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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Confio mais, muito mais, no general Mourato Nunes, que nos magistrados do Ministério Público:






















Conheço o general Mourato Nunes desde os 17 anos. Fizemos uma carreira que coincidiu em muitos pontos, desde logo por dormirmos no mesmo compartimento e quarto durante anos, por termos pertencido às mesmas tropas, os comandos, por termos vivido tempos muito difíceis na Amadora, em 74 e 75, por nos termos encontrado no desempenho de várias funções . Ele tem um passado de desempenho de funções de responsabilidade, de dedicação ao serviço público e de integridade. Não conheço o passado dos magistrados que o acusam, nem dos polícias.
Ninguém conhece essas figuras sem rosto, nem passado. Como diz um amigo meu, aparelhos sem certificado de garantia, nem de origem.
Confio nos que conheço. Tenho as mais sérias reservas quanto a estas ações do MP contra militares, em particular. Não acredito na sua boa intenção e casualidade. Não são as primeiras. Este MP. é o mesmo que prendeu o Diretor da Polícia Judiciária acusando-o de um crime que bem pode ser uma operação conhecida nas guerras sujas por de falsa bandeira, isto é, um pretexto para acusar um concorrente, desviá-lo. E foi também este MP que prendeu com as câmaras de televisão atrás um oficial da PJ que regressava de uma missão no estrangeiro, sob o argumento de que existia perigo de fuga!
Não, esta gente sem rosto, que age na impunidade, que constituiu arguido o general Mourato Nunes não me merece confiança,
A comunicação social, que mais uma vez, em vez de procurar esclarecer os seus destinatários do que consta da acusação, faz coro com a manobra desta gente do MP, salientando ou inventando amizades e cumplicidades políticas, repetindo o papel alcoviteira que tem assumido, também acentua as desconfianças de arcas encoiradas.
As golas do fumo, escondem outros fumos. A lama foi atirada. Ninguém no MP e menos ainda na comunicação social será responsabilizado.
Quando o MP tiver enlameado todo país, o que teremos? A resposta parece-me óbvia, Teremos os cumplices e amigos do MP no poder!. Teremos um estado policial. Teremos uma política judicializada, como no Brasil, por exemplo.
Como no poema de Sá de Miranda: O que fazer quando tudo arde?
O MP é, para mim, um grupo incendiário com um programa político.

No facebook por Carlos Matos Gomes


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