Adivinha-se assaz complicada a
vida das várias direitas perante os sinais do que as espera em tempos
vindouros. Por isso tivemos nova demonstração da sua indigência quando, perante
os factos enunciados no Relatório sobre
o segundo período do estado de emergência decorrido entre 18 de abril e 2 de
maio, melhor não encontraram para dizer do que tratar-se de propaganda do
governo, ao qual quiseram atirar em cara com umas máscaras a só serem pagas e
distribuídas se incontestável a
respetiva certificação ou com uns ventiladores, que se revelaram
dispensáveis durante a crise pandémica no nosso país.
Pedagógica, Marta Temido,
falou-lhes como se os norteasse algo de racional: “Semear o medo e a
desconfiança não aproveita a ninguém”. Mas, apenas preocupados com a sua
previsível desdita, serão sempre incapazes de a escutarem e agirem de acordo
com o interesse coletivo. Entre a Intervenção Liberal, o Chega e o CDS, pouco
os distingue na tentação de explorarem as mais descaradas e desonestas táticas
populistas. Até porque continuam a anunciar-se outros factos, que beneficiam o
país e permitem pensar na forte probabilidade de se sair da atual encrenca
mediante políticas tão competentes e eficazes como as implementadas a partir de
novembro de 2015, responsáveis por devolver aos portugueses a confiança num
futuro melhor: Portugal continua a financiar-se a juros negativos e a dívida do
Estado para com os fornecedores do Serviço Nacional de Saúde baixou para níveis
há muito desconhecidos. Ademais, e contra essa mesma direita, que gostaria de
ver a TAP privatizada tal qual Passos Coelho quase concretizou, cresce a
possibilidade de uma intervenção similar à do governo alemão na Lufthansa, em
que, a troco de nove mil milhões de euros de investimento na companhia, Merkel
garante parcela significativa no respetivo capital, suficiente para sentar dois
representantes na sua Administração.
Publicada por jorge rocha
Do blogue Ventos Semeados

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