Conheço o general Mourato Nunes
desde os 17 anos. Fizemos uma carreira que coincidiu em muitos pontos, desde
logo por dormirmos no mesmo compartimento e quarto durante anos, por termos
pertencido às mesmas tropas, os comandos, por termos vivido tempos muito
difíceis na Amadora, em 74 e 75, por nos termos encontrado no desempenho de
várias funções . Ele tem um passado de desempenho de funções de
responsabilidade, de dedicação ao serviço público e de integridade. Não conheço
o passado dos magistrados que o acusam, nem dos polícias.
Ninguém conhece essas figuras sem
rosto, nem passado. Como diz um amigo meu, aparelhos sem certificado de
garantia, nem de origem.
Confio nos que conheço. Tenho as
mais sérias reservas quanto a estas ações do MP contra militares, em
particular. Não acredito na sua boa intenção e casualidade. Não são as
primeiras. Este MP. é o mesmo que prendeu o Diretor da Polícia Judiciária
acusando-o de um crime que bem pode ser uma operação conhecida nas guerras
sujas por de falsa bandeira, isto é, um pretexto para acusar um concorrente,
desviá-lo. E foi também este MP que prendeu com as câmaras de televisão atrás
um oficial da PJ que regressava de uma missão no estrangeiro, sob o argumento
de que existia perigo de fuga!
Não, esta gente sem rosto, que
age na impunidade, que constituiu arguido o general Mourato Nunes não me merece
confiança,
A comunicação social, que mais
uma vez, em vez de procurar esclarecer os seus destinatários do que consta da
acusação, faz coro com a manobra desta gente do MP, salientando ou inventando
amizades e cumplicidades políticas, repetindo o papel alcoviteira que tem
assumido, também acentua as desconfianças de arcas encoiradas.
As golas do fumo, escondem outros
fumos. A lama foi atirada. Ninguém no MP e menos ainda na comunicação social
será responsabilizado.
Quando o MP tiver enlameado todo
país, o que teremos? A resposta parece-me óbvia, Teremos os cumplices e amigos
do MP no poder!. Teremos um estado policial. Teremos uma política
judicializada, como no Brasil, por exemplo.
Como no poema de Sá de Miranda: O
que fazer quando tudo arde?
O MP é, para mim, um grupo incendiário com um
programa político.
No facebook por Carlos Matos Gomes
No facebook por Carlos Matos Gomes

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