quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Primeira neve do ano na Rua de Abrute (Curva dos Três):

As fotos que exponho é da primeira neve que caiu - como intitulo o texto - na Rua de Abrute, mais conhecida como a “Curva dos Três”. Este lugar há vários anos era um lugar de fraco nome. Por ali praticamente só passavam automóveis, motorizadas, bicicletas a pedal e alguns peões, mas do sexo masculino, o sexo feminino evitava essa passagem.
Naquele lugar, quem vem de S. Domingos (eis Baiuca) para Freamunde, era lugar onde algumas mulheres iam vender o sexo nos montes ali circundantes.

Hoje está totalmente diferente e já não há inibição à passagem de qualquer peão seja do sexo masculino ou feminino. Aliás hoje é itinerário para muitos jovens e não jovens fazerem as suas caminhadas ou corridas a pé. O nome dado (Curva dos três) é que pode deixar os leitores perplexos com tal nome. Mas para tudo há uma explicação.
Faz hoje quarenta e cinco anos (28/12/1971) que ali se deu um grave acidente de viação que vitimou três jovens Freamundenses filhos de famílias bastante estimadas aqui no burgo. Não sei de quem era o automóvel em que se faziam transportar e quem o conduzia.
Nenhum deles tinha carta, ainda não tinham idade para adquirir a mesma, o que leva a crer que foi sem autorização que se apropriaram do automóvel. Parece-me que era do pai do Alex, senhor Correia (Brasileiro).
Nesta altura estava a cumprir o serviço militar em Balacende, Angola, e só fui sabedor desta tragédia uns dias mais tarde. Os quantos demorava a chegar as cartas àquelas paragens.
Nessas cartas foi-me relatado pela minha família essa tal tragédia e que esse fim de tarde, princípio de noite, pôs em alvoroço a pacata vila de Freamunde, nesse tempo, hoje cidade.
Disseram-me que era "montes" de gente a ir dar as condolências a casa dos familiares das vítimas, uma vez que naquele tempo não havia como hoje há a Casa Mortuária.
Conhecia os três jovens. Eram uns jovens que qualquer família não se importava de ter como filhos dado à educação que receberam e postura tida, nesses poucos anos de vida e, não falo, porque como é uso geral dizer-se aos que morrem que são boas pessoas. Não. Eram mesmo bons rapazes.
Assim, derivado à queda da primeira neve na “Curva dos Três) deu-me para lembrar esta triste efeméride ocorrida há quarenta e cinco anos.

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