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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Viva Lenine, camaradas! Viva a Revolução de Outubro!

E que a sua lucidez feroz nos acompanhe enquanto houver um patrão a explorar, um Estado burguês a demolir, e uma classe operária a despertar.
Hoje, 22 de abril, a terra tremeu na Rússia e o mundo nunca mais seria a mesma. Se ainda caminhasse entre nós, Lenine, completaria 156 anos.
Mas os verdadeiros revolucionários não se contam em anos: medem-se em revoluções, em ruturas, em horizontes abertos a pontapé para a classe operária.
Lenine não foi um santo de gesso nem um ídolo morto. Foi um vulcão em forma de homem.
A sua inteligência era uma trincheira, a sua vontade, um comboio blindado a rasgar a Europa.
Ensinou-nos que o partido é a consciência organizada da luta de classes, que o imperialismo é a fase suprema do capitalismo, e que o poder não se pede, conquista-se.
Nascido na pequena burguesia intelectual, escolheu o lado errado da história para quem queria carreira, e o lado certo para quem queria justiça.
Do exílio à Fábrica Putilov, da Suíça ao vagão selado que a Alemanha lhe ofereceu como cavalo de Troia, Lenine pegou num país de camponeses famintos e soldados desertores e esculpiu a primeira ditadura do proletariado. Não uma ditadura de farda ou capricho, mas a mão de ferro da maioria esmagadora contra a minoria que nunca quis saber do povo.
Outubro de 1917 foi o seu poema sinfónico: o assalto ao Palácio de Inverno não foi uma ópera, foi a humanidade a dar um salto do reino da necessidade para o reino da liberdade, ainda que ensanguentado, ainda que cercado.
Ler Lenine hoje é ouvir um diagnóstico cirúrgico do nosso tempo: a ganância dos monopólios, a guerra como negócio, a burocracia traindo a revolução.
Ele sabia que o socialismo não se deita em vitórias passadas; constrói-se todos os dias contra a própria inércia.
Morreu cedo, aos 53 anos, com uma bala alojada no pescoço e o cérebro corroído pela artéria do tempo. Mas o que fica não é o corpo embalsamado na Praça Vermelha, é a chama que ele soprou para dentro de cada soviete, de cada greve, de cada jovem que pega num livro do Capital e decide que este mundo não tem de ser eterno.

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