domingo, 25 de maio de 2014

A lição que Lisboa deu ao mundo futebolístico:

Qualquer português ontem sentiu mais o seu portuguesinho com a lição que Lisboa deu ao mundo sobre a organização de eventos. Há quem diabolize o Euro 2004 e a construção de infra-estruturas assim como os estádios de futebol. Mas de uma coisa podemos estar certos. Se não fossem estas o estádio da Luz não era o escolhido para a final da Liga dos Campeões Europeus. Assim como se não houvesse as acessibilidades de que Lisboa desfruta não era possível juntar tantos milhares de espanhóis que se deslocaram com a finalidade de estarem mais próximo do seu clube. Gente que sabia que não ia arranjar bilhete de ingresso. Mas mesmo assim arriscaram porque sabiam que vinham para uma das melhores cidades do mundo.
Mas como disse os velhos do Restelo que em tudo vêem desgraça não são capazes de perceber que para se colher tem-se de se semear. Foi o que aconteceu com as mudanças porque Portugal passou com o governo Sócrates. Dizem que as dívidas são astronómicas. Mas hoje com este governo as dívidas são maiores e não se vê obra nenhuma. Se as tais obras não existissem hoje não podíamos estar orgulhosos da forma como o evento decorreu.
Mas havia alguém que queria confusão. É de bradar aos céus a não autorização de placardes gigantes no Rossio e Parque Eduardo VII. Se não fosse a persistência de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, não sei se hoje estávamos a lamentar os distúrbios ali ocorridos. António Costa vê mais com os olhos fechados que a maioria dos elementos responsáveis por este evento vêem com os olhos abertos. O ministro da Administração Interna não via que o comércio de Lisboa não está preparado para acolher tantos espanhóis! Não tem noção que só em espaços abertos é que resolvia tal problema!
Depois ficam abismados com os elogios a António Costa. São eles que lhes dão vazão para brilhar com a sua presidência. Ou só pensam nos euros que os espanhóis nos iam trazer! Não sabiam que tinham de lhes dar condições condignas. Ou julgavam que era meter porcos no chiqueiro!
Por isso tudo os portugueses hoje estão mais orgulhosos, eu estou, pela lição que demos ao mundo do futebol. Julgo e tenho quase a certeza que não me engano que os espanhóis que nos visitaram só tecem elogios a este país à beira mar plantado. Se fosse ao contrário eu estava felicíssimo independentemente do resultado. Porque o futebol é isso mesmo. É para juntar culturas e cultivá-las. Venham mais eventos destes que Portugal sabe como tratá-los.         

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