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sábado, 14 de março de 2020

Pedro Nuno Santos


Apesar de o país atravessar um momento de enorme incerteza fruto das consequências do novo Coronavirus – COVID 19 na vida e na saúde dos portugueses, e de esta situação dever concentrar a nossa atenção e energia, não queria deixar de vir aqui prestar um curto esclarecimento sobre o debate que ocorreu na passada quinta-feira, no plenário da Assembleia da República, por ocasião da interpelação ao Governo sobre os CTT.

Os apoiantes do Chega acusam-me de, no debate, ter respondido ao seu deputado deliberadamente depois de ele ter abandonado o plenário. E dizem que ele saiu quando saiu porque tinha uma reunião com o Primeiro-Ministro. Vamos aos factos:

1. Perante a minha intervenção de abertura, o deputado do Chega optou por não fazer nenhuma pergunta, ao contrário dos outros partidos. Decidiu não me confrontar quando teve essa oportunidade;

2. Depois, fez a sua tradicional intervenção aos berros. Porém, no cumprimento do regimento, eu só tive a oportunidade de responder quando me foi dada a palavra. Note-se que o deputado do Chega decidiu abandonar o plenário logo a seguir à sua intervenção;

3. A justificação que está a ser dada para a sua ausência é falsa. O deputado do Chega teve uma reunião com o Primeiro-Ministro, sim, mas esta começou muito depois do debate parlamentar ter terminado. E é fácil atestar isto, porque o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, que esteve ao meu lado durante todo o debate, também esteve nessa mesma reunião, tendo inclusivamente chegado ao Palácio de São Bento - onde decorreu a reunião -, antes do deputado do Chega.

Resumindo: o deputado do Chega não ficou no debate porque não quis ser confrontado diretamente.

Quem defende a exclusividade dos deputados devia ser consequente e encontrar forma de estar sempre presente e cumprir com as suas obrigações. Talvez tenha pensado que, por ter saído, já não iria ter resposta. Enganou-se: eu nunca fujo a um debate, em especial quando me permite desmascarar um político sem princípios nem convicções, que defende o que for preciso e que diz uma coisa (exclusividade dos deputados) e faz o seu contrário.

Agora vamos todos concentrar-nos em ultrapassar a situação difícil que atravessa o nosso país e procurar minimizar os impactos desta crise na saúde e na vida dos portugueses.


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