Como acontece na proximidade desta data
a comunicação social aproveita a efeméride para chamar algum protagonista para
lhe fazer uma entrevista. Pena é que só o faça de ano a ano. Durante os outros
trezentos e sessenta e quatro dias convém ter estas personagens no
esquecimento. Convém levar quem se aproveitou do 25 de Abril para fazer vida
na política.
As vozes de Sousa e Castro, Vasco Lourenço e outros convém abafarem. A de Otelo deve andar sempre no ar porque convém a confusão com as suas declarações políticas.
A contribuição de Victor Alves, Salgueiro Maia e outros já desaparecidos que puseram a sua vida ao dispor do 25 de Abril, esses convém estarem esquecidos na sua tumba.
Em tudo na vida há quem se aproveite do trabalho já realizado. O senhorio por ser dono da terra, aproveita-se do trabalho do camponês. Para ter o seu pão. Não a quer trabalhar. Por isso é que se criaram as desigualdades sociais. O mesmo acontece com a política.
Vemos personagens que nada fizeram e que colaboraram com o antigo regime, hoje serem donos do destino dos Portugueses. Fazem pactos e mais pactos para defenderem os seus interesses. Os da Nação estão em segundo plano. Sousa e Castro na entrevista à SICN, aqui reproduzida, revela isso.
Homens como Cavaco Silva que nos momentos mais difíceis de Portugal, optou por nada fazer, antes acertar contas com o 1º. Ministro, por birras de lana-caprina, levou Portugal ao abismo. São estes momentos que definem os interesseiros dos patriotas. E Cavaco Silva sempre foi um interesseiro.


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