quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Assim me tornei homem:

Ao ver esta fotografia num texto do facebook levou-me a copiá-la para a reproduzir neste texto que escrevo a dar conhecimento à maioria dos jovens de hoje. 

Não havia dia – pela tardinha – que não fosse presenteado com uma sova com a escova de escovar roupa. A maioria das vezes merecida. Outras –, até devia de ter uma atenuante – mas derivado aos problemas do dia-a-dia a minha mãe não tinha com quem desabafar e o meu rabo servia para esse efeito.

Ao escrever isto não quero menosprezar o efeito. Não! A minha mãe era dotada de uma boa saúde física e psíquica. Era como disse. A vida difícil. O livro de fiados que estava a chegar o seu termo de pagamento e trazer nova mercadoria para dar para os próximos quinze dias. Os operários da Fábrica Grande (Albino de Matos) recebiam a sua féria de quinze em quinze dias. Por falar em féria. Há muito que não ouço este termo. 

Por isso, quero dizer, que de uma simples fotografia arranja-se motivo para escrever um texto. E quando é para falar dos meus progenitores (minha mãe) tenho prazer em o fazer. 

Quem me dera que hoje me pudesse fazer o mesmo. Não o faz porque há muito deixou de fazer parte dos vivos.

Mas que tenho saudades dela e da escova de escovar roupa, lá isso tenho.

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