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domingo, 15 de março de 2020

O Covid 19:


Ninguém sabe como ele é, mas toda a gente dá palpites. Somos dotados com um Quociente de Inteligência (QI) acima da média de outros povos.

Se se fala de Justiça sabemos mais que advogados e Juízes. Se é de Futebol somos todos treinadores. Se é de Política somos todos Politólogos. Enfim, somos uns supra-sumo.

Só que neste vaivém continuamos a lutar para erradicar o vírus, mas não sabemos a maneira. E vamos criando mitos como antigamente. Faz-me lembrar o mito do Cabo das Tormentas. Ninguém sabia o que era. Mas todos opinavam que eram monstros envoltos em ondas gigantes.

Até que houve alguém com coragem para o enfrentar. Esse alguém foi Bartolomeu Dias. E, a partir daí passou de Cabo das Tormentas para Boa Esperança.

Com isto não quero dizer que não tenhamos medo do Covid 19. Sim devemos. O medo é uma arma de defesa. Mas tanto não. O fechar tudo vai levarmos ao isolamento. Queremos nos resguardar de algo e não vai demorar muito a esse algo dar cabo de nós
.
Ao pensar nisto leva-me a recordar a história do burro espanhol:

- “Contam os nossos avós que um certo agricultor, passando a fronteira de Espanha, se terá queixado ao seu amigo espanhol de que as colheitas iam de mal a pior e que já nem davam para alimentar os animais de carga. Este de imediato propôs-lhe um negócio: Vender-lhe uma raça de burro que, com o tempo, habituar-se-ia a não comer, contribuindo para a diminuição das despesas. Tal dito. Tal compra.

Regressado a Portugal, depressa começou com o plano de emagrecimento, que começava por alimentar o animal, dia sim, dia não, até que chegasse ao ponto de o animal não comer.

Algumas semanas depois, mostrava todo orgulhoso o burro aos seus vizinhos dizendo: vejam só, a última vez que comeu foi há quatro dias. Mais umas semanas e posso garantir-vos que se habitua e deixa de precisar de comer. Os dias passaram e a dieta intensificava-se e o agricultor passeava. De repente, a aldeia deixou de ver o agricultor e o burro.

Estranhando a ausência prolongada, um vizinho bateu à porta do agricultor e perguntou - "Está tudo bem consigo, vizinho? E o burro, está tudo bem com ele?". O agricultor, em lágrimas, responde-lhe - "Ai vizinho, que desgraça, não quer você acreditar que o raio do burro morreu? Logo agora que já se tinha habituado a não comer".

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