domingo, 4 de março de 2018

Como via o Maximino (Candeeiro):


Em Freamunde, ou seja, no S. C. Freamunde já não se vê pessoas como o Maximino (Candeeiro). Pessoa humilde. Sem saber ler e escrever, mas com uma memória formidável. Fazer contas de cabeça como ele fazia dá inveja a muitos jovems e talvez a não jovens. Conheço bem o Maximino (Candeeiro).


Privei muito com ele e ainda recordo certos momentos no futebol. A “paixão”, a “doença” que tomava conta dele durante os jogos de futebol do S. C. Freamunde. Dizia muitas asneiras mas ninguém levava a mal. Sabiam que por ele não vinha o mal ao Mundo. Pelo contrário. 
Também me lembro do tempo em que foi Bombeiro Voluntário na Corporação dos Bombeiros de Freamunde. Quantas vezes o vi correr descalço – usava chulipas e estas dificultavam a corrida – ao solicitar do toque da sirene dos Bombeiros. Era assim o Maximino (Candeeiro).
Homem prestável para tudo. Até nas excursões – que ele organizava - a Fátima punha um profissionalismo desmedido. Lutou sempre com todas as suas forças para ser um vencedor nesta vida. Os seus filhos são a prova disso. Todos com uma educação exemplar. 
Este texto que escrevo sei por diversa razão não pode ser lido por ele. Por não saber ler e por se encontrar acamado. De há uns anos para cá – desde a sua doença – que o S. C. Freamunde perdeu muito. No seu apoio verbal e no do peditório que colaborava com todas as direcções do S. C. Freamunde. 
Julgo que não tem consciência do que está a acontecer ao seu S. C. Freamunde. Ia dizer que ainda bem. Por um lado sim. Por outro não. Mas que ia sofrer muito isso ia. 
Pessoas como o Maximino (Candeeiro) deviam não adoecer e serem eternas.

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