Toninho Nogueira
Como é bom recordar personagens deste quilate. Recordo a sua vida profissional e artística. A sua Tamancaria, a venda de farinha, em que algumas vezes ali me desloquei com a minha avó para a comprar para fazer pão de broa. A Loja de artigos de Lanifício em que para minorar as despesas aos seus clientes tinha um sorteio em que semanalmente, aos Domingos, ia um funcionário de porta em porta receber o valor semanal. Nesse sorteio mensalmente era premiado um número, Lotaria Nacional, em que o vencedor deixava de pagar o cartão e recebia o prémio estipulado.
Na artística lembro-me de passar à sua porta e ouvir, julgo o som de uma trompete, e ficava delirado com o seu som. Era pequeno e nutria uma certa afinidade pela música. Como os instrumentos eram caros nunca concorri a músico. Mas de que gostava, gostava. Tanto que nas arruadas lá ia eu ao toque da Caixa atrás da Banda.
Por isso devemos muito ao Toninho Nogueira. A sua Mestria levou a que a Banda Marcial de Freamunde, era assim que naquela altura se intitulava, hoje Associação Musical de Freamunde, fosse cobiçada e admirada por este País fora. Tempos difíceis. Os músicos era tudo prata da casa. Não faltavam solicitações para a Banda se deslocar para actuar.
E o Toninho Nogueira não deixava o seu crédito por mãos (Batuta) alheias. Por isso o aqui vir hoje relembrar esta personagem que elevou o nome de Freamunde por todo Portugal e Estrangeiro.
Quando o Toninho Nogueira
fazia o rosto corar,
nenhuma banda p´la beira
batia a nossa a tocar!
Este filho cá da gente,
nesta sua banda amada
foi de aluno a regente,
sempre de cara lavada.
Ainda hoje a chorar
a gente ouve perguntar
onde a banda se desloca
pelo Toninho Nogueira
e há quem jure, ali à beira!
Está no que a banda toca.
Poesia ilustrada: Rodela / Inô Vítor

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