Apesar de o país atravessar um
momento de enorme incerteza fruto das consequências do novo Coronavirus – COVID
19 na vida e na saúde dos portugueses, e de esta situação dever concentrar a
nossa atenção e energia, não queria deixar de vir aqui prestar um curto
esclarecimento sobre o debate que ocorreu na passada quinta-feira, no plenário
da Assembleia da República, por ocasião da interpelação ao Governo sobre os
CTT.
Os apoiantes do Chega acusam-me
de, no debate, ter respondido ao seu deputado deliberadamente depois de ele ter
abandonado o plenário. E dizem que ele saiu quando saiu porque tinha uma
reunião com o Primeiro-Ministro. Vamos aos factos:
1. Perante a minha intervenção de
abertura, o deputado do Chega optou por não fazer nenhuma pergunta, ao
contrário dos outros partidos. Decidiu não me confrontar quando teve essa
oportunidade;
2. Depois, fez a sua tradicional
intervenção aos berros. Porém, no cumprimento do regimento, eu só tive a
oportunidade de responder quando me foi dada a palavra. Note-se que o deputado
do Chega decidiu abandonar o plenário logo a seguir à sua intervenção;
3. A justificação que está a ser
dada para a sua ausência é falsa. O deputado do Chega teve uma reunião com o
Primeiro-Ministro, sim, mas esta começou muito depois do debate parlamentar ter
terminado. E é fácil atestar isto, porque o Secretário de Estado dos Assuntos
Parlamentares, que esteve ao meu lado durante todo o debate, também esteve
nessa mesma reunião, tendo inclusivamente chegado ao Palácio de São Bento -
onde decorreu a reunião -, antes do deputado do Chega.
Resumindo: o deputado do Chega
não ficou no debate porque não quis ser confrontado diretamente.
Quem defende a exclusividade dos
deputados devia ser consequente e encontrar forma de estar sempre presente e
cumprir com as suas obrigações. Talvez tenha pensado que, por ter saído, já não
iria ter resposta. Enganou-se: eu nunca fujo a um debate, em especial quando me
permite desmascarar um político sem princípios nem convicções, que defende o
que for preciso e que diz uma coisa (exclusividade dos deputados) e faz o seu
contrário.
Agora vamos todos concentrar-nos
em ultrapassar a situação difícil que atravessa o nosso país e procurar
minimizar os impactos desta crise na saúde e na vida dos portugueses.

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