Eis um caso real, hoje ocorrido num dos hospitais afetados pela greve cirúrgica, decretada pelos criminosos, que a coberto da sua suposta legitimidade sindical, querem destruir o Serviço Nacional de Saúde e, em complemento, o atual governo de maioria de esquerda: de manhã estava agendada a operação a uma paciente com problemas oncológicos, certificando-se o cirurgião em causa, que a equipa de enfermeiros destacada para aquele ato médico não incluía nenhum profissional, que estivesse em greve. Ia-se iniciar a intervenção, quando o piquete de greve surge a interrompe-la, impedindo-a de prosseguir.
O que se seguiu justificou plenamente a intervenção do bastonário da
Ordem dos Médicos na condenação do que se está a passar nos hospitais públicos
por exclusiva responsabilidade dos
enfermeiros. De facto sobram hoje tensões nos hospitais entre os médicos,
apostados em salvarem os seus doentes, e encontram a oposição de uns supostos
profissionais de saúde, que esqueceram totalmente os requisitos deontológicos
necessários para merecerem ser como tal considerados. Mas, e em crescente
amplitude, a revolta dos utentes do Serviço Nacional de Saúde contra uma
classe, que reivindica ser «respeitada» e é, progressivamente, alvo de
justificada antipatia.
Voltando ao caso concreto chegado ao nosso conhecimento ele prefigura
claramente uma violação à lei da greve, porque não se podem obrigar
profissionais dispostos cumprir o seu dever a não o fazerem por inaceitável
intimidação dos piquetes de greve. O do hospital em causa até apareceu de manhã
nas televisões a ufanar-se do cumprimento a 100% das adesões à causa, ignóbil
mentira, que os jornalistas, convertidos em seus meros altifalantes, não
cuidaram de confirmar junto de quem, obrigatoriamente, deveriam ouvir.
Justifica-se, pois, que o Governo não se limite a cortar relações com a
bastonária dos enfermeiros, como resposta à guerra suja de que os portugueses
têm vindo a ser alvo. Exige-se mais com a certeza de que a grande maioria da
população secundará o pulso firme, que vier a abater-se sobre quem está a
prevaricar contra o bem coletivo. E quanto ao indivíduo, que se diz
secretário-geral da UGT, confirma-se o que lhe é habitual: ao abrir a boca, ou
entra mosca, ou sai asneira.
Do blogue Ventos Semeados
Publicada por jorge rocha à(s) 23:32

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