terça-feira, 7 de novembro de 2017

Não sou contra as homenagens:

Quer sejam em vida, a título póstumo ou em monumento. O que sou contra é que elas se revertam sobre a chamada elite. Estranho, não haver entre o povo anónimo, alguém capaz dessa distinção. Mas é por ser anónimo que não contribuiu com algum feito em torno da sua terra, do seu concelho, do seu País ou sociedade.
Se eu tivesse poder de decisão acabava com essas mordomias. As ruas das freguesias, vilas ou cidades deixavam de ter nome e passavam a sernumeradas. Assim uma rua era o número um e por aí adiante. As comissões que decidem os nomes a dar a essas ruas deixavam de existir e era por ordem numérica. Mesmo assim julgo que havia duas que iam criar contradição. Refiro-me às que iam ter o número onze e sessenta e nove.

Com esta resolução acabavam as elites. Certamente não havia lugar a homenagens. Não estou a ver um presidente de qualquer colectividade a comunicar a homenagem ao número x ou y. Que discurso levaria para fazer o elogio. Sim! Porque nestes momentos os homenageados só tem virtudes. Defeitos não são com eles. Também não tinha razão de se homenagear uma pessoa e atirar-lhe com defeitos.
Defeitos deve ter o tal povo anónimo. Por que dele ninguém fala. Não se lembram os ilustres homenageadores que algum feito tem quase sempre o carimbo do povo. É ele que dá vida à sua terra, seu clube ou associação. Sem o povo ninguém engrandece.
Assim acabo. “Ditosa Pátria que tais filhos têm”.

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