Foi uma revolução feita com cabeça tronco e membros. Os capitães depois
do malogrado dezasseis
de Março tiveram pouco tempo para o elaborar. Mas elaboraram-no bem.
Fizeram com que neste dia se conquistasse a liberdade negada à população.
Durante trinta e sete anos foi festejado com alegria, excepção ao de dois mil e onze. Tínhamos a Troika à perna, e previa-se um ano difícil. Por esse motivo juntaram-se os quatro Presidentes da República para mostrarem que o País estava unido. Tiveram uma atitude digna. Só que não previram que entre eles havia um Miguel de Vasconcelos. Este nunca perdoou o ser tão falado, como foi, no caso das acções do BPN, da Quinta da Coelha, das Escutas, etc. e… etc. Quando se põe os interesses particulares acima dos da Nação não há Nação que resista. Quando não se tem capacidade para unir o povo Português a única coisa que resta é a demissão. É o que devia fazer Cavaco Silva.
Como Comandante Supremo das Forças Armadas devia de ponderar na atitude da Associação Vinte e Cinco de Abril em que os denominados “Capitães de Abril” não se aliam a quem está a trair a Pátria. Eles sabem o que lhes custou a liberdade. Puseram a sua vida em risco em troca de nada. Enquanto os que dormiam descansados com o antigo regime é que comem tudo. Tornaram-se vampiros do regime e não descansam enquanto houver sangue para lambuzar.
Cavaco Silva recusou conceder ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, quando este já se encontrava bastante doente, uma pensão por "Serviços excepcionais e relevantes prestados ao país", isto depois do conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República ter aprovado o parecer por unanimidade.
Em contrapartida assinou os pedidos de reforma de 2 inspectores da polícia fascista PIDE/DGS, António Augusto Bernardo, último e derradeiro chefe da polícia política em Cabo Verde, e Óscar Cardoso, um dos agentes que se barricaram na sede António Maria Cardoso e dispararam sobre a multidão que festejava a liberdade.
Todos os democratas portugueses estão em divida para com os “Capitães de Abril” e a forma de o demonstrar é compreender esta sua atitude. É não comparecer ou não ligar a notícias de festejos elaborados pelo Presidente da República e Governo. Pactuar com gente que vende o país a pataco e ameaça com a polícia, para tentar desmobilizar a manifestação, seria vergonhoso. Não merece a nossa atenção quem nos está a destruir.
Já tomei a minha resolução: sei onde não devo ir.

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