Rádio Freamunde

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domingo, 13 de julho de 2014

Dizem que não são grandes mas… sim enormes:


E é verdade. Outrora grandes. Hoje enormes. As Sebastianas ganharam estatuto das melhores festas a nível regional e há até quem diga a nível nacional. Fazer comparações torna-se difícil. Mas Freamunde tem uma juventude que gosta de vibrar as suas Sebastianas e as outras festas da redondeza. Por isso as comparações.
Uma coisa sabemos. Fomos educados e ensinados a estimar as festas que aqui se realizam. Umas melhores que outras mas todas com igual carinho. Mas como em tudo na vida há umas que saem melhor que outras.
Assim não é de estranhar que não há uma casa em Freamunde em que avô, pai ou neto, não fizessem parte da comissão que tem por missão de no segundo fim-de-semana de Julho tornar este evento em realidade.
São trezentos e sessenta e cinco dias de enorme trabalho. Mas quem é enorme é assim. Por isso na minha árvore genealógica já tenha passado eu em mil novecentos e oitenta e oito e o meu filho em dois mil e dez. Mas… já estão na forja dois netos que daqui por uns anos vão cumprir o ritual dos jovens Freamundenses: que é ser festeiros das festas Sebastianas.

Para depois lermos na caixa de comentários e ficarmos embebecidos com coisas assim: “ Para quem tem dúvidas, elas ficaram dissipadas. Como é que um concerto de fado se transforma numa coisa impossível de descrever por palavras, mas vou tentar explicar, um mar de gente, de todas as idades e a cantar como um concerto de música POP se tratasse. Uma coisa única e só possível aonde? FREAMUNDE É MESMO ASSIM...”

São estes pequenos elogios que nos dão atributos para não deixarmos morrer as nossas Sebastianas. E… por isso há quem diga que pode não haver dinheiro para a comida mas para as Sebastianas há sempre. E outros dizem:
Já toca em Freamunde o sino a festa… / é pecado esquecer o Quim Loreira, / os foguetes, os bombos, a palmeira / e o mel que ao folião refresca a testa!
Cantemos os heróis deste cantinho, / orgulho deste céu azul e branco, / reinado do capão e do tamanco, / inspirados nuns bons copos de vinho.
Não há gente como esta nem na Lua! / Sobe um foguete e vem tudo p’rá rua / comer, cantar, beber, rir e dançar…
E só quando estiver lisa a carteira, / é que a gente procura a travesseira, / certos de que ninguém nos vai roubar.
"São pedaços de Cultura / Fogo, vaca, luz e "mel", / São Nós da nossa ternura, /  Que a rima põe no papel."
"Sebastianas a tela / Que eu sonho um dia pintar / Tem por fundo a Gandarela / E um mar de gente a dançar."
"Não tem brasão nem castelo / Esta terra que tu amas / Seu património mais belo / O povo e as Sebastianas.
Mas já não são só Freamundesenses a vibrar desta maneira. Neste momento em que escrevo este texto, são seis e trinta da manhã, de domingo dia treze de Julho, não falta mocidade a deslocarem-se para as suas terras. 
Vieram todos resolutos. Vão cansados de tanto vibrar que até apetece lembrar o dito dos portugueses: para onde vais? Vou para a festa. De onde vens? Veennhhoo ddaa ffeessttaa. 
Também  me chega aos ouvidos o estoirar das vacas de fogo. E depois dizemos. Onde é possível acontecer isto!? Só numa terra: F r e a m u n d e.

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