sábado, 30 de setembro de 2017

A Justiça em roda livre:

(Dieter Dillinger, in Facebook, 29/09/2017)
JUSTIÇA1
O julgamento do ex-Vice Presidente de Angola Manuel Vicente foi marcado para 22 de Janeiro de 2018 depois de um longo período de anos de espera e não se sabe que investigação.
Esta atitude dos magistrados é um gravíssimo atentado aos interesses da Pátria e, principalmente, às condições de vida de dezenas de milhares de portugueses que trabalham em Angola e por causa de um pequeno grupo de justiceiros reacionários não podem transferir um cêntimo para as suas famílias.
Muitas empresas portuguesas estão em vias de fechar e Angola deixou mesmo de ser um parceiro económico de Portugal.
As autoridades angolanas recusaram a entrega da notificação da acusação a Manuel Vicente devido ao seu estatuto internacional de imunidade.
Procupado com os interesses de Portugal, Antóno Costa pediu ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República um parecer sobre qual o estatuto de imunidade que goza o governante angolano em Portugal.
Segundo o Expresso, o pedido foi recbido com desconforto pelo referido Conselho.
António Costa reagiu assim por ter recebido uma nota de repúdio do Governo Angolano que considera que as “autoridades portuguesas estão a enverdar por uma via manifestamente política que se traduz num ato inamistoso, incompatível com o espírito e a letra de relações iguais, as únicas que podem pautar entre dois Estados soberanos”.
Manuel Vicente tinha comprado há anos um apartamento de luxo em Cascais e a Procuradora ou alguém em seu nome resolveu embirrar com facto e acusar o então ainda CEO da Sonangol de fuga ao fisco e branqueamento de capitais.
Depois, Manuel Vidente foi eleito vice-presidente de Angola, mantendo-se a magistratura portuguesa em roda livre sem cuidar que muitas dezenas de angolanos têm investido em Portugal, a começar pela Isabel dos Santos, e muito desse dinheiro veio de offshores e outro diretamente de Angola.
Manuel Vicente quis resolver o problema corrompendo o procurador Orlando Figueira, pelo que será julgado por mais um “crime”, o de corruptor.
Ora, a magistratura que não ligou ao caso dos 30 milhões recebidos por Paulo Portas da Ferrostal que levou à condenação por um tribunal alemão de dois dos seus administradores a dois anos de prisão cada uma, resolveu meter-se com um angolano de vulto que tinha o mais alto cargo de chefia na gigantesca e riquíssima empresa angolana de petróleos Sonangol, onde deveria auferir de um elevado salário.
O corrupto Portas é agora comentador televisivo, enquanto magistrados portugueses acusam um vice-presidente angolano que a ser condenado em tribunal português sem a sua presença acabará definitivamente com as relações entre Portugal e Angola, apesar das afirmações otimistas do ministro Santos Silva.
A chamada Justiça portuguesa está nas ruas da amargura e é gerida por gente sem o mais pequeno sentido dos interesses nacionais. Há magistrados que estão a acusar António Costa de interferir na justiça mesquinha e porca de alguns, mas o Governo é de Portugal e a sua missão é defender a Nação e os portugueses, não o protagonismo de alguns magistrados corruptos da fama.
A magistratura portuguesa tem de ter a consciência do que vale. Numas sondagens recentes só os procuradores e juízes tiveram nota negativa na opinião pública portuguesa e a previsível eleição de Isaltino em Oeiras será, sem dúvida, um violento murro na justiça portuguesa, significando que os eleitores não validaram a condenação de Isaltino, apesar não haver dúvidas que cometeu crimes de corrupção, mas de valor inferior aos de Paulo Portas e outros membros do CDS que estão livres e contentes da vida.
Portugal não pode ter uma justiça em roda livre em que uns fazem o que querem e ninguém respeita nada.
A inspectora que matou com 9 tiros a avó do marido foi condenada a 14 anos para ser ilibada por uma instância superior e agora repete-se o julgamento, provavelmente para senhora ficar de todo livre de culpas.
Do blogue (Estátua de Sal)

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