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domingo, 12 de janeiro de 2014

Ia para a escola:

“Quando saí de casa a Selecção Portuguesa perdia por três a zero com a Coreia do Norte. Pelas ruas da Covilhã através das janelas das casas eram gritos e mais gritos: Era uma algazarra. Quando cheguei à escola Portugal já ganhava.
Foi a partir daqui que me tornei benfiquista e senti um carinho especial por Eusébio”. Estas foram as palavras de José Sócrates no programa semanal “A Opinião de José Sócrates” que esta semana foi para o ar na RTP1 na segunda-feira, seis de Janeiro, dia do funeral de Eusébio e que tanta celeuma deu.  
Vieram os defensores da verdade entre eles José Manuel Fernandes o “putativo” candidato pela verdade portuguesa. Não pode ver um pequeno argueiro no olho que julga coisa medonha.
“Ia para escola” não significa que ia para uma aula. Aula é onde se administra conhecimento sobre a matéria a dar. Escola significa o edifício que comporta as salas de aula e seus locais de diversões tais como o seu recreio. Sabe-se que em muitas terras mesmo nas férias o recreio é um ponto de encontro da miudagem: para um jogo de futebol, um caça, caça e demais brincadeiras infantis que se usavam antigamente.
Aqui em Freamunde não precisávamos desse espaço porque o campo da feira resolvia as nossas necessidades. Com isto não quero dizer que não houvesse crianças que se valiam do recreio das Escolas Amarelas. Mas que eu nunca para ali fui nas férias escolares isso não. Agora noutras terras que crianças usassem esse meio não é de estranhar. Só estranha quem não se dava a brincadeiras ou era repelido pelos demais. Os chamados “betinhos”. Ou melhor: os, José Manuel Fernandes deste país. Assim não custa à mínima notícia virem criticar o que foi dito. O que torna difícil é depois não terem argumentos quando outras crianças que viveram esse dia dizerem que foi a realidade. Acredita num sujeito que quando confrontado com o que disse mudou de opinião dizendo:
“Depois da notícia que saiu hj num jornal, onde sou citado a propósito deste post, quero sossegar os meus amigos, dizendo-lhes, como disse quando fui contactado pelo jornalista, que eu e J. Sócrates apenas frequentamos a mesma escola e liceu. Não fomos da mesma turma e do mesmo ano. De resto, só qd ele chegou a líder do PS é que alguns antigos colegas meus (esses sim, de turma) me referiram, em tom de laracha, essa coincidência escolar. Não foi ela que motivo o meu comentário - mas a estranheza - leviandade? - como foi colocada uma memória tão forte (assim classificada no comentário televisivo) num dia normal de escola, quando estávamos nas então chamadas férias grandes. Além de o jogo ter sido a um sábado. E viva o Eusébio e a seleção, porque foi por aqui que a coisa começou”. Post de João Figueira.
Como é fácil falar de cor e salteado. O mais difícil é quando são confrontados com a verdade como foi o caso de Jorge Patrão, amigo e colega de infância de José Sócrates, escreveu uma carta a Paulo Pinto de Mascarenhas e ao Correio da Manhã a contar os factos do dia vinte e três de Julho de mil novecentos e sessenta e seis e estes publicaram o que lhes interessava.
Infelizmente é a isto que o Correio da Manhã nos habituou. Octávio Ribeiro só sobressai na base da mentira que induz aos seus “assalariados”. Porque não se debruça sobre a comunicação que Pedro Passos Coelho fez pelo Natal aos portugueses. Para fazer aumentar o emprego surripiou ao ano de dois mil e treze os meses de Janeiro, Fevereiro e Março. Qual é mais grave. Dizer que ia a caminho da escola ou que o emprego tinha aumentado cento e vinte mil empregos sabendo-se que tudo isto era uma mentira e dita pelo mentiroso-mor. Ou quando alguém diz para todo o País através das câmaras de televisão que tomou uma decisão e que ela é irrevogável e passados dias volta com a irrevogabilidade atrás.
Mas é assim que se faz a opinião pública. As parangonas nos pasquins é para esse efeito. Só que nem todos vão nestas lérias. Mas uma coisa é certa. A mentira dita várias vezes pode-se tornar verdade. Mas entre ir para a escola e ir para a aula há uma diferença grande. A tal que José Manuel Fernandes não compreende porque sempre foi um “betinho”.

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