande gripe essa).
Foi aliás esse movimento que lhe permitiu, CONTINUANDO A RECEBER UM ORDENADO PAGO POR MIM (e sem se dignar sequer a passar por lá), preparar o ataque palaciano à Liderança do PSD, que o levou com uma grande dose de intriga e traição aos seus, aos vários lugares que tem vindo a ocupar (GASTANDO O MEU DINHEIRO).
AULAS NA UNIVERSIDADE: O Senhor recebia o ordenado da Universidade (PAGO POR MIM). Isso é verdade. Quanto ao ter sido Professor, a história, como sabe melhor que ninguém, está muito mal contada. O Senhor constava dos quadros da Universidade, mas nunca por lá aparecia, excepto para RECEBER O ORDENADO, PAGO POR MIM. O escândalo era de tal forma que até o nosso comum conhecido JOÃO DE DEUS PINHEIRO, como Reitor, já não tinha qualquer hipótese de tapar as suas TRAFULHICES e TRAPALHADAS. É verdade que o Senhor depois o acabou por presentear com um lugar de Ministro dos Negócios Estrangeiros, para o qual o João tinha imensa apetência, mas nenhuma competência ou preparação.
Fica assim claro que o Senhor, de facto, NUNCA trabalhou, poucas vezes se dignou a aparecer nos locais onde recebia o ORDENADO PAGO POR MIM e devotou toda a vida à sua causa pessoal: triunfar na política.
Mas, fica também claro, que o Senhor AINDA VIVE À MINHA CUSTA e, mais ainda, vai, para sempre, CONTINUAR A VIVER À MINHA CUSTA.
Sou, assim, sua ENTIDADE PATRONAL.
Neste contexto, eu e todos os outros que O SUSTENTÁMOS TODA A VIDA, temos o direito de o chamar à responsabilidade:
a) Se não é capaz de mais nada de relevante, então: DEMITA-SE e desapareça;
b) Se se sente capaz de fazer alguma coisa, então: DEMITA O GOVERNO;
c) Se tiver uma réstia de vergonha na cara, então: DEMITA O GOVERNO e, a seguir, DEMITA-SE.
Aproveito para lhe enviar, em nome da sua entidade patronal (eu e os outros PAGADORES DE IMPOSTOS), votos de um bom fim-de-semana."
Respeitosamente,
Carlos Paz

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